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Em dez anos, PT perde metade de filiados ativos

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Participação de militantes na eleição interna da sigla caiu de 13,5 mil em 2009 para 6,4 mil neste ano


Júnior Carvalho
Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

15/09/2019 | 07:00


Fora do poder no Grande ABC desde 2016, pela primeira vez na história do partido, o PT da região viu sua militância ativa ser reduzida drasticamente nos últimos dez anos. Levantamento feito pelo Diário revela que a adesão dos filiados ao PED (Processo de Eleição Direta) caiu mais da metade neste ano, em comparação com o pleito interno realizado pela sigla em 2009.

Há dez anos, 13.567 filiados do petismo nas sete cidades foram às urnas escolher seus dirigentes locais. Na disputa de uma semana atrás, esse total chegou a 6.495, o que representa menos da metade do que foi registrado à época (queda de 52,1%). Proporcionalmente,apenas 12,4% de todos os filiados do partido na região (52.214) aderiram ao PED.

Em 2009, a representatividade do PT nas Prefeituras e nas Câmaras não era das melhores, como a de legislaturas anteriores – possuía três prefeitos (Luiz Marinho, em São Bernardo; Mário Reali, em Diadema; e Oswaldo Dias, de Mauá) e havia acabado de eleger 24 vereadores na região. Neste ano, assim como no PED passado, realizado em 2017, a militância petista participou do processo com o partido fora do comando das Prefeituras do Grande ABC, quintal do petismo, e contando com apenas 15 vereadores – elegeu 16 nomes para o Legislativo nas eleições de 2016, mas expulsou um parlamentar, de Rio Grande da Serra, no ano passado.

A representatividade da sigla atualmente, porém, não é atribuída pelos dirigentes petistas à pífia participação da militância na eleição interna deste ano. Para Brás Marinho, atual presidente do PT de São Bernardo e recém-eleito coordenador regional do partido, essa queda se dá ao comodismo de parte dos militantes. O dirigente cita a participação dos adeptos apenas por meio de mídias sociais, como o WhatsApp. “O filiado recebe informações (no celular) e já se sente parte (da vida partidária)”, exemplifica. Brás também culpa a crise econômica pela qual o País passa, alegando que muitos dos militantes estão desempregados e “têm dificuldades para pagar passagem de ônibus” para ir até o diretório votar.

ALTERNATIVAS - Embora o PT evite fazer mea culpa, Brás alega que houve crescimento da participação da militância em relação ao PED de dois anos atrás. Ele aponta como alternativa a adoção de vários locais de votação – atualmente é realizada de forma concentrada em apenas um local – como um jeito de motivar a militância a eleger seus diretórios.

Questionado sobre a possibilidade de a legenda adotar a votação remota, por meio de voto eletrônico, Brás foi taxativo: “está descartado”. “A importância do PED não é só o voto em si, mas é o momento que você consegue socializar, ver aquele companheiro que não via há algum tempo e uma oportunidade do militante que tem mais dificuldade de participar no dia a dia de se aproximar do seu dirigente. É o momento de relações”, avaliou.



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Em dez anos, PT perde metade de filiados ativos

Participação de militantes na eleição interna da sigla caiu de 13,5 mil em 2009 para 6,4 mil neste ano

Júnior Carvalho
Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

15/09/2019 | 07:00


Fora do poder no Grande ABC desde 2016, pela primeira vez na história do partido, o PT da região viu sua militância ativa ser reduzida drasticamente nos últimos dez anos. Levantamento feito pelo Diário revela que a adesão dos filiados ao PED (Processo de Eleição Direta) caiu mais da metade neste ano, em comparação com o pleito interno realizado pela sigla em 2009.

Há dez anos, 13.567 filiados do petismo nas sete cidades foram às urnas escolher seus dirigentes locais. Na disputa de uma semana atrás, esse total chegou a 6.495, o que representa menos da metade do que foi registrado à época (queda de 52,1%). Proporcionalmente,apenas 12,4% de todos os filiados do partido na região (52.214) aderiram ao PED.

Em 2009, a representatividade do PT nas Prefeituras e nas Câmaras não era das melhores, como a de legislaturas anteriores – possuía três prefeitos (Luiz Marinho, em São Bernardo; Mário Reali, em Diadema; e Oswaldo Dias, de Mauá) e havia acabado de eleger 24 vereadores na região. Neste ano, assim como no PED passado, realizado em 2017, a militância petista participou do processo com o partido fora do comando das Prefeituras do Grande ABC, quintal do petismo, e contando com apenas 15 vereadores – elegeu 16 nomes para o Legislativo nas eleições de 2016, mas expulsou um parlamentar, de Rio Grande da Serra, no ano passado.

A representatividade da sigla atualmente, porém, não é atribuída pelos dirigentes petistas à pífia participação da militância na eleição interna deste ano. Para Brás Marinho, atual presidente do PT de São Bernardo e recém-eleito coordenador regional do partido, essa queda se dá ao comodismo de parte dos militantes. O dirigente cita a participação dos adeptos apenas por meio de mídias sociais, como o WhatsApp. “O filiado recebe informações (no celular) e já se sente parte (da vida partidária)”, exemplifica. Brás também culpa a crise econômica pela qual o País passa, alegando que muitos dos militantes estão desempregados e “têm dificuldades para pagar passagem de ônibus” para ir até o diretório votar.

ALTERNATIVAS - Embora o PT evite fazer mea culpa, Brás alega que houve crescimento da participação da militância em relação ao PED de dois anos atrás. Ele aponta como alternativa a adoção de vários locais de votação – atualmente é realizada de forma concentrada em apenas um local – como um jeito de motivar a militância a eleger seus diretórios.

Questionado sobre a possibilidade de a legenda adotar a votação remota, por meio de voto eletrônico, Brás foi taxativo: “está descartado”. “A importância do PED não é só o voto em si, mas é o momento que você consegue socializar, ver aquele companheiro que não via há algum tempo e uma oportunidade do militante que tem mais dificuldade de participar no dia a dia de se aproximar do seu dirigente. É o momento de relações”, avaliou.

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