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Paixão pela sala de aula

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aos 83 anos, 64 deles nas salas de aula de 69 escolas, Dahir de Melo Farhat é incansável, e há três décadas ensina música em Santo André


Francisco Lacerda

03/06/2018 | 07:12


Aposentada como professora há cerca de 30 anos, a andreense Dahir de Melo Farhat, 83 anos, bem que poderia estar por aí, passeando, viajando, aproveitando a vida. Mas não é bem assim, pois a paixão pela sala de aula a levou a substituir o giz e a lousa pelos instrumentos musicais e, nas últimas três décadas, trocou os ensinamentos de Educação Moral e Cívica, OSPB (Organização Social e Política do Brasil), Francês, Inglês, Geografia e História para lecionar música, outra de suas paixões.

Como ela mesma diz, ser professor é sacerdócio, é despertar sabedoria, importar-se com o outro. E nessa tarefa de cuidar para que o aluno aprenda, Dahir está há 64 anos na sala de aula, passou por 69 escolas, às quais se lembra de todos os nomes, a maioria em Santo André, tanto municipais quanto estaduais. “Galeão, Celso Gama, Américo Brasiliense, José do Prado, Generoso, Fioravante...” E mesmo com a aposentadoria compulsória, há mais de 30 anos, segue em frente, sem cogitar parar.

Começou aos 16, logo após o pai ser preso na vigência da ditadura militar no Paraná. Delegado e comunista, era candidato a prefeito quando foi “sequestrado”. “Levamos três anos para encontrar meu pai, no subterrâneo do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado). Barba e cabelo enormes, todo maltrapilho.”

Nessa época foi obrigada – já como responsável, junto com a mãe, pelos oito irmãos – a mudar-se do País. O Leste Europeu foi o destino e onde teve início a carreira. Era 1951. “Tive de aprender a língua deles e, em troca, ensinava a eles o Português.”

Na volta ao Brasil, para o Paraná, o tio, que era diretor no gabinete de investigação do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), havia conseguido tirar o pai da prisão. Dahir, então, prestou e passou em concurso e começou a lecionar nesse Estado, em fazenda de nome Limoeiro. “Era muito longe, a dez quilômetros. Ia de charrete. Tinha muito índio e onça. Dei aula muitos anos alfabetizando, passeava pelas ruas com as crianças colhendo frutas.”

Diante da insistência do pai para que cursasse advocacia e de sua resistência para ser professora, vieram para São Paulo. Dahir, então, foi estudar no Colégio Sion, na Capital. Foi aluna da ex-primeira-dama do Brasil Ruth Cardoso (1930-2008) e teve como colegas de classe no magistério a apresentadora, cantora e atriz Hebe Camargo (1929-2012) e a atriz e humorista Nair Bello (1931-2007). “A Hebe falava que eu tinha de ser atriz porque adorava fazer teatrinho em sala de aula. Tudo eu fazia teatrinho na sala.”

Na mudança para Santo André, a primeira escola a acolher a professora foi o Curso São José – hoje a loja de calçados Pixolé, no Centro. “Dava aula de Geografia Urbana aos funcionários da Volkswagen. Depois fui para o Duque de Caxias, onde hoje é a Light (AES Eletropaulo), perto da Igreja Presbiteriana.” Na sequência vieram outras dezenas de escolas. Só no João Galeão Carvalhal, na Vila Bastos, dona Dahir passou 20 anos, fazendo o que mais gosta. Não esquece também de mencionar o Externato Tiradentes, no bairro Bom Pastor, onde ficou por 18.

Após 30 de magistério, a aposentadoria. Mas, incansável, ela seguiu lecionando em escolas particulares e na USP (Universidade de São Paulo).

No cenário atual, reclama da grade escolar, da educação continuada e deixa claro que o principal problema na área hoje é a falta de acompanhamento às crianças por parte dos pais. Para mudar o ‘quadro negro’ em que se encontra a Educação, diz que dever-se-ia partir para o “construtivismo de Jean Piaget, nada de apostilas e livros didáticos cheios de erros, com muita coisa que não é verdadeira”. Sente falta de OSPB. “Era muito importante. Nessas aulas eu trazia políticos. Lula veio algumas vezes em minha aula para falar de política. Frei Beto falava muito sobre organização social e política. O bisneto da princesa Izabel dom Luiz de Orleans e Bragança, que foi candidato a presidente do Brasil, também veio ao Galeão. Hoje não temos mais isso.”

