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Dívidas de R$ 3,4 bilhões do Semasa voltam a ser discutidas

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Humberto Domiciano

12/02/2017 | 07:00


 Terminado o prazo de 30 dias dado pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), para o fim dos problemas de abastecimento de água no município, as dívidas somadas de R$ 3,4 bilhões do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) voltam à pauta. Uma alternativa cogitada no governo, segundo apurou o Diário, seria transferir os ativos do Semasa para zerar todo o passivo e para efetivar envio robusto de investimento.

De acordo com o chefe do Executivo, as conversas da autarquia com a companhia paulista devem ser retomadas ainda nesta semana. O tucano afirmou que o primeiro ponto a ser debatido é a composição da dívida da empresa. “O diálogo com Sabesp tinha sido encerrado pela gestão anterior, o que gerou prejuízo em relação ao fornecimento de água. Vamos tratar da repactuação da dívida, pois precisamos saber a natureza dos débitos.”

Já a possível transferência de controle do Semasa para a Sabesp é considerada prematura pelo prefeito. “Temos muitos modelos disponíveis e minha equipe está estudando bastante o que é feito em diversas cidades do Brasil. Primeiramente precisamos ter certeza dos valores que a empresa deve e quanto vale a companhia. Esses são pontos primordiais”, analisou.

A autarquia deve passar por uma avaliação de ativos e de valor real de mercado. O impasse colocado está em relação ao valor dos bens patrimoniais da autarquia. A gestão anterior, do ex-prefeito Carlos Grana (PT), sustentou, no ano de 2015, que a empresa valeria R$ 10 bilhões.

Sobre a situação atual do Semasa, Paulo Serra disse que é favorável, mas alguns ajustes precisam ser feitos. “Convivemos com o sucateamento da rede de abastecimento, o que nos leva a um índice de desperdício muito grande. Neste ponto é preciso pensar na capacidade de modernização”, completou.

Em 2016, Grana desistiu de assinar contrato com a Odebrecht Ambiental para privatizar o Semasa, pelo valor de R$ 3,4 bilhões, em um contrato de 35 anos. Entre as exigências do acordo estavam a construção da ETA (Estação de Tratamento de Água) do Pedroso, o combate às perdas de água no sistema municipal e a efetivação de investimento na ordem de R$ 598,7 milhões.

Em outros municípios do Grande ABC, o controle do serviço de água e esgoto já foi transferido para a Sabesp. Na cidade de São Bernardo, o DAE (Departamento de Água e Esgoto), em 2004, na gestão William Dib (sem partido), mudou de mãos quando o débito atingiu o montante de R$ 1 bilhão. Em Diadema, o atual prefeito, Lauro Michels (PV), entregou, no começo de 2014, a Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), com passivo de R$ 1,2 bilhão, em troca de quitar a dívida e obter investimentos no sistema.

Essa parceria com Diadema está na lista de estudos da Prefeitura de Santo André. Porém, internamente os técnicos da autarquia andreense entendem que o investimento envolvido foi baixo – à época a Sabesp investiu perto de R$ 100 milhões.



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Dívidas de R$ 3,4 bilhões do Semasa voltam a ser discutidas

Humberto Domiciano

12/02/2017 | 07:00


 Terminado o prazo de 30 dias dado pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), para o fim dos problemas de abastecimento de água no município, as dívidas somadas de R$ 3,4 bilhões do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) voltam à pauta. Uma alternativa cogitada no governo, segundo apurou o Diário, seria transferir os ativos do Semasa para zerar todo o passivo e para efetivar envio robusto de investimento.

De acordo com o chefe do Executivo, as conversas da autarquia com a companhia paulista devem ser retomadas ainda nesta semana. O tucano afirmou que o primeiro ponto a ser debatido é a composição da dívida da empresa. “O diálogo com Sabesp tinha sido encerrado pela gestão anterior, o que gerou prejuízo em relação ao fornecimento de água. Vamos tratar da repactuação da dívida, pois precisamos saber a natureza dos débitos.”

Já a possível transferência de controle do Semasa para a Sabesp é considerada prematura pelo prefeito. “Temos muitos modelos disponíveis e minha equipe está estudando bastante o que é feito em diversas cidades do Brasil. Primeiramente precisamos ter certeza dos valores que a empresa deve e quanto vale a companhia. Esses são pontos primordiais”, analisou.

A autarquia deve passar por uma avaliação de ativos e de valor real de mercado. O impasse colocado está em relação ao valor dos bens patrimoniais da autarquia. A gestão anterior, do ex-prefeito Carlos Grana (PT), sustentou, no ano de 2015, que a empresa valeria R$ 10 bilhões.

Sobre a situação atual do Semasa, Paulo Serra disse que é favorável, mas alguns ajustes precisam ser feitos. “Convivemos com o sucateamento da rede de abastecimento, o que nos leva a um índice de desperdício muito grande. Neste ponto é preciso pensar na capacidade de modernização”, completou.

Em 2016, Grana desistiu de assinar contrato com a Odebrecht Ambiental para privatizar o Semasa, pelo valor de R$ 3,4 bilhões, em um contrato de 35 anos. Entre as exigências do acordo estavam a construção da ETA (Estação de Tratamento de Água) do Pedroso, o combate às perdas de água no sistema municipal e a efetivação de investimento na ordem de R$ 598,7 milhões.

Em outros municípios do Grande ABC, o controle do serviço de água e esgoto já foi transferido para a Sabesp. Na cidade de São Bernardo, o DAE (Departamento de Água e Esgoto), em 2004, na gestão William Dib (sem partido), mudou de mãos quando o débito atingiu o montante de R$ 1 bilhão. Em Diadema, o atual prefeito, Lauro Michels (PV), entregou, no começo de 2014, a Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), com passivo de R$ 1,2 bilhão, em troca de quitar a dívida e obter investimentos no sistema.

Essa parceria com Diadema está na lista de estudos da Prefeitura de Santo André. Porém, internamente os técnicos da autarquia andreense entendem que o investimento envolvido foi baixo – à época a Sabesp investiu perto de R$ 100 milhões.

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