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Do Diário do Grande ABC

24/06/2017 | 09:34


Abatidos por graves denúncias de corrupção, grandes grupos empresariais brasileiros foram obrigados a rever procedimentos internos para evitar que fossem engolidos pelos escândalos. Para revitalizar a imagem, resolveram adotar conjunto de diretrizes capazes de detectar desvios de conduta logo aos primeiros sinais, de modo que se possa prevenir situação embaraçosa. É o que se chama de complience – termo originado do verbo inglês to comply, utilizado para definir pessoa ou grupo que age de acordo com determinado desejo ou comando.

Bastante utilizada por corporações privadas mundo afora, a estruturação de compromisso com a lisura nos procedimentos passou a interessar também ao mundo político. No Grande ABC, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), de São Caetano, foi o primeiro a ser atraído pelo modelo. A administração tucana está pronta para enviar à análise da Câmara proposta de criação da Controladoria Municipal, departamento que tem por princípio evitar casos de corrupção.

É preciso possuir boa dose de audácia administrativa e política para implantar mecanismo desse tipo. A proposta de São Caetano é reunir sob um único guarda-chuva ouvidoria, corregedoria e sistema de auditoria interna que mantenha os servidores públicos, inclusive prefeito e secretários, sob os holofotes, vigiando cada passo. A finalidade é identificar o menor sinal de desvio de conduta para agir preventivamente, estancando quaisquer possibilidades de uso ilícito de recursos públicos – e, em caso de as medidas cautelares falharem, identificar e punir os responsáveis por irregularidades. 

Em época extremamente conturbada pelas reiteradas notícias envolvendo malversação de dinheiro público, a medida anunciada por Auricchio traz algum alento à sociedade. Que os vereadores são-caetanenses aprovem o projeto e o prefeito implante a controladoria no menor espaço de tempo possível, garantindo a autonomia que o órgão precisa para exercer seu papel de guardião da moralidade pública. Fica a torcida para que o exemplo seja replicado pela região – e por todo o País.



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24/06/2017 | 09:34


Abatidos por graves denúncias de corrupção, grandes grupos empresariais brasileiros foram obrigados a rever procedimentos internos para evitar que fossem engolidos pelos escândalos. Para revitalizar a imagem, resolveram adotar conjunto de diretrizes capazes de detectar desvios de conduta logo aos primeiros sinais, de modo que se possa prevenir situação embaraçosa. É o que se chama de complience – termo originado do verbo inglês to comply, utilizado para definir pessoa ou grupo que age de acordo com determinado desejo ou comando.

Bastante utilizada por corporações privadas mundo afora, a estruturação de compromisso com a lisura nos procedimentos passou a interessar também ao mundo político. No Grande ABC, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), de São Caetano, foi o primeiro a ser atraído pelo modelo. A administração tucana está pronta para enviar à análise da Câmara proposta de criação da Controladoria Municipal, departamento que tem por princípio evitar casos de corrupção.

É preciso possuir boa dose de audácia administrativa e política para implantar mecanismo desse tipo. A proposta de São Caetano é reunir sob um único guarda-chuva ouvidoria, corregedoria e sistema de auditoria interna que mantenha os servidores públicos, inclusive prefeito e secretários, sob os holofotes, vigiando cada passo. A finalidade é identificar o menor sinal de desvio de conduta para agir preventivamente, estancando quaisquer possibilidades de uso ilícito de recursos públicos – e, em caso de as medidas cautelares falharem, identificar e punir os responsáveis por irregularidades. 

Em época extremamente conturbada pelas reiteradas notícias envolvendo malversação de dinheiro público, a medida anunciada por Auricchio traz algum alento à sociedade. Que os vereadores são-caetanenses aprovem o projeto e o prefeito implante a controladoria no menor espaço de tempo possível, garantindo a autonomia que o órgão precisa para exercer seu papel de guardião da moralidade pública. Fica a torcida para que o exemplo seja replicado pela região – e por todo o País.

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