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Pra matar a saudade


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

17/06/2010 | 07:02


A sambista Dona Inah parece ignorar os 75 anos completados em 17 de maio. Canta religiosamente no Ó do Borogodó, em São Paulo, todas as quartas-feiras, das 22h30 às 3h e não perde a oportunidade de cair na estrada para apresentar sua arte, que ficou por bastante tempo longe dos holofotes. Amanhã, volta a Santo André, onde começou sua carreira, nos anos 1950, para um show no Perna de Cobra.

"É uma balada muito boa, de salão. Reúno músicas dos meus dois discos (Divino Samba Meu e Olha Quem Chega, lançado há dois anos) e outras canções clássicas, para todos se esbaldarem", explica a cantora, nascida Ignês Francisco da Silva em Araras, no interior de São Paulo.

A relação com Santo André é estreita. "Fiz muitos shows na noite daí, nos clubes Aramaçan, da Rhodia. Essa foi a minha escola, a melhor que pode existir", diz ela, que foi a primeira cantora contratada da Rádio Clube da cidade. Até a amizade com o proprietário do Perna de Cobra, Vanderlei Lopes, o Lela, começou quando ela ainda morava por aqui, no bairro Camilópolis. "Fui vizinha da mãe dele em Santo André. Conheço os irmãos todos. Somos muito amigos", revela ela, que mora em São Paulo desde os anos 1970.

Apesar de tanta experiência, a cantora ficou um bom período afastada dos palcos, dividindo apresentações esporádicas com o trabalho como faxineira, cozinheira "o que aparecesse", ri ela, cheia de bom humor.

Há pouco mais de uma década, quando retomou a carreira musical de maneira mais vigorosa, conseguiu o contrato para cantar no reduto Ó do Borogodó, ganhou a menção de revelação no Prêmio TIM (tinha 69 anos na época) e gravou dois discos. "E agora até quando vou passear eu acabo trabalhando. Fui para Cuba e para o Chile para descansar e acabei cantando. É quando as oportunidades aparecem", diz ela, que apresentou os sambas e canções famosas nas vozes de Cesária Évora e Mercedes Sosa.

Agora, está prestes a entrar em estúdio para gravar seu terceiro disco. "Nos anteriores gravei mais os mesmos autores, como Cartola e Eduardo Gudin. Agora quero diversificar os autores. Gravar gente boa de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia", diz ela, que já tem separadas canções de Dona Ivone Lara e Monarco.

Dona Inah - Show Amanhã, às 22h. No Perna de Cobra - Rua Arthur de Queiroz, 99, Santo André. Tel.: 4427-4858. Ingr.: R$ 10.



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Pra matar a saudade

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

17/06/2010 | 07:02


A sambista Dona Inah parece ignorar os 75 anos completados em 17 de maio. Canta religiosamente no Ó do Borogodó, em São Paulo, todas as quartas-feiras, das 22h30 às 3h e não perde a oportunidade de cair na estrada para apresentar sua arte, que ficou por bastante tempo longe dos holofotes. Amanhã, volta a Santo André, onde começou sua carreira, nos anos 1950, para um show no Perna de Cobra.

"É uma balada muito boa, de salão. Reúno músicas dos meus dois discos (Divino Samba Meu e Olha Quem Chega, lançado há dois anos) e outras canções clássicas, para todos se esbaldarem", explica a cantora, nascida Ignês Francisco da Silva em Araras, no interior de São Paulo.

A relação com Santo André é estreita. "Fiz muitos shows na noite daí, nos clubes Aramaçan, da Rhodia. Essa foi a minha escola, a melhor que pode existir", diz ela, que foi a primeira cantora contratada da Rádio Clube da cidade. Até a amizade com o proprietário do Perna de Cobra, Vanderlei Lopes, o Lela, começou quando ela ainda morava por aqui, no bairro Camilópolis. "Fui vizinha da mãe dele em Santo André. Conheço os irmãos todos. Somos muito amigos", revela ela, que mora em São Paulo desde os anos 1970.

Apesar de tanta experiência, a cantora ficou um bom período afastada dos palcos, dividindo apresentações esporádicas com o trabalho como faxineira, cozinheira "o que aparecesse", ri ela, cheia de bom humor.

Há pouco mais de uma década, quando retomou a carreira musical de maneira mais vigorosa, conseguiu o contrato para cantar no reduto Ó do Borogodó, ganhou a menção de revelação no Prêmio TIM (tinha 69 anos na época) e gravou dois discos. "E agora até quando vou passear eu acabo trabalhando. Fui para Cuba e para o Chile para descansar e acabei cantando. É quando as oportunidades aparecem", diz ela, que apresentou os sambas e canções famosas nas vozes de Cesária Évora e Mercedes Sosa.

Agora, está prestes a entrar em estúdio para gravar seu terceiro disco. "Nos anteriores gravei mais os mesmos autores, como Cartola e Eduardo Gudin. Agora quero diversificar os autores. Gravar gente boa de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia", diz ela, que já tem separadas canções de Dona Ivone Lara e Monarco.

Dona Inah - Show Amanhã, às 22h. No Perna de Cobra - Rua Arthur de Queiroz, 99, Santo André. Tel.: 4427-4858. Ingr.: R$ 10.

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