Na década de 1980 foi convidada a participar do Projeto Diretor pelo então prefeito Celso Daniel (1951-2002), a quem havia lecionado, e ouviu dele o que mudaria outra vez sua vida. “Professora, sei que está aposentada. Fez tudo que queria?”, lembra-se ela do que disse o prefeito. “Não. Tenho sonho de ensinar música”, respondeu. “Escolha a escola que ajudo a senhora”, ordenou ele. E ela escolheu o Gabriel Oscar, no Jardim Bela Vista, onde está até hoje.

Nos mais de 30 anos ensinando música no Programa Escola da Família, revela que formou muita gente, inclusive seis maestros, integrantes de orquestras sinfônicas como a de São Paulo e a de Santo André. Priscila de Carvalho, 39 anos, cabeleireira, é mãe de dois alunos de dona Dahir e diz que ela é mais que professora. “É a fada madrinha das crianças. Ela abraça os alunos com carinho, com amor de mãe mesmo. Todo mundo conhece a Dahir, todo mundo ama a professora Dahir.” 

Parar é possibilidade ignorada pela docente

Dahir de Melo Farhat ao longo da vida fez ‘seis faculdades’ (Estudos Sociais, Geografia, História, Pedagogia, Filosofia e Sociologia), dez pós-graduações, dois mestrados e dois doutorados em Geografia e História. Incansável, está todos os sábados na EE Gabriel Oscar, em Santo André. E parar de lecionar é possibilidade que ela nem ao menos cogita. “Acredito na espiritualidade. Já visitei futura escola minha na espiritualidade. Dá para descrevê-la. Vou em frente. Enquanto eu tiver capacidade não vou parar. Jamais.”

Também não se vê longe de Santo André, cidade que aprendeu a amar, mesmo diante de inúmeros convites. “A USP (Universidade de São Paulo) está me chamando. Trabalhei lá com o maior geógrafo do mundo, doutor Azis Ab’Saber (1924-2012). Só não fui às expedições.”

Também poderia voltar ao Paraná para dar continuidade às aulas de música. “Sou construtivista, mas também sou cardíaca (risos). Não tenho condições de enfiar a cara por aí. Agora somos só eu e minha filha. Meu esposo faz quatro meses que faleceu. Sou bem-vinda aqui no Gabriel Oscar, que me acolheu de braços abertos.” Perdeu também um filho recentemente, minutos antes de gravar programa a TV da Capital. Forte, não deixa se abalar. “Não tem tristeza na minha alma.” 

Valores repassados nas aulas da docente são destacados por seus ex-alunos

Nos 64 anos dedicados à Educação Dahir de Melo Farhat ajudou a formar muita gente, de todas as idades, por todas as escolas por onde passou. Memória afiada, é capaz de dizer o nome de cada uma delas. Seus ex e também os atuais alunos, claro, lembram-se com carinho da professora e derretem-se ao falar dela.

Yuri Bertozzi, 26 anos, produtor musical, estudou com a mestra em 2002. “Sempre foi muito atenciosa com cada aluno. Isso foi muito marcante. E a partir da semente que ela plantou gerou em mim essa vontade grande de tocar, de me apresentar.”

O pequeno Brendon Ítalo, 10 anos, pediu ao pai, Anderson Pasqualini, 43, que o levasse a uma das aulas. Fez a primeira e adorou. Não mais parou. “Ela é ótima professora. Eu nunca vou esquecê-la, porque, além da flauta e da própria música, ela me ensina muita coisa de bom.”

Voz mansa, educada e sempre procurando atualizar os alunos. É essa lembrança que Zélia Rodrigues Gomes, 47 anos, dona de casa de Santo André, carrega das aulas de História com Dahir, em 1982, na EE José do Prado Silveira, Sacadura Cabral. “Nunca vi ou ouvi ela levantar a voz para alguém. Nas eleições ela tinha preocupação de explicar o que era presidencialismo, parlamentarismo, plebiscito. Gostava muito dela.”

Aprender o respeito aos símbolos nacionais é a maior recordação de Valter Nunes da Silva, 48 anos, contador de Santo André, nas aulas de Educação Moral e Cívica na 7ª série, em 1983. “Ela era bem ‘mãezona’. Nessa disciplina ela resgatou a fanfarra e ensinava o pessoal a respeitar a Bandeira do Brasil, os símbolos nacionais. Hoje não vejo isso. A influência dela na minha vida carrego até hoje.

Para Roberto Marques, 46 anos, empresário de São Caetano, que estudou com dona Dahir Geografia, em 1984, ela era “professora diferenciada”. “Tinha amor igual com todos na sala de aula. Tinha respeito, carinho muito grande com todos. E tinha nosso respeito. Foi uma Educação que me marcou para sempre.”



