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Oposição encerra semestre fragilizada


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

25/06/2011 | 07:00


Está cada vez mais clara a dificuldade de se fazer oposição na Câmara de São Bernardo. A bancada contrária à administração Luiz Marinho (PT) iniciou o ano a todo vapor, mas termina o semestre despedaçada, com apenas quatro vereadores com postura oposicionista ferrenha.

O quarteto - Admir Ferro (PSDB), Hiroyuki Minami (PSDB), Juarez Tudo Azul (PSDB) e Gilberto França (PMDB) - compõe somente 20% dos 21 parlamentares da Casa. É o mesmo quadro desfavorável que os petistas enfrentavam na gestão passada, em que faziam oposição.

Na sessão de quarta-feira, penúltima ordinária do primeiro semestre, mais um fato escancarou a fragilidade do grupo contra o governo. O vereador Antônio Cabrera (PSB), que no início do ano era oposição, fez articulação para que a Lei de Diretrizes Orçamentárias fosse aprovada.

O problema é que um dos oposicionistas, Admir Ferro, estava ausente da plenária, pois se recuperava de pequena cirurgia. Corria-se o risco de que os destaques fossem reprovados. Um deles impede que a gestão Marinho faça remanejamento de 30% do Orçamento no ano que vem.

Sem a efetivação da emenda, o chefe do Executivo garante a expressiva margem para manobras financeiras desde já. Com a correção, esse debate só deve ocorrer no fim do ano, quando a peça orçamentária entrar no Legislativo para ser apreciada.

"Que estamos em minoria, isso é fato já há algum tempo", reconhece o tucano Admir Ferro, que evitou polemizar sobre a tentativa de votação da LDO sem sua presença.

Além de Cabrera, Ary de Oliveira (PSB) e Sérgio Demarchi, que eram da oposição, têm votado em algumas ocasiões a favor do governo Marinho. "Continuamos com a mesma postura, de ser favorável ao que é bom para a cidade", discorre Ary, invariavelmente.

O outro parlamentar que não está sendo contabilizado mais pela oposição é Tunico Vieira (PMDB). Mas o epíteto também não incomoda o peemedebista, que se diz independente desde o início do mandato e trabalha para concorrer ao Paço no ano que vem.

 

MANENTE

Não coincidentemente, a saída de cena do vereador Otávio Manente, que morreu no dia 6 de abril, é o divisor de águas para a derrocada da oposição ao prefeito Luiz Marinho na Câmara.

O popular-socialista era responsável por unir esforços contra a gestão petista. Ele liderava o G-5, grupo de cinco vereadores independentes, e tinha bom trânsito entre o G-8, bancada de oito oposicionistas. Em determinado momento, o bloco ficou conhecido como G-13.

Foi na eleição do sucessor de Otávio para a 1ª secretaria da mesa diretora que a oposição rachou. Alguns votaram para a manutenção da vaga ao PPS e outros para que a função ficasse com Sérgio Demarchi, do PSB. A segunda opção venceu, com votos inclusive de governistas. Depois disso, a bancada de oposição nunca mais foi a mesma.



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Oposição encerra semestre fragilizada

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

25/06/2011 | 07:00


Está cada vez mais clara a dificuldade de se fazer oposição na Câmara de São Bernardo. A bancada contrária à administração Luiz Marinho (PT) iniciou o ano a todo vapor, mas termina o semestre despedaçada, com apenas quatro vereadores com postura oposicionista ferrenha.

O quarteto - Admir Ferro (PSDB), Hiroyuki Minami (PSDB), Juarez Tudo Azul (PSDB) e Gilberto França (PMDB) - compõe somente 20% dos 21 parlamentares da Casa. É o mesmo quadro desfavorável que os petistas enfrentavam na gestão passada, em que faziam oposição.

Na sessão de quarta-feira, penúltima ordinária do primeiro semestre, mais um fato escancarou a fragilidade do grupo contra o governo. O vereador Antônio Cabrera (PSB), que no início do ano era oposição, fez articulação para que a Lei de Diretrizes Orçamentárias fosse aprovada.

O problema é que um dos oposicionistas, Admir Ferro, estava ausente da plenária, pois se recuperava de pequena cirurgia. Corria-se o risco de que os destaques fossem reprovados. Um deles impede que a gestão Marinho faça remanejamento de 30% do Orçamento no ano que vem.

Sem a efetivação da emenda, o chefe do Executivo garante a expressiva margem para manobras financeiras desde já. Com a correção, esse debate só deve ocorrer no fim do ano, quando a peça orçamentária entrar no Legislativo para ser apreciada.

"Que estamos em minoria, isso é fato já há algum tempo", reconhece o tucano Admir Ferro, que evitou polemizar sobre a tentativa de votação da LDO sem sua presença.

Além de Cabrera, Ary de Oliveira (PSB) e Sérgio Demarchi, que eram da oposição, têm votado em algumas ocasiões a favor do governo Marinho. "Continuamos com a mesma postura, de ser favorável ao que é bom para a cidade", discorre Ary, invariavelmente.

O outro parlamentar que não está sendo contabilizado mais pela oposição é Tunico Vieira (PMDB). Mas o epíteto também não incomoda o peemedebista, que se diz independente desde o início do mandato e trabalha para concorrer ao Paço no ano que vem.

 

MANENTE

Não coincidentemente, a saída de cena do vereador Otávio Manente, que morreu no dia 6 de abril, é o divisor de águas para a derrocada da oposição ao prefeito Luiz Marinho na Câmara.

O popular-socialista era responsável por unir esforços contra a gestão petista. Ele liderava o G-5, grupo de cinco vereadores independentes, e tinha bom trânsito entre o G-8, bancada de oito oposicionistas. Em determinado momento, o bloco ficou conhecido como G-13.

Foi na eleição do sucessor de Otávio para a 1ª secretaria da mesa diretora que a oposição rachou. Alguns votaram para a manutenção da vaga ao PPS e outros para que a função ficasse com Sérgio Demarchi, do PSB. A segunda opção venceu, com votos inclusive de governistas. Depois disso, a bancada de oposição nunca mais foi a mesma.

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