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Eleitores de Atila se dizem arrependidos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Simpatizantes do prefeito de Mauá em 2016 criticam socialista após prisões e impeachment


Daniel Tossato
do Diário do Grande ABC

15/09/2019 | 07:00


Em meio à instabilidade política que assola Mauá desde maio de 2018, com a deflagração da Operação Prato Feito, da PF (Polícia Federal), o eleitor do prefeito Atila Jacomussi (PSB) se mostra arrependido em ter votado no socialista. Preso em duas operações da PF – Prato Feito e Trato Feito –, Atila teve imagem atrelada à corrupção pelos seus simpatizantes.

A equipe do Diário esteve na cidade na semana passada para ouvir quem apostou no socialista há três anos. O resultado mostra que Atila terá trabalho para reconquistar seus apoiadores.

“Votei nele, mas não votaria mais. Muito triste o que está acontecendo com a cidade. Mauá fica estagnada e tenho a impressão de que nada anda”, afirmou Cleber Ronaldo, 34 anos, que no momento está desempregado. No mesmo tom crítico segue o aposentado Manoel Baeza Filho, 75, morador do Campo Verde. Baeza se mostrou totalmente contra o retorno de Atila para a Prefeitura. “Com ele no comando, estamos perdidos. Eu me arrependo muito de ter votado nele.”

Atila tomou posse na terça-feira após cinco meses de afastamento. O socialista sofreu processo de impeachment em abril – anulado pela Justiça paulista na segunda-feira. Em maio de 2018 e dezembro do mesmo ano, foi preso pela PF. As detenções do prefeito marcaram negativamente seu eleitorado, que não crê na inocência de Atila. Ao contrário, por possível envolvimento com desvios em verbas destinadas à merenda escolar, Atila caiu em desgraça entre seus eleitores.

Genivaldo Inácio, 57, é pedreiro e comentou que boa parte dos parentes votou em Atila em 2016. “Eu não votei nele, mas muita gente da minha família sim. Eles também se arrependem. Eu não votaria nele, ainda mais depois de preso.”
Durante os afastamentos de Atila, a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) governou a cidade e reviu algumas decisões tomadas pelo prefeito.

Além disso, deu andamento a processos como a entrega da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e o chamamento público para trocar a gestora da saúde, hoje sob responsabilidade da FUABC (Fundação do ABC).

“Os dois são uma porcaria. Os prefeitos são ruins. O último quem fez algo por Mauá foi o Oswaldo Dias (PT). Votei no Atila, mas me arrependo”, disparou Mercedes Aparecida Passoni, 67, dona de casa. O metalúrgico Gessé da Silva, 52 anos, acredita que o retorno do socialista ao comando da cidade pode estabilizar Mauá, mas ele é taxativo. “Com ele (no comando do Executivo) tenho a impressão que a cidade anda, mas não votarei nele na próxima eleição”, declarou.

Quando retornou ao cargo, na terça-feira, Atila disse que iria trabalhar dia e noite para colocar Mauá nos trilhos. Ele se autointitula prefeito do povo e aposta em sua imagem junto à comunidade carente para reconquistar eleitorado. 



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Eleitores de Atila se dizem arrependidos

Simpatizantes do prefeito de Mauá em 2016 criticam socialista após prisões e impeachment

Daniel Tossato
do Diário do Grande ABC

15/09/2019 | 07:00


Em meio à instabilidade política que assola Mauá desde maio de 2018, com a deflagração da Operação Prato Feito, da PF (Polícia Federal), o eleitor do prefeito Atila Jacomussi (PSB) se mostra arrependido em ter votado no socialista. Preso em duas operações da PF – Prato Feito e Trato Feito –, Atila teve imagem atrelada à corrupção pelos seus simpatizantes.

A equipe do Diário esteve na cidade na semana passada para ouvir quem apostou no socialista há três anos. O resultado mostra que Atila terá trabalho para reconquistar seus apoiadores.

“Votei nele, mas não votaria mais. Muito triste o que está acontecendo com a cidade. Mauá fica estagnada e tenho a impressão de que nada anda”, afirmou Cleber Ronaldo, 34 anos, que no momento está desempregado. No mesmo tom crítico segue o aposentado Manoel Baeza Filho, 75, morador do Campo Verde. Baeza se mostrou totalmente contra o retorno de Atila para a Prefeitura. “Com ele no comando, estamos perdidos. Eu me arrependo muito de ter votado nele.”

Atila tomou posse na terça-feira após cinco meses de afastamento. O socialista sofreu processo de impeachment em abril – anulado pela Justiça paulista na segunda-feira. Em maio de 2018 e dezembro do mesmo ano, foi preso pela PF. As detenções do prefeito marcaram negativamente seu eleitorado, que não crê na inocência de Atila. Ao contrário, por possível envolvimento com desvios em verbas destinadas à merenda escolar, Atila caiu em desgraça entre seus eleitores.

Genivaldo Inácio, 57, é pedreiro e comentou que boa parte dos parentes votou em Atila em 2016. “Eu não votei nele, mas muita gente da minha família sim. Eles também se arrependem. Eu não votaria nele, ainda mais depois de preso.”
Durante os afastamentos de Atila, a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) governou a cidade e reviu algumas decisões tomadas pelo prefeito.

Além disso, deu andamento a processos como a entrega da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e o chamamento público para trocar a gestora da saúde, hoje sob responsabilidade da FUABC (Fundação do ABC).

“Os dois são uma porcaria. Os prefeitos são ruins. O último quem fez algo por Mauá foi o Oswaldo Dias (PT). Votei no Atila, mas me arrependo”, disparou Mercedes Aparecida Passoni, 67, dona de casa. O metalúrgico Gessé da Silva, 52 anos, acredita que o retorno do socialista ao comando da cidade pode estabilizar Mauá, mas ele é taxativo. “Com ele (no comando do Executivo) tenho a impressão que a cidade anda, mas não votarei nele na próxima eleição”, declarou.

Quando retornou ao cargo, na terça-feira, Atila disse que iria trabalhar dia e noite para colocar Mauá nos trilhos. Ele se autointitula prefeito do povo e aposta em sua imagem junto à comunidade carente para reconquistar eleitorado. 

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