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Paixão pela sala de aula

Aos 83 anos, 64 deles nas salas de aula de 69 escolas, Dahir de Melo Farhat é incansável, e há três décadas ensina música em Santo André

Francisco Lacerda

03/06/2018 | 07:12


Aposentada como professora há cerca de 30 anos, a andreense Dahir de Melo Farhat, 83 anos, bem que poderia estar por aí, passeando, viajando, aproveitando a vida. Mas não é bem assim, pois a paixão pela sala de aula a levou a substituir o giz e a lousa pelos instrumentos musicais e, nas últimas três décadas, trocou os ensinamentos de Educação Moral e Cívica, OSPB (Organização Social e Política do Brasil), Francês, Inglês, Geografia e História para lecionar música, outra de suas paixões.

Como ela mesma diz, ser professor é sacerdócio, é despertar sabedoria, importar-se com o outro. E nessa tarefa de cuidar para que o aluno aprenda, Dahir está há 64 anos na sala de aula, passou por 69 escolas, às quais se lembra de todos os nomes, a maioria em Santo André, tanto municipais quanto estaduais. “Galeão, Celso Gama, Américo Brasiliense, José do Prado, Generoso, Fioravante...” E mesmo com a aposentadoria compulsória, há mais de 30 anos, segue em frente, sem cogitar parar.

Começou aos 16, logo após o pai ser preso na vigência da ditadura militar no Paraná. Delegado e comunista, era candidato a prefeito quando foi “sequestrado”. “Levamos três anos para encontrar meu pai, no subterrâneo do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado). Barba e cabelo enormes, todo maltrapilho.”

Nessa época foi obrigada – já como responsável, junto com a mãe, pelos oito irmãos – a mudar-se do País. O Leste Europeu foi o destino e onde teve início a carreira. Era 1951. “Tive de aprender a língua deles e, em troca, ensinava a eles o Português.”

Na volta ao Brasil, para o Paraná, o tio, que era diretor no gabinete de investigação do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), havia conseguido tirar o pai da prisão. Dahir, então, prestou e passou em concurso e começou a lecionar nesse Estado, em fazenda de nome Limoeiro. “Era muito longe, a dez quilômetros. Ia de charrete. Tinha muito índio e onça. Dei aula muitos anos alfabetizando, passeava pelas ruas com as crianças colhendo frutas.”

Diante da insistência do pai para que cursasse advocacia e de sua resistência para ser professora, vieram para São Paulo. Dahir, então, foi estudar no Colégio Sion, na Capital. Foi aluna da ex-primeira-dama do Brasil Ruth Cardoso (1930-2008) e teve como colegas de classe no magistério a apresentadora, cantora e atriz Hebe Camargo (1929-2012) e a atriz e humorista Nair Bello (1931-2007). “A Hebe falava que eu tinha de ser atriz porque adorava fazer teatrinho em sala de aula. Tudo eu fazia teatrinho na sala.”

Na mudança para Santo André, a primeira escola a acolher a professora foi o Curso São José – hoje a loja de calçados Pixolé, no Centro. “Dava aula de Geografia Urbana aos funcionários da Volkswagen. Depois fui para o Duque de Caxias, onde hoje é a Light (AES Eletropaulo), perto da Igreja Presbiteriana.” Na sequência vieram outras dezenas de escolas. Só no João Galeão Carvalhal, na Vila Bastos, dona Dahir passou 20 anos, fazendo o que mais gosta. Não esquece também de mencionar o Externato Tiradentes, no bairro Bom Pastor, onde ficou por 18.

Após 30 de magistério, a aposentadoria. Mas, incansável, ela seguiu lecionando em escolas particulares e na USP (Universidade de São Paulo).

No cenário atual, reclama da grade escolar, da educação continuada e deixa claro que o principal problema na área hoje é a falta de acompanhamento às crianças por parte dos pais. Para mudar o ‘quadro negro’ em que se encontra a Educação, diz que dever-se-ia partir para o “construtivismo de Jean Piaget, nada de apostilas e livros didáticos cheios de erros, com muita coisa que não é verdadeira”. Sente falta de OSPB. “Era muito importante. Nessas aulas eu trazia políticos. Lula veio algumas vezes em minha aula para falar de política. Frei Beto falava muito sobre organização social e política. O bisneto da princesa Izabel dom Luiz de Orleans e Bragança, que foi candidato a presidente do Brasil, também veio ao Galeão. Hoje não temos mais isso.”

