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Marta e Russomanno usam considerações finais de debate para trocar acusações



30/09/2016 | 01:17


Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PMDB) e Celso Russomanno (PRB) trocaram acusações durante o período de considerações finais do último debate na TV antes do primeiro turno, promovido pela Globo.

Marta acusou Russomanno de não ter pago ex-funcionários e ser alvo de ações trabalhistas. "O Russomanno tem vários escândalos, não pagou trabalhadores, inclusive garçons, e está na Justiça", disse Marta. Ela também aproveitou o tempo para dizer que o prefeito Fernando Haddad (PT) está "de costas para a periferia".

Russomanno, falando logo após Marta, disse que todos os funcionários foram pagos e alfinetou a adversária. "Ela se esconde atrás de comercial de TV, gastou 400 comerciais para falar mal ao meu respeito", disse. "Ela mente descaradamente", afirmou. O candidato prometeu colocar em seu site todas as decisões que provam o pagamento de direitos trabalhistas aos ex-empregados.

Luiza Erundina (PSOL), a primeira a fazer as considerações finais, afirmou que pretende governar colocando a população para participar diretamente da administração. "Lembrando que eu já fui prefeita, saí bem avaliada no meu governo e pretendo governar fazendo inversão de prioridade", comentou, falando sobre a participação popular direta.

Haddad usou seu tempo para dizer que há dois projetos em disputa pela Prefeitura, referindo-se a ele e ao empresário João Doria (PSDB). "Um projeto privatista que quer vender a cidade, dos cemitérios aos corredores, das ciclovias ao futuro Parque de Interlagos, e um que vê a cidade como bem público", afirmou.

Doria voltou a falar que é um gestor e vai usar sua experiência como empresário para resolver os problemas da cidade. "Eu sou um gestor, que é aquilo que a cidade precisa: ter um olhar eficiente de realização para a periferia." Ele insistiu em dizer que não é político, mas é filho de um político cassado pela ditadura miliar.

Major Olimpio (SD) criticou as propostas dos adversários dizendo que são "inexequíveis" diante do orçamento da Prefeitura. "Fica um acusando moralmente o outro. Eu tenho currículo, não tenho ficha corrida, quero uma oportunidade para recuperar a cidade e colocar a cidade de São Paulo nos trilhos", emendou. (Daniel Weterman e Gustavo Porto)



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Marta e Russomanno usam considerações finais de debate para trocar acusações


30/09/2016 | 01:17


Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PMDB) e Celso Russomanno (PRB) trocaram acusações durante o período de considerações finais do último debate na TV antes do primeiro turno, promovido pela Globo.

Marta acusou Russomanno de não ter pago ex-funcionários e ser alvo de ações trabalhistas. "O Russomanno tem vários escândalos, não pagou trabalhadores, inclusive garçons, e está na Justiça", disse Marta. Ela também aproveitou o tempo para dizer que o prefeito Fernando Haddad (PT) está "de costas para a periferia".

Russomanno, falando logo após Marta, disse que todos os funcionários foram pagos e alfinetou a adversária. "Ela se esconde atrás de comercial de TV, gastou 400 comerciais para falar mal ao meu respeito", disse. "Ela mente descaradamente", afirmou. O candidato prometeu colocar em seu site todas as decisões que provam o pagamento de direitos trabalhistas aos ex-empregados.

Luiza Erundina (PSOL), a primeira a fazer as considerações finais, afirmou que pretende governar colocando a população para participar diretamente da administração. "Lembrando que eu já fui prefeita, saí bem avaliada no meu governo e pretendo governar fazendo inversão de prioridade", comentou, falando sobre a participação popular direta.

Haddad usou seu tempo para dizer que há dois projetos em disputa pela Prefeitura, referindo-se a ele e ao empresário João Doria (PSDB). "Um projeto privatista que quer vender a cidade, dos cemitérios aos corredores, das ciclovias ao futuro Parque de Interlagos, e um que vê a cidade como bem público", afirmou.

Doria voltou a falar que é um gestor e vai usar sua experiência como empresário para resolver os problemas da cidade. "Eu sou um gestor, que é aquilo que a cidade precisa: ter um olhar eficiente de realização para a periferia." Ele insistiu em dizer que não é político, mas é filho de um político cassado pela ditadura miliar.

Major Olimpio (SD) criticou as propostas dos adversários dizendo que são "inexequíveis" diante do orçamento da Prefeitura. "Fica um acusando moralmente o outro. Eu tenho currículo, não tenho ficha corrida, quero uma oportunidade para recuperar a cidade e colocar a cidade de São Paulo nos trilhos", emendou. (Daniel Weterman e Gustavo Porto)

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