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Câmara barra processo de impeachment de Maranhão


Vinicius Barbosa
Especial para o Diário

17/06/2017 | 07:00


O pedido de impeachment contra o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB), foi arquivado pela Câmara. Oito vereadores foram contra o requerimento de abertura de investigação na sessão de quarta-feira e, com isso, a tramitação do processo já se encerrou.

No dia 9, grupo de advogados da cidade ingressou com representação contra o prefeito no Legislativo alegando série de irregularidades cometidas pelo tucano – entre elas estava desrespeito ao regimento interno da Câmara, à LOM (Lei Orgânica do Município) e a legislações federais, apontando que o governo tucano não disponibiliza de forma adequada receitas, contas e gastos no Portal da Transparência; não responde ou demora para atender requerimentos de vereadores; e por não garantir segurança de prédios municipais.

Somente três dos 13 vereadores da cidade entenderam que a investigação deveria prosseguir – Akira Auriani (PSB), Marcelo Cabeleireiro (PT) e Benedito Araújo (PT). Dois se abstiveram (Jhol Jhol, do PSD, e Maciel da Padaria, do PMDB). Votaram a favor do prefeito Zezinho da Lavínia (PSB), Toninho Corrêa (PSD), Claurício Bento (DEM), Agnaldo Almeida (PSDB), João Mineiro (PSDB), Bibinho (PSDB), Silvio Meneses (PDT) e Claudinho Monteiro (PSB).

“O grupo entendeu que os vereadores foram omissos quanto à responsabilidade de suas funções, que é de apurar as denúncias. Houve irresponsabilidade por parte dos vereadores. Eles mostraram que não existe Legislativo em Rio Grande da Serra. Mostraram que Legislativo e Executivo são um poder só em Rio Grande, o que é muito perigoso. Foi uma votação vergonhosa”, indicou o bloco de advogados autor do pedido de impeachment.

Os profissionais também teceram críticas a Akira. Embora governista, o socialista votou a favor do andamento do processo de cassação de Maranhão. “Ele teve um discurso diferente do voto. Em seu discurso, teve atitude de bajulação. Assim como os vereadores Jhol e Maciel, que se abstiveram. Quiseram fazer média e ficaram em cima do muro.”

Maranhão já havia mostrado confiança quanto ao enterro do pedido de impeachment, reclamando do grupo de advogados. “(Os políticos da oposição) Dizem que vão ganhar (a cadeira de prefeito da cidade) no tapetão (sem votação). Já desci do palanque desde novembro (quando acabou a eleição), eles ainda não. Eles estão criando factoides para alimentar o sonho deles de ganhar no ‘tapetasso’.” 



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Câmara barra processo de impeachment de Maranhão

Vinicius Barbosa
Especial para o Diário

17/06/2017 | 07:00


O pedido de impeachment contra o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB), foi arquivado pela Câmara. Oito vereadores foram contra o requerimento de abertura de investigação na sessão de quarta-feira e, com isso, a tramitação do processo já se encerrou.

No dia 9, grupo de advogados da cidade ingressou com representação contra o prefeito no Legislativo alegando série de irregularidades cometidas pelo tucano – entre elas estava desrespeito ao regimento interno da Câmara, à LOM (Lei Orgânica do Município) e a legislações federais, apontando que o governo tucano não disponibiliza de forma adequada receitas, contas e gastos no Portal da Transparência; não responde ou demora para atender requerimentos de vereadores; e por não garantir segurança de prédios municipais.

Somente três dos 13 vereadores da cidade entenderam que a investigação deveria prosseguir – Akira Auriani (PSB), Marcelo Cabeleireiro (PT) e Benedito Araújo (PT). Dois se abstiveram (Jhol Jhol, do PSD, e Maciel da Padaria, do PMDB). Votaram a favor do prefeito Zezinho da Lavínia (PSB), Toninho Corrêa (PSD), Claurício Bento (DEM), Agnaldo Almeida (PSDB), João Mineiro (PSDB), Bibinho (PSDB), Silvio Meneses (PDT) e Claudinho Monteiro (PSB).

“O grupo entendeu que os vereadores foram omissos quanto à responsabilidade de suas funções, que é de apurar as denúncias. Houve irresponsabilidade por parte dos vereadores. Eles mostraram que não existe Legislativo em Rio Grande da Serra. Mostraram que Legislativo e Executivo são um poder só em Rio Grande, o que é muito perigoso. Foi uma votação vergonhosa”, indicou o bloco de advogados autor do pedido de impeachment.

Os profissionais também teceram críticas a Akira. Embora governista, o socialista votou a favor do andamento do processo de cassação de Maranhão. “Ele teve um discurso diferente do voto. Em seu discurso, teve atitude de bajulação. Assim como os vereadores Jhol e Maciel, que se abstiveram. Quiseram fazer média e ficaram em cima do muro.”

Maranhão já havia mostrado confiança quanto ao enterro do pedido de impeachment, reclamando do grupo de advogados. “(Os políticos da oposição) Dizem que vão ganhar (a cadeira de prefeito da cidade) no tapetão (sem votação). Já desci do palanque desde novembro (quando acabou a eleição), eles ainda não. Eles estão criando factoides para alimentar o sonho deles de ganhar no ‘tapetasso’.” 

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