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Instituições financeiras retomam linhas de crédito mais seguras



22/06/2009 | 07:00


Bancos e financeiras já começaram a centrar fogo nas linhas de crédito ao consumidor que oferecem menor risco de calote, como o financiamento consignado a aposentados, veículos e imóveis.

A volta das instituições financeiras ao crédito se dará neste ano pelas linhas de crédito mais seguras até que o cenário do ritmo de atividade da economia e os impactos da crise fiquem mais claros.

A intenção das instituições de ampliar os empréstimos para o consumidor é escapar do achatamento da rentabilidade nas operações de tesouraria baseadas na taxa básica de juros, a Selic.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Banco Central), a Selic (taxa básica de juros) foi reduzida em um ponto percentual para 9,25% ao ano, o menor nível da série histórica.

"As linhas com maior tendência de crescimento da oferta de crédito são aquelas com maior garantia de recebimento", afirmou o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Adalberto Savioli.

Ele destacou que o crédito consignado a aposentados e ao funcionalismo público, aquele com desconto em folha de pagamento e inadimplência mínima, e os financiamentos de automóveis são as linhas com maiores perspectivas de crescimento.

As instituições financeiras já estão, segundo Savioli, se movimentando para disputar de forma mais competitiva clientes para financiamentos de veículos e crédito consignado, especialmente no segmento de aposentados e pensionistas da Previdência Social.

Essa camada da população foi recentemente beneficiada pelo aumento de 12% no valor do salário mínimo, de R$ 415 para R$ 465, e pela ampliação de 20% para 30% no limite máximo de comprometimento da renda mensal com as prestações do financiamento consignado.

O desempenho favorável das linhas com garantias reais já apareceu nos dados BC. Em abril, mais da metade (52,6%) do acréscimo de R$ 5,157 bilhões no saldo das operações de crédito das pessoas físicas em relação ao mês anterior veio do crédito consignado ao funcionalismo e a aposentados.

Entre dezembro de 2008 e abril deste ano, passada a fase mais aguda da crise, duas linhas de financiamento com garantias, o crédito consignado e o crédito imobiliário, já ampliaram o saldo num ritmo superior à média do crédito total destinado às pessoas físicas, observou o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges.

Nesse período, o total do saldo de crédito voltado para o consumidor aumentou 5,1%. O saldo do crédito consignado cresceu 7,8% no período e os financiamentos imobiliários, que incluem os créditos com recursos livres e direcionados, aumentaram 10%.

É bem verdade, ressaltou Borges, que as linhas de crédito que mais cresceram no período pós-crise foram as emergenciais, como cartão de crédito (15%), o cheque especial (12,5%)e o crédito pessoal que exclui o consignado (11,45%), usadas para tapar os buracos do orçamento. Mas o que chamou a atenção, diz o economista, foi o desempenho dos créditos tidos como garantidos.



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Instituições financeiras retomam linhas de crédito mais seguras


22/06/2009 | 07:00


Bancos e financeiras já começaram a centrar fogo nas linhas de crédito ao consumidor que oferecem menor risco de calote, como o financiamento consignado a aposentados, veículos e imóveis.

A volta das instituições financeiras ao crédito se dará neste ano pelas linhas de crédito mais seguras até que o cenário do ritmo de atividade da economia e os impactos da crise fiquem mais claros.

A intenção das instituições de ampliar os empréstimos para o consumidor é escapar do achatamento da rentabilidade nas operações de tesouraria baseadas na taxa básica de juros, a Selic.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Banco Central), a Selic (taxa básica de juros) foi reduzida em um ponto percentual para 9,25% ao ano, o menor nível da série histórica.

"As linhas com maior tendência de crescimento da oferta de crédito são aquelas com maior garantia de recebimento", afirmou o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Adalberto Savioli.

Ele destacou que o crédito consignado a aposentados e ao funcionalismo público, aquele com desconto em folha de pagamento e inadimplência mínima, e os financiamentos de automóveis são as linhas com maiores perspectivas de crescimento.

As instituições financeiras já estão, segundo Savioli, se movimentando para disputar de forma mais competitiva clientes para financiamentos de veículos e crédito consignado, especialmente no segmento de aposentados e pensionistas da Previdência Social.

Essa camada da população foi recentemente beneficiada pelo aumento de 12% no valor do salário mínimo, de R$ 415 para R$ 465, e pela ampliação de 20% para 30% no limite máximo de comprometimento da renda mensal com as prestações do financiamento consignado.

O desempenho favorável das linhas com garantias reais já apareceu nos dados BC. Em abril, mais da metade (52,6%) do acréscimo de R$ 5,157 bilhões no saldo das operações de crédito das pessoas físicas em relação ao mês anterior veio do crédito consignado ao funcionalismo e a aposentados.

Entre dezembro de 2008 e abril deste ano, passada a fase mais aguda da crise, duas linhas de financiamento com garantias, o crédito consignado e o crédito imobiliário, já ampliaram o saldo num ritmo superior à média do crédito total destinado às pessoas físicas, observou o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges.

Nesse período, o total do saldo de crédito voltado para o consumidor aumentou 5,1%. O saldo do crédito consignado cresceu 7,8% no período e os financiamentos imobiliários, que incluem os créditos com recursos livres e direcionados, aumentaram 10%.

É bem verdade, ressaltou Borges, que as linhas de crédito que mais cresceram no período pós-crise foram as emergenciais, como cartão de crédito (15%), o cheque especial (12,5%)e o crédito pessoal que exclui o consignado (11,45%), usadas para tapar os buracos do orçamento. Mas o que chamou a atenção, diz o economista, foi o desempenho dos créditos tidos como garantidos.

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