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‘A eleição será fácil’, afirma William Dib


Rita Donato
Do Diário do Grande ABC

25/12/2007 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, William Dib (PSB), parece convencido do resultado da eleição do próximo ano. Em entrevista ao Diário, ele assegurou que o grupo, que administra a cidade há dez anos, deve continuar no comando a partir de 2008.

Mesmo ciente da dificuldade de alcançar a votação histórica de 2004 – quando ele conquistou 76,3% dos votos válidos contra o candidato petista, o deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho –, o chefe do Executivo avalia que a vitória é certa.

“A disputa será fácil, o eleitorado da cidade tem uma tendência a esse tipo de posicionamento”, considera.

Satisfeito com os resultados da Prefeitura, que fechou o ano com mais de R$ 15 milhões em caixa, Dib revela que entregará a administração ao sucessor com maior arrecadação de receita e menores impostos.

“Pretendo entregar a Prefeitura bem melhor do que peguei, com uma receita maior e sem aumento de tributos. Estou entre os prefeitos do Brasil que mais reduziu imposto”, pondera.

Por conta dos bons resultados, o prefeito concedeu aos servidores um reajuste de 15% a partir de janeiro.

O índice é o maior conquistado entre o funcionalismo das prefeituras do Grande ABC. Mas o prefeito explica que o aumento pôde ser concretizado graças à saúde financeira alcançada no município. E manda um recado aos críticos de épocas cujo o reajuste não atingiu a expectativa: “Além disso, o aumento salarial é definitivo, já o aumento da arrecadação é sazonal”.

Finanças - “Fechamos o ano com um grande volume de dinheiro em caixa. Na verdade vou sair com, no mínimo, R$ 15 milhões a mais por conta da venda do terreno para a construção do campus da Universidade do Grande ABC. O governo federal já adiantou (neste mês) R$ 20 milhões para pagar parte do financiamento da área (localizada atrás do Ginásio Poliesportivo, no bairro Anchieta, que custará R$ 49,9 milhões). Também tem a questão do banco (Santander) que pagou R$ 99 milhões para administrar as contas bancárias dos servidores públicos.”

Redução de gastos - “Fui muito criticado em 2006 porque fechei o ano no vermelho, as pessoas disseram que era falta de previsão. Neste ano eu disse que não apanharia por conta disso e resolvi cotar os gastos, desde a água até as xícaras que os funcionários tomavam o cafezinho. Fui criticado novamente, mas não pelo mesmo motivo. O discurso é: redução de gastos. Estou certo que este é o caminho correto a ser seguido. Garanti que não apanharia e não apanhei.”

Impostos - “Normalmente, no final do ano, alguns prefeitos aumentam os impostos, mas meu caso é diferente, não haverá acréscimo, pretendo entregar a Prefeitura bem melhor do que peguei, com uma receita maior e sem aumento de tributos. Estou entre os prefeitos do Brasil que mais reduziu impostos, o ISS (Imposto Sobre Serviço), por exemplo, é quase 2% e ainda quero diminuir mais. Quero entregar minha cidade com impostos padronizados. Ainda não consegui, mas chegarei lá. Essa é a grande diferença da nossa administração.”

Incentivo fiscal - “Temos um projeto mais ousado neste ano para reduzir a dívida ativa do município (estimada em R$ 1 bilhão), uma nova proposta que trata do reparcelamento de qualquer débito referente a tributos municipal. Há duas possibilidades de pagamento que garante isenção de juros: à vista ou financiado em até seis vezes. Depois disso, volta ao projeto anterior, que possibilita pagamento progressivamente em até 36 vezes. Também vamos reduzir 1% do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis) até o dia 30 de abril. O morador terá até esta data para quitar o imposto com desconto e para aderir ao plano especial de parcelamento. Nossa expectativa é arrecadar até R$ 60 milhões com os programas, nos anos anteriores conseguimos de R$ 40 milhões a R$ 60 milhões, creio que ficaremos nesta média.”

Remissão de dívida - “Apresentamos ainda a proposta de remissão de dívida de duas categorias: de água e esgoto da época do DAE (Departamento de Água e Esgoto) e de bolsas de estudos concedidas pela Prefeitura. Não temos mais ação contra as entidades sem fins lucrativos e residências que devem água. Como não tenho mecanismos reais para cobrar a dívida, que já custa cerca de R$ 46 milhões, porque não posso cortar a água das pessoas, acho justo anistiar as entidades que não têm condições de realizar o pagamento. A medida é legal porque não se trata de tributos.”

Bolsas de estudo - “Com relação às bolsas, até 2006, tínhamos uma sistemática diferente, o aluno ganhava e, no final da graduação, reembolsava (o Executivo) em dinheiro ou serviço. Mas muitos não conseguiram pagar porque as contas públicas têm um tipo de correção que não representa a realidade do mercado, por isso, resolvemos anistiar. Agora, a instituição privada concederá a bolsa em troca de isenção de ISS (Imposto Sobre Serviço) e os alunos não terão mais de pagar. Foi a forma que encontrei para devolver o valor agregado às pessoas”.

Abono - “Além dos R$ 100 de abono que demos para os servidores que ganham até R$ 2,5 mil, em substituição às cestas natalinas, conseguimos, com muita economia, aumentar mais R$ 250 no bônus. O valor será concedido a 100% dos servidores, independente da remuneração, não terá desconto em folha, será integral.”

Reajuste salarial - “Através de toda a economia feita durante o ano, conseguimos dar aumento de 15% ao funcionalismo. O servidor precisa entender que o salário é calculado com base na arrecadação do município, não posso reduzir minha capacidade de investimento na cidade porque os índices inflacionários mostram que é necessário dar o aumento. Entendo que é preciso dar reajuste, mas já dei aumentos pontuais para várias categorias. Por várias vezes melhoramos categorias que ficaram defasadas por conta da remuneração de mercado. Ainda assim, entendo que o salário médio dos servidores de São Bernardo é alto, se o funcionário for para o mercado certamente ganhará metade do valor que recebe da Prefeitura, portanto, não posso dizer que o salário é injusto. Além disso, o aumento salarial é definitivo, já o aumento da arrecadação é sazonal.”

Eleição - “Não posso dizer que repetiremos o mesmo resultado das eleições dos anos anteriores, porque foi difícil alcançar aqueles números, mas será fácil (ganhar a eleição). Acredito que a eleição sofrerá automaticamente um processo de polarização. De qualquer forma, o número de candidatos não muda a história de São Bernardo. Já houve eleições com cinco, seis, até sete candidatos, na minha tiveram cinco, por exemplo, e o comportamento foi o mesmo porque o eleitorado da cidade tem uma tendência a este tipo de posicionamento.”


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