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Grande ABC londrino: indignação


Do Diário do Grande ABC

08/07/2005 | 08:39


Enquanto as bombas explodiam na área central de Londres, o programador visual Wanderson Lopes, 28, conhecido como China, sonhava que desfrutava suas férias no Brasil. "Fui acordado com o telefonema de minha mãe, que, do Brasil, me dava as primeiras notícias do atentado. A primeira sensação foi de pânico", relata Wanderson, que está morando na capital da Inglaterra há quase um ano. Ex-funcionário do Diário do Grande ABC, China garante que pressentiu o atentado na noite anterior.

"Havia comentado com meus amigos que alguma coisa iria acontecer. Não deu outra, infelizmente", afirma. Vivendo no bairro de Hackeny, que fica na Zona 2 de Londres, China conta que não conseguia fazer nenhuma ligação telefônica a partir da segunda hora após o atentado. A orientação das autoridades inglesas, segundo relata o brasileiro, era para não deixar as residências.

Apesar do medo, ele diz que não irá mudar os planos e continuará na Inglaterra por mais um ano. "Sei do risco que estou correndo. Mas quero cumprir meus objetivos", afirma.

Atualmente, China trabalha como garçom em um Pub (bar) e em uma revista direcionada para a comunidade brasileira que vive em Londres. Ele intercala os dois serviços com aulas de inglês. "Apesar de todos esses problemas e também da saudade do meu país e amigos, a experiência de viver aqui está sendo fantástica para minha vida. Não vou alterar a rotina por causa desees loucos", finaliza.

Escapou porque não teve aula

A estudante brasileira Lilian Jerônymo, 29 anos, cujos pais moram no Jardim Tiradentes, em Diadema, passa diariamente pela estação de metrô Aldgate, uma das atingidas pelas explosões ocorridas nesta quinta-feira em Londres, e conta que só escapou dos atentados porque não teve aula no período da manhã.

Lilian mora em Putney (sudoeste de Londres) desde janeiro do ano passado e estuda na University of London, onde faz curso de especialização em gerenciamento. A universidade, diz a estudante, fica próxima à Praça Russel, local onde um ônibus de dois andares também explodiu. "Felizmente estou tudo bem. Como hoje (quinta-feira) só ia estudar à tarde, acabei ficando presa em casa."

A família de Lilian soube dos atentados pela televisão. A mãe, Olinda Benedito Jerônymo, 58 anos, que no próximo dia 31 embarca para a Inglaterra, conta que assim que viu o noticiário ligou para a filha. "No início fiquei apreensiva, mas depois que ela atendeu o telefone me acalmei", relata.

Olinda retorna ao Brasil no dia 21 de agosto em companhia da filha. Antes, porém, vão conhecer outros países da Europa. No roteiro de viagens estão Escócia, França e Itália. Aposentada, Olinda garante que os atentados não vão interromper os planos. "Claro que vou avaliar o desenvolvimento dessa história (atentados) nos próximos dias. Mas não penso em desistir. A Inglaterra é visada porque apoiou os Estados Unidos na invasão ao Iraque, mas não podemos viver com medo."

'Vai demorar muito para me refazer do susto'

"Uma cidade relativamente calma, com um final de semana agitado para jovens e estudantes de muitas partes do mundo, inclusive brasileiros. Essa é a cidade de Bournemouth, em Dorset, Sul da Inglaterra, há duas horas de Londres. Os ataques terroristas desta quinta-feira surpreenderam os moradores da vizinha Bournemouth. Assim que o governo britânico confirmou o atentado, grudei o ouvido em um rádio, e as primeiras palavras do repórter foram assustadoras. Somente agora entendi a movimentação de helicópteros na noite anterior: as autoridades já sabiam que algo grave estaria por vir. Mesmo um pouco distante da área dos atentados, trata-se de experiência assustadora e aterrorizante. Vai demorar muito tempo para me refazer do susto e do medo. Foi muito perto."

Murilo Montiani é jornalista e desde dezembro de 2003 reside na Inglaterra.

'Nessa hora, a saudade do Brasil aperta'

"Foi um caos, a cidade parou. Estava indo com minha namorada ao médico quando o irmão dela (que também mora em Londres) telefonou e avisou para não pegarmos metrô nem ônibus por causa de ataques terroristas. Achei que ele estava brincando. Liguei a TV e vi o hospital em que teria consulta. Vi pessoas sangrando, machucadas. Foi desesperador.

Conseguimos ligar para os nossos parentes e amigos e avisar que estávamos bem. Isso estava para acontecer, desde que o Tony Blair (primeiro-ministro britânico) se aliou aos Estados Unidos, de George Bush. Era somente questão de tempo. Nessa hora, a saudade do Brasil aperta ainda mais. Não tem terrorismo, terremoto, maremoto. Se Deus quiser, logo, logo estou de volta."

