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Ligações Perigosas

Utilizar o telefone, mesmo com o sistema de mão livres, tem sido condenado em estudos por se assemelhar a erros cometidos por motorista alcoolizado


Cristina Baddini

08/07/2011 | 00:00


Utilizar o telefone, mesmo com o sistema de mão livres, tem sido condenado em estudos por se assemelhar a erros cometidos por motorista alcoolizado. Estudo cognitivo da Organização Mundial da Saúde simulou distrações de um motorista, e mostrou que o risco de acidente aumenta em até 400%. A fiscalização, no entanto, é difícil.

Falando ao celular, o motorista reage de forma mais lenta. Dificilmente olha para o retrovisor, assume uma trajetória errática na via e reduz ou ultrapassa a velocidade compatível com o tráfego, avança o sinal, tem dificuldade para trocar marchas e simplesmente não vê as placas de sinalização no trânsito. Cada uma dessas situações, até mesmo de forma isolada, já poderia provocar um acidente. Imagine então o risco potencial da combinação delas. Por conta disto esse ponto tem merecido estudos. 

NOS EUA
O Ministério dos Transportes criou um site chamado distraction.gov especificamente para cuidar do tema. Classifica os tipos de distração: visual - olhos desviados do caminho; manual - mãos fora do volante; e Cognitiva - pensamento longe do ato de dirigir". Há pouco mais de um ano, várias leis estaduais proibiram receber e enviar mensagens de textos. 

NA INGLATERRA
Usar celular ao volante pode dar cadeia na Inglaterra. Quem praticá-la pode ser condenado a pelo menos dois anos de prisão. Os infratores podem ser condenados por homicídio culposo e punidos, quando causaram acidentes, com a pena máxima prevista pelo país, ou seja, a prisão perpétua, caso seja confirmado que o veículo foi usado como uma arma. 

NO BRASIL
Pesquisa feita no Rio de Janeiro e em São Paulo revelou que os moradores das duas capitais adotam práticas de risco, seja como pedestres ou como motoristas. Entre os motoristas, 32% no Rio confessaram que dirigem e falam ao celular ao mesmo tempo, ante 28% dos paulistas. A pesquisa pode balizar campanhas públicas para reduzir o índice de acidentes, como o fabricante de cigarro tem que publicar que aquele produto faz mal para a saúde, o fabricante de cerveja anunciar que não se deve beber e dirigir, a operadora de celular deve colocar algum alerta sobre o uso do aparelho no trânsito. 

PEDESTRES
Não são só motoristas que assumem comportamentos de risco. Quem anda pelas ruas também precisa mudar seus hábitos. As maiores distrações são atravessar com o sinal vermelho, na percepção de 77% dos entrevistados - no Rio de Janeiro esse índice é de 88%, ante 67% em São Paulo; cruzar a pista fora da faixa, para 74% dos entrevistados; e não olhar para os dois lados da rua, segundo 66%.

Os pedestres entrevistados disseram ainda que, enquanto atravessam a rua, conversam com outras pessoas (47%), correm ou fazem ziguezagues entre os carros (46%) e falam ao celular (38%). Ziguezaguear é um comportamento de alto risco, porque pode vir uma motocicleta entre os carros.

A pesquisa demonstra também que os pedestres têm grande dificuldade de atravessar no local adequado por falta de sinalização e orientação - 64% dos entrevistados responderam que não encontram as faixas quando precisam. No Rio de Janeiro, a situação é ligeiramente pior do que em São Paulo: 67% ante 61%.



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Utilizar o telefone, mesmo com o sistema de mão livres, tem sido condenado em estudos por se assemelhar a erros cometidos por motorista alcoolizado

Cristina Baddini

08/07/2011 | 00:00


Utilizar o telefone, mesmo com o sistema de mão livres, tem sido condenado em estudos por se assemelhar a erros cometidos por motorista alcoolizado. Estudo cognitivo da Organização Mundial da Saúde simulou distrações de um motorista, e mostrou que o risco de acidente aumenta em até 400%. A fiscalização, no entanto, é difícil.

Falando ao celular, o motorista reage de forma mais lenta. Dificilmente olha para o retrovisor, assume uma trajetória errática na via e reduz ou ultrapassa a velocidade compatível com o tráfego, avança o sinal, tem dificuldade para trocar marchas e simplesmente não vê as placas de sinalização no trânsito. Cada uma dessas situações, até mesmo de forma isolada, já poderia provocar um acidente. Imagine então o risco potencial da combinação delas. Por conta disto esse ponto tem merecido estudos. 

NOS EUA
O Ministério dos Transportes criou um site chamado distraction.gov especificamente para cuidar do tema. Classifica os tipos de distração: visual - olhos desviados do caminho; manual - mãos fora do volante; e Cognitiva - pensamento longe do ato de dirigir". Há pouco mais de um ano, várias leis estaduais proibiram receber e enviar mensagens de textos. 

NA INGLATERRA
Usar celular ao volante pode dar cadeia na Inglaterra. Quem praticá-la pode ser condenado a pelo menos dois anos de prisão. Os infratores podem ser condenados por homicídio culposo e punidos, quando causaram acidentes, com a pena máxima prevista pelo país, ou seja, a prisão perpétua, caso seja confirmado que o veículo foi usado como uma arma. 

NO BRASIL
Pesquisa feita no Rio de Janeiro e em São Paulo revelou que os moradores das duas capitais adotam práticas de risco, seja como pedestres ou como motoristas. Entre os motoristas, 32% no Rio confessaram que dirigem e falam ao celular ao mesmo tempo, ante 28% dos paulistas. A pesquisa pode balizar campanhas públicas para reduzir o índice de acidentes, como o fabricante de cigarro tem que publicar que aquele produto faz mal para a saúde, o fabricante de cerveja anunciar que não se deve beber e dirigir, a operadora de celular deve colocar algum alerta sobre o uso do aparelho no trânsito. 

PEDESTRES
Não são só motoristas que assumem comportamentos de risco. Quem anda pelas ruas também precisa mudar seus hábitos. As maiores distrações são atravessar com o sinal vermelho, na percepção de 77% dos entrevistados - no Rio de Janeiro esse índice é de 88%, ante 67% em São Paulo; cruzar a pista fora da faixa, para 74% dos entrevistados; e não olhar para os dois lados da rua, segundo 66%.

Os pedestres entrevistados disseram ainda que, enquanto atravessam a rua, conversam com outras pessoas (47%), correm ou fazem ziguezagues entre os carros (46%) e falam ao celular (38%). Ziguezaguear é um comportamento de alto risco, porque pode vir uma motocicleta entre os carros.

A pesquisa demonstra também que os pedestres têm grande dificuldade de atravessar no local adequado por falta de sinalização e orientação - 64% dos entrevistados responderam que não encontram as faixas quando precisam. No Rio de Janeiro, a situação é ligeiramente pior do que em São Paulo: 67% ante 61%.

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