Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 8 de Março

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Esportes

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Oposição investiga relação
entre Azulão e Palmeiras

Seraphim Del Grande acusa os dirigentes do Verdão de
facilitarem as negociações envolvendo o time da região


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

01/06/2012 | 07:00


A estreita relação entre Palmeiras e São Caetano entrou na pauta do fervilhante ambiente político do Verdão, que elege presidente no início de 2013. Ex-diretor de futebol e atual conselheiro, Seraphim Del Grande acusa os dirigentes de facilitarem negociações envolvendo o time da região, a maior parte delas intermediada pelo ex-atacante e empresário Magrão, genro de Nairo Ferreira de Souza, presidente do Azulão.

Dois casos dão munição para que a oposição desconfie de maracutaia entre os clubes. O primeiro é envolvendo o atacante Luan, que jogou dois anos no São Caetano antes de se transferir ao Toulouse, da França, em junho de 2009.

O jogador foi emprestado ao Palmeiras em 2010 e contratado em definitivo nesta temporada, sendo que o clube pagou comissões no valor de R$ 500 mil para Magrão por ter intermediado a negociação.

Outro caso curioso envolve o meia Pedro Carmona. O jogador foi contratado pelo Palmeiras em setembro de 2011, após passagem pelo Criciúma.

O atleta foi pouco aproveitado pelo Verdão que, segundo os oposicionistas, teve chance de vendê-lo em janeiro. Em maio, com o fim do contrato, o jogador acertou com o São Caetano. O problema é que em poucos dias no novo clube já pode ser negociado, fazendo com que o time do Grande ABC lucre ao invés do Verdão.

"O Carmona vai para o São Caetano e será vendido por lá, tem outros vários jogadores (do São Caetano) caindo de paraquedas aqui. Não posso afirmar nada, mas tudo isso é estranho", comentou Seraphim Del Grande, ao site UOL.

O conselheiro cita também o caso do meia Patrick, que também é agenciado por Magrão. O jogador foi revelado pelo São Caetano, clube que defendeu até 2009 e depois se transferiu para o Palmeiras, onde integrava o time B.

Tudo mudou, no entanto, quando Galeano, amigo do empresário, assumiu cargo de supervisor de futebol, em abril de 2010 e alavancou a carreira do jogador, colocando-o como opção no time profissional.

A lista de jogadores negociados entre as agremiações é extensa. O lateral-direito Arthur foi emprestado pelo São Caetano ao Palmeiras, da mesma forma que o meia Mazinho e o lateral-esquerdo Fernandinho.

A última transação envolvendo os clubes foi a que causou mais surpresa, quando o Verdão anunciou a contratação do atacante Betinho. O jogador disputou o Campeonato Paulista pelo São Caetano, marcou apenas um gol e foi dispensado pelo clube do Grande ABC por deficiência técnica.

Dias depois o jogador foi contratado pelo Verdão, causando ira na comissão técnica que havia feito relação com vários nomes desejados para reforçar o sistema ofensivo da equipe.

Procurado pelo Diário, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, diz desconhecer qualquer tipo de facilitação por parte do Palmeiras e creditou como bobeiras os questionamentos do conselheiro, enquanto o empresário Magrão não foi localizado.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Oposição investiga relação
entre Azulão e Palmeiras

Seraphim Del Grande acusa os dirigentes do Verdão de
facilitarem as negociações envolvendo o time da região

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

01/06/2012 | 07:00


A estreita relação entre Palmeiras e São Caetano entrou na pauta do fervilhante ambiente político do Verdão, que elege presidente no início de 2013. Ex-diretor de futebol e atual conselheiro, Seraphim Del Grande acusa os dirigentes de facilitarem negociações envolvendo o time da região, a maior parte delas intermediada pelo ex-atacante e empresário Magrão, genro de Nairo Ferreira de Souza, presidente do Azulão.

Dois casos dão munição para que a oposição desconfie de maracutaia entre os clubes. O primeiro é envolvendo o atacante Luan, que jogou dois anos no São Caetano antes de se transferir ao Toulouse, da França, em junho de 2009.

O jogador foi emprestado ao Palmeiras em 2010 e contratado em definitivo nesta temporada, sendo que o clube pagou comissões no valor de R$ 500 mil para Magrão por ter intermediado a negociação.

Outro caso curioso envolve o meia Pedro Carmona. O jogador foi contratado pelo Palmeiras em setembro de 2011, após passagem pelo Criciúma.

O atleta foi pouco aproveitado pelo Verdão que, segundo os oposicionistas, teve chance de vendê-lo em janeiro. Em maio, com o fim do contrato, o jogador acertou com o São Caetano. O problema é que em poucos dias no novo clube já pode ser negociado, fazendo com que o time do Grande ABC lucre ao invés do Verdão.

"O Carmona vai para o São Caetano e será vendido por lá, tem outros vários jogadores (do São Caetano) caindo de paraquedas aqui. Não posso afirmar nada, mas tudo isso é estranho", comentou Seraphim Del Grande, ao site UOL.

O conselheiro cita também o caso do meia Patrick, que também é agenciado por Magrão. O jogador foi revelado pelo São Caetano, clube que defendeu até 2009 e depois se transferiu para o Palmeiras, onde integrava o time B.

Tudo mudou, no entanto, quando Galeano, amigo do empresário, assumiu cargo de supervisor de futebol, em abril de 2010 e alavancou a carreira do jogador, colocando-o como opção no time profissional.

A lista de jogadores negociados entre as agremiações é extensa. O lateral-direito Arthur foi emprestado pelo São Caetano ao Palmeiras, da mesma forma que o meia Mazinho e o lateral-esquerdo Fernandinho.

A última transação envolvendo os clubes foi a que causou mais surpresa, quando o Verdão anunciou a contratação do atacante Betinho. O jogador disputou o Campeonato Paulista pelo São Caetano, marcou apenas um gol e foi dispensado pelo clube do Grande ABC por deficiência técnica.

Dias depois o jogador foi contratado pelo Verdão, causando ira na comissão técnica que havia feito relação com vários nomes desejados para reforçar o sistema ofensivo da equipe.

Procurado pelo Diário, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, diz desconhecer qualquer tipo de facilitação por parte do Palmeiras e creditou como bobeiras os questionamentos do conselheiro, enquanto o empresário Magrão não foi localizado.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;