Tiago Ferreira da Silva, 25 anos, de Santo André, mora em Londres há três anos trabalhando como garçom.

Filha telefona bem cedo para acalmar a mãe

Nilza Fernandes Cunha, 64 anos, moradora da Chácara Inglesa, em São Bernardo, foi despertada às 6h30 desta quinta-feira pelo telefonema da filha Márcia Cunha Silliton, 42 anos, que vive há 16 anos em Londres. "Ela ligou antes mesmo que eu soubesse do atentado, pois sabia que o serviço telefônico poderia ser dificultado durante o dia", relata a mãe de Márcia.

A brasileira vive com o marido inglês e os três filhos, de 13, 10 e 5 anos, em Muswell Hill, que fica na Zona 2 de Londres. Fiquei sabendo do atentado pelo rádio. Num primeiro momento, a gente entra em pânico e pensa nas pessoas mais próximas da gente", relata a brasileira, nascida no Grande ABC.

A primeira atitude de Márcia foi ligar para o colégio, onde estudam os filhos. "Graças a Deus, tudo estava bem. Conversei com eles, inclusive". Em seguida, a brasileira entrou em contato com o marido, que estava viajando pelo interior da Inglaterra.

Desde os atentados das torres gêmeas no dia 11 de Setembro em Nova Iorque, nos Estados Unidos, Márcia conta que o povo inglesa vive em altera. "Sabíamos que um dia a Inglaterra seria atacada. Por isso que não vivemos na área central de Londres. Foi a medida que encontramos para fugir deste pavor e viver com mais tranquilidade", conta.

Outra medida para tentar não ser vítima de um ataque terrorista, segundo Márcia, foi procurar não utilizar o metrô e também o trem. "São dois transportes muito visados por aqui. Então, usamos mais o ônibus e principalmente o nosso próprio automóvel", explica.

Formada em relações pública no Brasil, Nilza mudou-se para Londres para estudar inglês. Acabou casando com um nativo e acabou formando uma família. Ela trabalha com o marido nas três lojas de flores que ambos tem. "Hoje fica difícil para a gente voltar. Nossa vida está aqui. O Brasil é mais para passar férias", completa.

'Os ingleses não dão sinais de desespero'

Poucos carros na rua e nenhum trânsito, mas ainda assim, muita dificuldade para chegar aos lugares em Londres. Foi assim a manhã desta quinta-feira para Camila Tavares da Silva, 23 anos, de São Bernardo, que mora na capital britânica há três anos.

A moça, que trabalha como empregada doméstica, demorou cinco horas em um ônibus para retornar à sua casa, caminho que costuma fazer em 30 minutos, por conta das explosões que atingiram a cidade. "Resolvi ir de ônibus, mas era melhor ter ido a pé. As ruas estavam cheias de gente e com policiais em todos os lugares", conta Camila.

Embora more na Zona 2, cerca de 20 minutos de trem do local onde ocorreram os atentados, Camila afirma que os ônibus pararam de trafegar pelas ruas e o transporte público ficou muito difícil. O governo recomendou que os londrinos não saíssem de suas casas. "Estou acompanhando as notícias pela TV, mas as coisas estão confusas e ninguém sabe exatamente o que aconteceu".

A mãe de Camila, Carmem Dolores Lucena Silva, que também está em Londres, afirma que não passa por locais onde as estações foram atingidas em seu trajeto diário, mas sentiu a diferença pela manhã, quando foi para o trabalho. "Meu ônibus não chegava nunca e peguei outro, que estava muito cheio. Achei estranho, mas só percebi que algo estava acontecendo quando notei a Oxford Street, uma rua de comércio daqui, fechada, sem congestionamento algum. Havia pessoas nas ruas, mas menos que o de costume. Na televisão as informações são desconexas. A confusão é geral e vou para casa a pé, em cerca de uma hora de caminhada", conta.

Segundo elas, as pessoas nas ruas não parecem desesperadas, já que a cidade está acostumada com bombas (Londres não tem latas de lixo nas ruas e parques para evitar esse tipo de atentado). "Os ingleses são muito quietos, não deixam as emoções abalarem. Eles estão sérios nas ruas, não riem, mas também não dão sinais de desespero", relata Camila.

Viagem marcada – "Se eu disser que não estou com medo, estou mentindo", afirma James Tavares da Silva, irmão de Camila, que tem passagem marcada para a Europa para esse domingo. Ele vai passar a primeira semana na Espanha e só então embarca para Londres, onde deve ficar até o início de agosto. "Na Espanha não tenho medo, pois lá o atentado já aconteceu. Vou pensar o mesmo a respeito de Londres: não atacarão duas vezes o mesmo lugar. Mas vou evitar andar de metrô lá e darei preferência aos ônibus", confessa James.



