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Bancada regional votou por cassação


Mark Ribeiro
do Diário do Grande ABC

02/09/2011 | 07:07


Pelo menos dois dos três deputados federais do Grande ABC votaram, na terça-feira, a favor do relatório da Comissão de Ética da Câmara Federal, que pediu a cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo R$ 50 mil de Durval Barbosa, pivô do escândalo do Mensalão do DEM. Os votos da bancada regional, contudo, foram insuficientes para garantir a condenação da parlamentar por quebra de decoro, sendo absolvida pelo plenário da Casa por 255 a 166, com 20 abstenções.

Na visão dos colegas, a filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz se beneficiou do voto secreto instituído no Congresso em seu julgamento político. O sistema é apontado como o culpado pela vitória de Jaqueline, já que, sob anonimato, a maioria dos deputados se sentiu confortável em votar contra a cassação, sem correr riscos de passar por cobranças direcionadas da opinião pública.

"Até meu filho me mandou mensagem lamentando o resultado. A sociedade queria outra resposta da Câmara, mas, infelizmente, este anseio foi ignorado pela maioria", ressalta José de Filippi Júnior (PT-Diadema).

Para ele, o voto secreto é "fator de restrição de posicionamentos em sintonia com o querer da população". "Hoje, se fizermos levantamento público, não encontraremos os 265 (deputados que votaram contra a cassação)", atenta o ex-prefeito de Diadema.

Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-São Bernardo), se diz surpreso pelo resultado. "Nos corredores, todos defendiam a cassação, mas o placar mostrou outro cenário. Por isso defendi a votação aberta."

O deputado afirma que o resultado foi "um sinal claro do corporativismo" da Câmara. "Veja que incoerência: se é para cassar o presidente da República, o voto é aberto, mas, se é para cassar deputado, é fechado", compara, ao relembrar do impeachment sofrido pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello.

O PT liberou seus deputados a votarem de acordo com a convicção de cada um. "Não precisamos de orientação. Internamente o entendimento sempre foi pela cassação", conclui Vicentinho.

Já o líder do PSDB na Casa, Duarte Nogueira, orientou formalmente a bancada a votar pela cassação de Jaqueline. Entre os correligionários está o deputado William Dib (São Bernardo), que, no entanto, não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar o assunto.



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Bancada regional votou por cassação

Mark Ribeiro
do Diário do Grande ABC

02/09/2011 | 07:07


Pelo menos dois dos três deputados federais do Grande ABC votaram, na terça-feira, a favor do relatório da Comissão de Ética da Câmara Federal, que pediu a cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo R$ 50 mil de Durval Barbosa, pivô do escândalo do Mensalão do DEM. Os votos da bancada regional, contudo, foram insuficientes para garantir a condenação da parlamentar por quebra de decoro, sendo absolvida pelo plenário da Casa por 255 a 166, com 20 abstenções.

Na visão dos colegas, a filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz se beneficiou do voto secreto instituído no Congresso em seu julgamento político. O sistema é apontado como o culpado pela vitória de Jaqueline, já que, sob anonimato, a maioria dos deputados se sentiu confortável em votar contra a cassação, sem correr riscos de passar por cobranças direcionadas da opinião pública.

"Até meu filho me mandou mensagem lamentando o resultado. A sociedade queria outra resposta da Câmara, mas, infelizmente, este anseio foi ignorado pela maioria", ressalta José de Filippi Júnior (PT-Diadema).

Para ele, o voto secreto é "fator de restrição de posicionamentos em sintonia com o querer da população". "Hoje, se fizermos levantamento público, não encontraremos os 265 (deputados que votaram contra a cassação)", atenta o ex-prefeito de Diadema.

Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-São Bernardo), se diz surpreso pelo resultado. "Nos corredores, todos defendiam a cassação, mas o placar mostrou outro cenário. Por isso defendi a votação aberta."

O deputado afirma que o resultado foi "um sinal claro do corporativismo" da Câmara. "Veja que incoerência: se é para cassar o presidente da República, o voto é aberto, mas, se é para cassar deputado, é fechado", compara, ao relembrar do impeachment sofrido pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello.

O PT liberou seus deputados a votarem de acordo com a convicção de cada um. "Não precisamos de orientação. Internamente o entendimento sempre foi pela cassação", conclui Vicentinho.

Já o líder do PSDB na Casa, Duarte Nogueira, orientou formalmente a bancada a votar pela cassação de Jaqueline. Entre os correligionários está o deputado William Dib (São Bernardo), que, no entanto, não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar o assunto.

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