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No Grande ABC, judô é instrumento de inclusão social

Denis Maciel/DGABC:  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto Judô Social atende 200 crianças
carentes em São Bernardo e Santo André


Felipe Simões

25/09/2016 | 07:00


 “O que me deixa muito orgulhoso é o trabalho do dia a dia com as crianças”. A frase do coordenador Júlio César Jacopi, 60 anos, representa o sentimento de todos aqueles que, de alguma forma, apoiam o projeto Judô Social, voltado a ensinar o esporte para 200 crianças e jovens carentes de 7 a 19 anos. Com quatro núcleos no Grande ABC – três em São Bernardo e um em Santo André –, a ação, que existe desde o ano passado, é coordenada pela Associação Atlética Desportiva São Bernardo, que capta recursos via Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, em que empresas destinam entre 0,01% e 3% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) devido ao Estado para projetos sociais. Hoje, o valor anual de R$ 450 mil é bancado por Braskem, EMS, Cabot e Hunter Douglas, e destinado para aquisição de quimonos, vestimentas e lanche.

Para participar do projeto, é preciso frequentar a escola e ter a permissão dos pais, que estão entre os principais interessados no ingresso dos alunos. “Depois que a criança começa a prática do judô e sabe que existe regra, horário, postura, respeito e hierarquia, isso serve como um norte. A criança passa a ter outro tipo de atitude. Algumas eram hiperativas e tinham problemas dentro de casa e na escola. E com o passar do tempo, isso acaba diminuindo muito”, afirmou Jacopi, que atua no judô regional há 20 anos.

Um dos professores do projeto, Carlos Hayashida, 30, ressaltou que o objetivo principal não é formar atletas e, sim, incluir socialmente crianças e jovens de áreas carentes e ajudar na sua formação. “O fato de ser atleta não é tão importante. É questão de eles entenderem a proposta do judô e serem pessoas melhores. É transportarem o que aprendem no tatame para a vida”, destacou Hayashida, que ensina o esporte há 12 anos.

O sucesso é tão grande que o projeto já foi confirmado para 2017, ao custo de R$ 550 mil, com expectativa de atender até 250 crianças. “Temos uma fila de espera e não temos desistência. Precisaríamos dobrar a capacidade para poder atender a todos, mas é impossível por motivos de espaço”, explicou Jacopi.

Inspirada em olímpicos, atleta de 16 anos mira lutar em Tóquio
Apesar de ser voltado para a inclusão, o projeto Judô Social já colhe seus frutos. Gabriella Moraes, 16 anos, moradora do bairro Independência, em São Bernardo, é uma joia que está sendo lapidada. Integrante da Seleção Brasileira Sub-18, já tem os títulos paulista, brasileiro e sul-americano de sua categoria e almeja ir longe – disputar os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão.

“Pretendo lutar a Olimpíada de 2020. Estou treinando para isso”, afirmou ela, que se espelha em atletas olímpicas. “Me inspiro na Sarah (Menezes) e na Mayra (Aguiar), que conquistou a medalha de bronze no Rio. A Rafaela (Silva) não era para ser o que é se não fosse a dedicação dela. Ela veio de uma favela e agora é uma campeã olímpica”, destacou. “Ela (Gabriella) é merecedora e está no início da carreira. Acredito que tem futuro muito maior pela frente”, elogiou o professor Carlos Hayashida



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No Grande ABC, judô é instrumento de inclusão social

Projeto Judô Social atende 200 crianças
carentes em São Bernardo e Santo André

Felipe Simões

25/09/2016 | 07:00


 “O que me deixa muito orgulhoso é o trabalho do dia a dia com as crianças”. A frase do coordenador Júlio César Jacopi, 60 anos, representa o sentimento de todos aqueles que, de alguma forma, apoiam o projeto Judô Social, voltado a ensinar o esporte para 200 crianças e jovens carentes de 7 a 19 anos. Com quatro núcleos no Grande ABC – três em São Bernardo e um em Santo André –, a ação, que existe desde o ano passado, é coordenada pela Associação Atlética Desportiva São Bernardo, que capta recursos via Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, em que empresas destinam entre 0,01% e 3% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) devido ao Estado para projetos sociais. Hoje, o valor anual de R$ 450 mil é bancado por Braskem, EMS, Cabot e Hunter Douglas, e destinado para aquisição de quimonos, vestimentas e lanche.

Para participar do projeto, é preciso frequentar a escola e ter a permissão dos pais, que estão entre os principais interessados no ingresso dos alunos. “Depois que a criança começa a prática do judô e sabe que existe regra, horário, postura, respeito e hierarquia, isso serve como um norte. A criança passa a ter outro tipo de atitude. Algumas eram hiperativas e tinham problemas dentro de casa e na escola. E com o passar do tempo, isso acaba diminuindo muito”, afirmou Jacopi, que atua no judô regional há 20 anos.

Um dos professores do projeto, Carlos Hayashida, 30, ressaltou que o objetivo principal não é formar atletas e, sim, incluir socialmente crianças e jovens de áreas carentes e ajudar na sua formação. “O fato de ser atleta não é tão importante. É questão de eles entenderem a proposta do judô e serem pessoas melhores. É transportarem o que aprendem no tatame para a vida”, destacou Hayashida, que ensina o esporte há 12 anos.

O sucesso é tão grande que o projeto já foi confirmado para 2017, ao custo de R$ 550 mil, com expectativa de atender até 250 crianças. “Temos uma fila de espera e não temos desistência. Precisaríamos dobrar a capacidade para poder atender a todos, mas é impossível por motivos de espaço”, explicou Jacopi.

Inspirada em olímpicos, atleta de 16 anos mira lutar em Tóquio
Apesar de ser voltado para a inclusão, o projeto Judô Social já colhe seus frutos. Gabriella Moraes, 16 anos, moradora do bairro Independência, em São Bernardo, é uma joia que está sendo lapidada. Integrante da Seleção Brasileira Sub-18, já tem os títulos paulista, brasileiro e sul-americano de sua categoria e almeja ir longe – disputar os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão.

“Pretendo lutar a Olimpíada de 2020. Estou treinando para isso”, afirmou ela, que se espelha em atletas olímpicas. “Me inspiro na Sarah (Menezes) e na Mayra (Aguiar), que conquistou a medalha de bronze no Rio. A Rafaela (Silva) não era para ser o que é se não fosse a dedicação dela. Ela veio de uma favela e agora é uma campeã olímpica”, destacou. “Ela (Gabriella) é merecedora e está no início da carreira. Acredito que tem futuro muito maior pela frente”, elogiou o professor Carlos Hayashida

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