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Grande ABC londrino: indignação

Do Diário do Grande ABC

08/07/2005 | 08:39


Enquanto as bombas explodiam na área central de Londres, o programador visual Wanderson Lopes, 28, conhecido como China, sonhava que desfrutava suas férias no Brasil. "Fui acordado com o telefonema de minha mãe, que, do Brasil, me dava as primeiras notícias do atentado. A primeira sensação foi de pânico", relata Wanderson, que está morando na capital da Inglaterra há quase um ano. Ex-funcionário do Diário do Grande ABC, China garante que pressentiu o atentado na noite anterior.

"Havia comentado com meus amigos que alguma coisa iria acontecer. Não deu outra, infelizmente", afirma. Vivendo no bairro de Hackeny, que fica na Zona 2 de Londres, China conta que não conseguia fazer nenhuma ligação telefônica a partir da segunda hora após o atentado. A orientação das autoridades inglesas, segundo relata o brasileiro, era para não deixar as residências.

Apesar do medo, ele diz que não irá mudar os planos e continuará na Inglaterra por mais um ano. "Sei do risco que estou correndo. Mas quero cumprir meus objetivos", afirma.

Atualmente, China trabalha como garçom em um Pub (bar) e em uma revista direcionada para a comunidade brasileira que vive em Londres. Ele intercala os dois serviços com aulas de inglês. "Apesar de todos esses problemas e também da saudade do meu país e amigos, a experiência de viver aqui está sendo fantástica para minha vida. Não vou alterar a rotina por causa desees loucos", finaliza.

Escapou porque não teve aula

A estudante brasileira Lilian Jerônymo, 29 anos, cujos pais moram no Jardim Tiradentes, em Diadema, passa diariamente pela estação de metrô Aldgate, uma das atingidas pelas explosões ocorridas nesta quinta-feira em Londres, e conta que só escapou dos atentados porque não teve aula no período da manhã.

Lilian mora em Putney (sudoeste de Londres) desde janeiro do ano passado e estuda na University of London, onde faz curso de especialização em gerenciamento. A universidade, diz a estudante, fica próxima à Praça Russel, local onde um ônibus de dois andares também explodiu. "Felizmente estou tudo bem. Como hoje (quinta-feira) só ia estudar à tarde, acabei ficando presa em casa."

A família de Lilian soube dos atentados pela televisão. A mãe, Olinda Benedito Jerônymo, 58 anos, que no próximo dia 31 embarca para a Inglaterra, conta que assim que viu o noticiário ligou para a filha. "No início fiquei apreensiva, mas depois que ela atendeu o telefone me acalmei", relata.

Olinda retorna ao Brasil no dia 21 de agosto em companhia da filha. Antes, porém, vão conhecer outros países da Europa. No roteiro de viagens estão Escócia, França e Itália. Aposentada, Olinda garante que os atentados não vão interromper os planos. "Claro que vou avaliar o desenvolvimento dessa história (atentados) nos próximos dias. Mas não penso em desistir. A Inglaterra é visada porque apoiou os Estados Unidos na invasão ao Iraque, mas não podemos viver com medo."

'Vai demorar muito para me refazer do susto'

"Uma cidade relativamente calma, com um final de semana agitado para jovens e estudantes de muitas partes do mundo, inclusive brasileiros. Essa é a cidade de Bournemouth, em Dorset, Sul da Inglaterra, há duas horas de Londres. Os ataques terroristas desta quinta-feira surpreenderam os moradores da vizinha Bournemouth. Assim que o governo britânico confirmou o atentado, grudei o ouvido em um rádio, e as primeiras palavras do repórter foram assustadoras. Somente agora entendi a movimentação de helicópteros na noite anterior: as autoridades já sabiam que algo grave estaria por vir. Mesmo um pouco distante da área dos atentados, trata-se de experiência assustadora e aterrorizante. Vai demorar muito tempo para me refazer do susto e do medo. Foi muito perto."

Murilo Montiani é jornalista e desde dezembro de 2003 reside na Inglaterra.

'Nessa hora, a saudade do Brasil aperta'

"Foi um caos, a cidade parou. Estava indo com minha namorada ao médico quando o irmão dela (que também mora em Londres) telefonou e avisou para não pegarmos metrô nem ônibus por causa de ataques terroristas. Achei que ele estava brincando. Liguei a TV e vi o hospital em que teria consulta. Vi pessoas sangrando, machucadas. Foi desesperador.

Conseguimos ligar para os nossos parentes e amigos e avisar que estávamos bem. Isso estava para acontecer, desde que o Tony Blair (primeiro-ministro britânico) se aliou aos Estados Unidos, de George Bush. Era somente questão de tempo. Nessa hora, a saudade do Brasil aperta ainda mais. Não tem terrorismo, terremoto, maremoto. Se Deus quiser, logo, logo estou de volta."