Na década de 1980 foi convidada a participar do Projeto Diretor pelo então prefeito Celso Daniel (1951-2002), a quem havia lecionado, e ouviu dele o que mudaria outra vez sua vida. “Professora, sei que está aposentada. Fez tudo que queria?”, lembra-se ela do que disse o prefeito. “Não. Tenho sonho de ensinar música”, respondeu. “Escolha a escola que ajudo a senhora”, ordenou ele. E ela escolheu o Gabriel Oscar, no Jardim Bela Vista, onde está até hoje.

Nos mais de 30 anos ensinando música no Programa Escola da Família, revela que formou muita gente, inclusive seis maestros, integrantes de orquestras sinfônicas como a de São Paulo e a de Santo André. Priscila de Carvalho, 39 anos, cabeleireira, é mãe de dois alunos de dona Dahir e diz que ela é mais que professora. “É a fada madrinha das crianças. Ela abraça os alunos com carinho, com amor de mãe mesmo. Todo mundo conhece a Dahir, todo mundo ama a professora Dahir.” 

Parar é possibilidade ignorada pela docente

Dahir de Melo Farhat ao longo da vida fez ‘seis faculdades’ (Estudos Sociais, Geografia, História, Pedagogia, Filosofia e Sociologia), dez pós-graduações, dois mestrados e dois doutorados em Geografia e História. Incansável, está todos os sábados na EE Gabriel Oscar, em Santo André. E parar de lecionar é possibilidade que ela nem ao menos cogita. “Acredito na espiritualidade. Já visitei futura escola minha na espiritualidade. Dá para descrevê-la. Vou em frente. Enquanto eu tiver capacidade não vou parar. Jamais.”

Também não se vê longe de Santo André, cidade que aprendeu a amar, mesmo diante de inúmeros convites. “A USP (Universidade de São Paulo) está me chamando. Trabalhei lá com o maior geógrafo do mundo, doutor Azis Ab’Saber (1924-2012). Só não fui às expedições.”

Também poderia voltar ao Paraná para dar continuidade às aulas de música. “Sou construtivista, mas também sou cardíaca (risos). Não tenho condições de enfiar a cara por aí. Agora somos só eu e minha filha. Meu esposo faz quatro meses que faleceu. Sou bem-vinda aqui no Gabriel Oscar, que me acolheu de braços abertos.” Perdeu também um filho recentemente, minutos antes de gravar programa a TV da Capital. Forte, não deixa se abalar. “Não tem tristeza na minha alma.” 

Valores repassados nas aulas da docente são destacados por seus ex-alunos

Nos 64 anos dedicados à Educação Dahir de Melo Farhat ajudou a formar muita gente, de todas as idades, por todas as escolas por onde passou. Memória afiada, é capaz de dizer o nome de cada uma delas. Seus ex e também os atuais alunos, claro, lembram-se com carinho da professora e derretem-se ao falar dela.

Yuri Bertozzi, 26 anos, produtor musical, estudou com a mestra em 2002. “Sempre foi muito atenciosa com cada aluno. Isso foi muito marcante. E a partir da semente que ela plantou gerou em mim essa vontade grande de tocar, de me apresentar.”

O pequeno Brendon Ítalo, 10 anos, pediu ao pai, Anderson Pasqualini, 43, que o levasse a uma das aulas. Fez a primeira e adorou. Não mais parou. “Ela é ótima professora. Eu nunca vou esquecê-la, porque, além da flauta e da própria música, ela me ensina muita coisa de bom.”

Voz mansa, educada e sempre procurando atualizar os alunos. É essa lembrança que Zélia Rodrigues Gomes, 47 anos, dona de casa de Santo André, carrega das aulas de História com Dahir, em 1982, na EE José do Prado Silveira, Sacadura Cabral. “Nunca vi ou ouvi ela levantar a voz para alguém. Nas eleições ela tinha preocupação de explicar o que era presidencialismo, parlamentarismo, plebiscito. Gostava muito dela.”

Aprender o respeito aos símbolos nacionais é a maior recordação de Valter Nunes da Silva, 48 anos, contador de Santo André, nas aulas de Educação Moral e Cívica na 7ª série, em 1983. “Ela era bem ‘mãezona’. Nessa disciplina ela resgatou a fanfarra e ensinava o pessoal a respeitar a Bandeira do Brasil, os símbolos nacionais. Hoje não vejo isso. A influência dela na minha vida carrego até hoje.

Para Roberto Marques, 46 anos, empresário de São Caetano, que estudou com dona Dahir Geografia, em 1984, ela era “professora diferenciada”. “Tinha amor igual com todos na sala de aula. Tinha respeito, carinho muito grande com todos. E tinha nosso respeito. Foi uma Educação que me marcou para sempre.”

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