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Reestruturação fortalece General Motors no Brasil


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/07/2009 | 07:00


A General Motors do Brasil ganha ainda maior importância com a reestruturação da companhia norte-americana. Fora dos Estados Unidos, a operação brasileira assegura a segunda operação mais importante, atrás apenas da China, para quem a GM do Brasil passa a se reportar.

Com faturamento de R$ 18,8 bilhões em 2008, a GM Brasil alcançou posição de destaque por ser uma das mais lucrativas e eficientes. A boa gestão não só socorreu a matriz como garantiu a própria sobrevivência e caixa para investimento em novos projetos.

Uma fábrica de motores em Joinville (SC), ampliação do Centro Tecnológico de São Caetano e da fábrica de Gravataí (RS), cujo investimento soma R$ 2 bilhões, são projetos que nos próximos três anos tendem a fortalecer a GM no Brasil, que detém 21% do mercado nacional.

"Operacionalmente, a transferëncia da operação internacional para a China não muda nada por aqui ", afirmou José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil sobre o fim da LAAM, sigla que designava a operação na América Latina, África e Oriente Médio. "Mas é inegável que a GM do Brasil vem ganhando cada vez mais destaque nas operações internacionais."

Sem ter de responder para a LAAM, que tinha sede em Miami, espera-se que o Brasil tenha mais independência na tomada de decisões, mas também se beneficie da ligação com o mercado que já se prepara para ser o maior do mundo. A China poderá superar este ano os EUA, que deverão fechar encerrar 2009 com 9,5 milhões unidades.

Para o engenheiro Francisco Satkunas, operações da GM na China e no Brasil poderão, no futuro, desenvolver um carro de entrada para competição com fabricantes chineses em vários mercados, inclusive aqui. "Mas neste instante, a GM do Brasil tem sua própria direção", avalia Francisco Satkunas, integrante do SAE (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), também um ex-executivo da GM.

Exportador de talentos, o centro de desenvolvimento de São Caetano faturou US$ 180 milhões em 2008 com serviços para subsidiárias da GM em outros países.

Enquanto a operação brasileira cresce, a GM encolhe no mundo. A reestruturação extinguirá 800 cargos de comando - 35% dos executivos. Com suas várias marcas, a General Motor chegou a ter cerca de 1 milhão de empregados. Após a reformulação, analistas estimam que a multinacional fique com 100 mil funcionários.

A operação fabril, que concentrava 34 países, também deverá ser reduzida, já que a GM perderá operações na Europa com a venda da Opel.

Com isso, a GM do Brasil poderá ter ainda maior autonomia no desenvolvimento de projetos, já que os veículos que a montadora vende no País deixarão de ter influência e suporte europeu.



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Reestruturação fortalece General Motors no Brasil

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/07/2009 | 07:00


A General Motors do Brasil ganha ainda maior importância com a reestruturação da companhia norte-americana. Fora dos Estados Unidos, a operação brasileira assegura a segunda operação mais importante, atrás apenas da China, para quem a GM do Brasil passa a se reportar.

Com faturamento de R$ 18,8 bilhões em 2008, a GM Brasil alcançou posição de destaque por ser uma das mais lucrativas e eficientes. A boa gestão não só socorreu a matriz como garantiu a própria sobrevivência e caixa para investimento em novos projetos.

Uma fábrica de motores em Joinville (SC), ampliação do Centro Tecnológico de São Caetano e da fábrica de Gravataí (RS), cujo investimento soma R$ 2 bilhões, são projetos que nos próximos três anos tendem a fortalecer a GM no Brasil, que detém 21% do mercado nacional.

"Operacionalmente, a transferëncia da operação internacional para a China não muda nada por aqui ", afirmou José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil sobre o fim da LAAM, sigla que designava a operação na América Latina, África e Oriente Médio. "Mas é inegável que a GM do Brasil vem ganhando cada vez mais destaque nas operações internacionais."

Sem ter de responder para a LAAM, que tinha sede em Miami, espera-se que o Brasil tenha mais independência na tomada de decisões, mas também se beneficie da ligação com o mercado que já se prepara para ser o maior do mundo. A China poderá superar este ano os EUA, que deverão fechar encerrar 2009 com 9,5 milhões unidades.

Para o engenheiro Francisco Satkunas, operações da GM na China e no Brasil poderão, no futuro, desenvolver um carro de entrada para competição com fabricantes chineses em vários mercados, inclusive aqui. "Mas neste instante, a GM do Brasil tem sua própria direção", avalia Francisco Satkunas, integrante do SAE (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), também um ex-executivo da GM.

Exportador de talentos, o centro de desenvolvimento de São Caetano faturou US$ 180 milhões em 2008 com serviços para subsidiárias da GM em outros países.

Enquanto a operação brasileira cresce, a GM encolhe no mundo. A reestruturação extinguirá 800 cargos de comando - 35% dos executivos. Com suas várias marcas, a General Motor chegou a ter cerca de 1 milhão de empregados. Após a reformulação, analistas estimam que a multinacional fique com 100 mil funcionários.

A operação fabril, que concentrava 34 países, também deverá ser reduzida, já que a GM perderá operações na Europa com a venda da Opel.

Com isso, a GM do Brasil poderá ter ainda maior autonomia no desenvolvimento de projetos, já que os veículos que a montadora vende no País deixarão de ter influência e suporte europeu.

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