Tiago Ferreira da Silva, 25 anos, de Santo André, mora em Londres há três anos trabalhando como garçom.

Filha telefona bem cedo para acalmar a mãe

Nilza Fernandes Cunha, 64 anos, moradora da Chácara Inglesa, em São Bernardo, foi despertada às 6h30 desta quinta-feira pelo telefonema da filha Márcia Cunha Silliton, 42 anos, que vive há 16 anos em Londres. "Ela ligou antes mesmo que eu soubesse do atentado, pois sabia que o serviço telefônico poderia ser dificultado durante o dia", relata a mãe de Márcia.

A brasileira vive com o marido inglês e os três filhos, de 13, 10 e 5 anos, em Muswell Hill, que fica na Zona 2 de Londres. Fiquei sabendo do atentado pelo rádio. Num primeiro momento, a gente entra em pânico e pensa nas pessoas mais próximas da gente", relata a brasileira, nascida no Grande ABC.

A primeira atitude de Márcia foi ligar para o colégio, onde estudam os filhos. "Graças a Deus, tudo estava bem. Conversei com eles, inclusive". Em seguida, a brasileira entrou em contato com o marido, que estava viajando pelo interior da Inglaterra.

Desde os atentados das torres gêmeas no dia 11 de Setembro em Nova Iorque, nos Estados Unidos, Márcia conta que o povo inglesa vive em altera. "Sabíamos que um dia a Inglaterra seria atacada. Por isso que não vivemos na área central de Londres. Foi a medida que encontramos para fugir deste pavor e viver com mais tranquilidade", conta.

Outra medida para tentar não ser vítima de um ataque terrorista, segundo Márcia, foi procurar não utilizar o metrô e também o trem. "São dois transportes muito visados por aqui. Então, usamos mais o ônibus e principalmente o nosso próprio automóvel", explica.

Formada em relações pública no Brasil, Nilza mudou-se para Londres para estudar inglês. Acabou casando com um nativo e acabou formando uma família. Ela trabalha com o marido nas três lojas de flores que ambos tem. "Hoje fica difícil para a gente voltar. Nossa vida está aqui. O Brasil é mais para passar férias", completa.

'Os ingleses não dão sinais de desespero'

Poucos carros na rua e nenhum trânsito, mas ainda assim, muita dificuldade para chegar aos lugares em Londres. Foi assim a manhã desta quinta-feira para Camila Tavares da Silva, 23 anos, de São Bernardo, que mora na capital britânica há três anos.

A moça, que trabalha como empregada doméstica, demorou cinco horas em um ônibus para retornar à sua casa, caminho que costuma fazer em 30 minutos, por conta das explosões que atingiram a cidade. "Resolvi ir de ônibus, mas era melhor ter ido a pé. As ruas estavam cheias de gente e com policiais em todos os lugares", conta Camila.

Embora more na Zona 2, cerca de 20 minutos de trem do local onde ocorreram os atentados, Camila afirma que os ônibus pararam de trafegar pelas ruas e o transporte público ficou muito difícil. O governo recomendou que os londrinos não saíssem de suas casas. "Estou acompanhando as notícias pela TV, mas as coisas estão confusas e ninguém sabe exatamente o que aconteceu".

A mãe de Camila, Carmem Dolores Lucena Silva, que também está em Londres, afirma que não passa por locais onde as estações foram atingidas em seu trajeto diário, mas sentiu a diferença pela manhã, quando foi para o trabalho. "Meu ônibus não chegava nunca e peguei outro, que estava muito cheio. Achei estranho, mas só percebi que algo estava acontecendo quando notei a Oxford Street, uma rua de comércio daqui, fechada, sem congestionamento algum. Havia pessoas nas ruas, mas menos que o de costume. Na televisão as informações são desconexas. A confusão é geral e vou para casa a pé, em cerca de uma hora de caminhada", conta.

Segundo elas, as pessoas nas ruas não parecem desesperadas, já que a cidade está acostumada com bombas (Londres não tem latas de lixo nas ruas e parques para evitar esse tipo de atentado). "Os ingleses são muito quietos, não deixam as emoções abalarem. Eles estão sérios nas ruas, não riem, mas também não dão sinais de desespero", relata Camila.

Viagem marcada – "Se eu disser que não estou com medo, estou mentindo", afirma James Tavares da Silva, irmão de Camila, que tem passagem marcada para a Europa para esse domingo. Ele vai passar a primeira semana na Espanha e só então embarca para Londres, onde deve ficar até o início de agosto. "Na Espanha não tenho medo, pois lá o atentado já aconteceu. Vou pensar o mesmo a respeito de Londres: não atacarão duas vezes o mesmo lugar. Mas vou evitar andar de metrô lá e darei preferência aos ônibus", confessa James.

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