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Marta Suplicy entra no clima de 'já ganhei'


Do Diário do Grande ABC

26/02/2000 | 14:07


"O meu filho, Supla, nao consegue entender por que eu quero governar uma cidade que é um barril de pólvora. Diz que nao há como acertar em Sao Paulo, que está um mar de lama e de corrupçao. Acredito que investigando e adotando as prioridades do PT nas áreas sociais, a gente resgata a cidade.

A cidade necessita de alguém com credibilidade e honestidade. A intervençao paisagística é outra coisa importante. Vai ser uma das primeiras coisas que vamos fazer, o "Projeto Belezura". É um pouco o que se fez no Rio de Janeiro. Em Sao Paulo, o nível de pichaçao chegou ao intolerável. Esperamos que, em poucos meses, o cidadao já ande numa pracinha iluminada, sem medo."

Segurança - "Eu tenho avaliado como muito careta essa visao de que problemas como segurança e desemprego nao sao responsabilidades da prefeitura. Sei que isso foi dito na administraçao de Erundina. Nao a estou chamando de careta, nao ponha coisas na minha boca. Estou dizendo que é uma visao muito tradicional a de limites de competência.

Você nao pode administrar a terceira maior cidade do mundo, com problema de desemprego e violência, dizendo que isso é problema de outras instâncias. Há várias açoes que a prefeitura pode fazer na área do emprego, por exemplo, como o Banco do Povo, a renda mínima, as cooperativas. Hoje, quem assalta é o menino de 16, 17 anos.

Enquanto for assim, nao adianta construir presídio, porque a fábrica de marginalidade é mais rápida. Tanto é que o Mário Covas construiu 21 presídios e ainda tem sete mil presos dentro do Carandiru. É importante investir pesado na prevençao."

Propostas - " Nós vamos conceder bolsa-trabalho. É para termos uma inserçao com os jovens que nao têm até a oitava série, de famílias que ganham menos de três salários mínimos.

A outra parte é a Guarda Municipal, que hoje nao exerce a sua funçao, que é preventiva. Ela tem hoje 3.800 membros. Dá para ter um em cada patrimônio público e de um a cinco em cada escola. É preciso duplicar o o efetivo. Isso representa 1,9% do orçamento da cidade de Sao Paulo. Pela insegurança que a populaçao vive, é um dinheiro que me parece muito bem gasto. No meu governo, a Guarda vai ser cidada."

Periferia - "Eu sou da elite e de um partido da periferia. Se você mora no Jardim Europa e é do partido da periferia, é porque tem uma sensibilidade dos dois lados, né? Eu acho que a sensibilidade do meu partido é para a periferia. Mas hoje, se você conviver com a elite, verá que ela quer que o investimento seja feito na periferia.

O Maluf, que mora neste bairro (Jardim Europa), só precisava manter o que há de bom, que já seria dez. Mas ele gastou todo o orçamento dele em obras viárias a dez quilômetros da casa dele, deixando a periferia abandonada. Se ele tivesse pego esse dinheiro todo e usado em parceria, nós teríamos hoje, em vez de 49, cem quilômetros de metrô. Ele nos deixou endividados e numa situaçao difícil."

Alianças - "Se Erundina diz que vai até o fim em sua candidatura, eu tenho mais é que respeitá-la e tratá-la como uma possível parceira no segundo turno."

Primeiro turno - "O PPS defende aliança no primeiro turno. Interessante. O Émerson Kapaz (candidato do PPS), na conversa particular que nós tivemos com Irma Passoni, Joao Hermann e Arnaldo Jardim (líderes do PPS em Sao Paulo), fez umas declaraçoes sobre isso e nós fizemos alguns acordos sobre o que deveria ser dito à imprensa. E o que vem sendo dito nao foi acordado."



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Marta Suplicy entra no clima de 'já ganhei'

Do Diário do Grande ABC

26/02/2000 | 14:07


"O meu filho, Supla, nao consegue entender por que eu quero governar uma cidade que é um barril de pólvora. Diz que nao há como acertar em Sao Paulo, que está um mar de lama e de corrupçao. Acredito que investigando e adotando as prioridades do PT nas áreas sociais, a gente resgata a cidade.

A cidade necessita de alguém com credibilidade e honestidade. A intervençao paisagística é outra coisa importante. Vai ser uma das primeiras coisas que vamos fazer, o "Projeto Belezura". É um pouco o que se fez no Rio de Janeiro. Em Sao Paulo, o nível de pichaçao chegou ao intolerável. Esperamos que, em poucos meses, o cidadao já ande numa pracinha iluminada, sem medo."

Segurança - "Eu tenho avaliado como muito careta essa visao de que problemas como segurança e desemprego nao sao responsabilidades da prefeitura. Sei que isso foi dito na administraçao de Erundina. Nao a estou chamando de careta, nao ponha coisas na minha boca. Estou dizendo que é uma visao muito tradicional a de limites de competência.

Você nao pode administrar a terceira maior cidade do mundo, com problema de desemprego e violência, dizendo que isso é problema de outras instâncias. Há várias açoes que a prefeitura pode fazer na área do emprego, por exemplo, como o Banco do Povo, a renda mínima, as cooperativas. Hoje, quem assalta é o menino de 16, 17 anos.

Enquanto for assim, nao adianta construir presídio, porque a fábrica de marginalidade é mais rápida. Tanto é que o Mário Covas construiu 21 presídios e ainda tem sete mil presos dentro do Carandiru. É importante investir pesado na prevençao."

Propostas - " Nós vamos conceder bolsa-trabalho. É para termos uma inserçao com os jovens que nao têm até a oitava série, de famílias que ganham menos de três salários mínimos.

A outra parte é a Guarda Municipal, que hoje nao exerce a sua funçao, que é preventiva. Ela tem hoje 3.800 membros. Dá para ter um em cada patrimônio público e de um a cinco em cada escola. É preciso duplicar o o efetivo. Isso representa 1,9% do orçamento da cidade de Sao Paulo. Pela insegurança que a populaçao vive, é um dinheiro que me parece muito bem gasto. No meu governo, a Guarda vai ser cidada."

Periferia - "Eu sou da elite e de um partido da periferia. Se você mora no Jardim Europa e é do partido da periferia, é porque tem uma sensibilidade dos dois lados, né? Eu acho que a sensibilidade do meu partido é para a periferia. Mas hoje, se você conviver com a elite, verá que ela quer que o investimento seja feito na periferia.

O Maluf, que mora neste bairro (Jardim Europa), só precisava manter o que há de bom, que já seria dez. Mas ele gastou todo o orçamento dele em obras viárias a dez quilômetros da casa dele, deixando a periferia abandonada. Se ele tivesse pego esse dinheiro todo e usado em parceria, nós teríamos hoje, em vez de 49, cem quilômetros de metrô. Ele nos deixou endividados e numa situaçao difícil."

Alianças - "Se Erundina diz que vai até o fim em sua candidatura, eu tenho mais é que respeitá-la e tratá-la como uma possível parceira no segundo turno."

Primeiro turno - "O PPS defende aliança no primeiro turno. Interessante. O Émerson Kapaz (candidato do PPS), na conversa particular que nós tivemos com Irma Passoni, Joao Hermann e Arnaldo Jardim (líderes do PPS em Sao Paulo), fez umas declaraçoes sobre isso e nós fizemos alguns acordos sobre o que deveria ser dito à imprensa. E o que vem sendo dito nao foi acordado."

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