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Madrasta que queimou enteado
com óleo é presa em Diadema

Grávida, ela entregou-se após se esconder na Bahia; Viviane
confessou o crime, mas afirmou que agiu em legítima defesa


Rafael Ribeiro ,br>Do Diário do Grande ABC

01/06/2012 | 07:00


A Polícia Civil prendeu ontem a ajudante de serviços gerais Viviane Parias Belarmino, 25 anos, que confessou ter jogado óleo de cozinha fervente em seu enteado, de 13, no início de maio, na Vila Nova Conquista, em Diadema. Desde então, ela estava foragida. Detida, confessou o crime, mas alegou que foi em legítima defesa após ter sido atacada pelo menino.

"Claro que a história não vingou porque contradiz todas as provas colhidas e ela não conseguia responder de forma firme nem demonstrar que a versão era verídica", disse o delegado Gentil de Oliveira Júnior, titular do 2º DP (Piraporinha) local, onde o caso é investigado.

Viviane fugiu para sua cidade natal, Bicuí, interior baiano, mas retornou ao Grande ABC há cerca de uma semana. Desde então, com o telefone grampeado pela polícia, tinha de se esconder na casa de familiares para não ser reconhecida na rua. Ameaçada devido à repercussão do caso, decidiu se entregar. "Sem dúvida foi uma garantia para sua integridade física", disse o delegado.

A auxiliar foi autuada por tentativa de homicídio, com três qualificações (crueldade, motivo fútil e chance difícil de defesa). Pode pegar até 30 anos de prisão. O inquérito será concluído nos próximos dias e Oliveira Júnior pedirá prisão preventiva. Por ser crime hediondo, não há habeas corpus. "Foi algo premeditado e ela não demonstra arrependimento, mas sim indiferença", disse.

O menino era tecladista da banda de forró do pai, José Rogério Gomes, 42, e dormia após show na Capital quando sofreu queimaduras de terceiro grau no couro cabeludo, face, pescoço e braços. As sequelas serão inevitáveis, mesmo após as três cirurgias a que foi submetido no Hospital de Queimados de São Mateus, onde permanece internado.

Revoltado e com medo, só confia na mãe para trocá-lo. "Ele só se preocupa com as mãos. Quer voltar a tocar comigo", disse Gomes. No dia 7, 17 bandas de forró tocarão na cidade em homenagem a seu filho. A rotina volta ao normal com a prisão dela, mas, segundo o músico, ainda é cedo para saber o que será da gravidez de 5 meses de Viviane. "Ao ver o sofrimento do meu filho, só consigo ter dó dela. Não tenho como pensar nisso. Não deu tempo", completou.



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Madrasta que queimou enteado
com óleo é presa em Diadema

Grávida, ela entregou-se após se esconder na Bahia; Viviane
confessou o crime, mas afirmou que agiu em legítima defesa

Rafael Ribeiro ,br>Do Diário do Grande ABC

01/06/2012 | 07:00


A Polícia Civil prendeu ontem a ajudante de serviços gerais Viviane Parias Belarmino, 25 anos, que confessou ter jogado óleo de cozinha fervente em seu enteado, de 13, no início de maio, na Vila Nova Conquista, em Diadema. Desde então, ela estava foragida. Detida, confessou o crime, mas alegou que foi em legítima defesa após ter sido atacada pelo menino.

"Claro que a história não vingou porque contradiz todas as provas colhidas e ela não conseguia responder de forma firme nem demonstrar que a versão era verídica", disse o delegado Gentil de Oliveira Júnior, titular do 2º DP (Piraporinha) local, onde o caso é investigado.

Viviane fugiu para sua cidade natal, Bicuí, interior baiano, mas retornou ao Grande ABC há cerca de uma semana. Desde então, com o telefone grampeado pela polícia, tinha de se esconder na casa de familiares para não ser reconhecida na rua. Ameaçada devido à repercussão do caso, decidiu se entregar. "Sem dúvida foi uma garantia para sua integridade física", disse o delegado.

A auxiliar foi autuada por tentativa de homicídio, com três qualificações (crueldade, motivo fútil e chance difícil de defesa). Pode pegar até 30 anos de prisão. O inquérito será concluído nos próximos dias e Oliveira Júnior pedirá prisão preventiva. Por ser crime hediondo, não há habeas corpus. "Foi algo premeditado e ela não demonstra arrependimento, mas sim indiferença", disse.

O menino era tecladista da banda de forró do pai, José Rogério Gomes, 42, e dormia após show na Capital quando sofreu queimaduras de terceiro grau no couro cabeludo, face, pescoço e braços. As sequelas serão inevitáveis, mesmo após as três cirurgias a que foi submetido no Hospital de Queimados de São Mateus, onde permanece internado.

Revoltado e com medo, só confia na mãe para trocá-lo. "Ele só se preocupa com as mãos. Quer voltar a tocar comigo", disse Gomes. No dia 7, 17 bandas de forró tocarão na cidade em homenagem a seu filho. A rotina volta ao normal com a prisão dela, mas, segundo o músico, ainda é cedo para saber o que será da gravidez de 5 meses de Viviane. "Ao ver o sofrimento do meu filho, só consigo ter dó dela. Não tenho como pensar nisso. Não deu tempo", completou.

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