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Dívida faz Volpi cortar
investimentos em Ribeirão


Cynthia Tavares
Especial para o Diário

28/06/2011 | 07:22


A ordem do prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), para seu secretariado é uma só: cortar gastos. Para quitar a dívida e manter o investimento de 1% exigido pela lei no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, o chefe do Executivo já começou operação para conter as despesas do Paço.

A dívida de R$ 16,1 milhões - acumulada desde 2000 - será parcelada em 60 vezes e prejudicará os investimentos da Prefeitura, pelo menos até o ano que vem. Mensalmente, a administração terá de pagar R$ 426 mil - sendo que R$ 268 mil são destinados exclusivamente para pendência. Na visão do prefeito, o custo "é de uma escola por mês". "Não havia previsão do pagamento, portanto não temos expectativa de recursos pra isso neste período. Vamos ter que fazer cancelamento de projetos e passarmos o ano possivelmente com algum deficit orçamentário", afirmou o verde.

Todos os planos previstos para cidade estão sob alerta. Segundo o prefeito, o trabalho de recuperação financeira da cidade foi perdido. "Tínhamos liquidado 86% das nossas dívidas. A expectativa é que teríamos mais recursos para investimentos para infraestrutura".

A Secretaria de Juventude, Esporte, Lazer e Cultura será uma das que mais sofrerão cortes.De acordo com Volpi, a 7ª edição do Festival do Chocolate perdeu R$ 200 mil. "Cortamos shows que teríamos até para pagar a primeira e a segunda parcelas (da dívida."

A Pasta de Infraestrutura Urbana será outra que terá seu Orçamento reduzido. "É uma secretaria cara, porque compra areia, cimento, pedra, cal. Com certeza será das mais afetadas", pontuou. Hoje à tarde todos os secretários se reunirão com o prefeito para apresentar custos a serem abatidos.

A contenção imediata ocorre porque a primeira parcela será paga até quinta-feira. "Essa dívida não pode ser empurrada com a barriga e nem ser protelada. Dívida pública sofre juros altíssimos, pois tem encargos diferentes da vida particular", explicou. Para o caso do Pasep, os juros aplicados serão da taxa Selic (12,25% ao ano).

Assim que o primeiro pagamento for efetuado, a Prefeitura poderá entrar com pedido para resgatar sua Certidão Negativa de Débitos. Sem este documento, a administração fica impossibilitada de receber recursos dos governos estadual e federal. "Esperamos que dez dias após o pagamento tenhamos a certidão", disse Volpi.

Há dois aportes sendo aguardados: R$ 14 milhões provenientes do governo estadual (R$ 11 milhões para hospital municipal e R$ 3 milhões para o hotel escola) e outros R$ 3 milhões do governo federal exclusivamente para construção de muros de arrimo em áreas afetadas pelas chuvas no verão do ano passado.

Mesmo com situação complicada, o prefeito declarou que não há motivos para desespero. "Apesar de sangrarmos neste ano, a cidade está viável financeiramente dentro dos limites. Isso atrapalha, mas não joga o município no buraco", tranquilizou o chefe do Executivo.

 

Aposentados ganham reposição salarial de 6,41%

 

Os aposentados e pensionistas de Ribeirão Pires receberão reposição salarial de 6,41% a partir de 1º de julho. O anúncio foi feito ontem pelo prefeito da cidade, Clóvis Volpi (PV). O percentual corresponde à inflação do ano passado.

Ao todo serão beneficiados 293 servidores. Volpi ressaltou que a medida só pôde ser feita porque o caixa do Instituto Municipal de Previdência de Ribeirão Pires está com superavit de R$ 14 milhões. "Tudo isso é possível porque as finanças do Imprerp estão sadias. Nem eu esperava que pudéssemos fazer esse reajuste", declarou o chefe do Executivo.

O impacto financeiro será de R$ 28 mil mensais. A Prefeitura não arcará com o aumento, tendo em vista que o Imprerp é uma entidade independente do Poder Executivo.



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Dívida faz Volpi cortar
investimentos em Ribeirão

Cynthia Tavares
Especial para o Diário

28/06/2011 | 07:22


A ordem do prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), para seu secretariado é uma só: cortar gastos. Para quitar a dívida e manter o investimento de 1% exigido pela lei no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, o chefe do Executivo já começou operação para conter as despesas do Paço.

A dívida de R$ 16,1 milhões - acumulada desde 2000 - será parcelada em 60 vezes e prejudicará os investimentos da Prefeitura, pelo menos até o ano que vem. Mensalmente, a administração terá de pagar R$ 426 mil - sendo que R$ 268 mil são destinados exclusivamente para pendência. Na visão do prefeito, o custo "é de uma escola por mês". "Não havia previsão do pagamento, portanto não temos expectativa de recursos pra isso neste período. Vamos ter que fazer cancelamento de projetos e passarmos o ano possivelmente com algum deficit orçamentário", afirmou o verde.

Todos os planos previstos para cidade estão sob alerta. Segundo o prefeito, o trabalho de recuperação financeira da cidade foi perdido. "Tínhamos liquidado 86% das nossas dívidas. A expectativa é que teríamos mais recursos para investimentos para infraestrutura".

A Secretaria de Juventude, Esporte, Lazer e Cultura será uma das que mais sofrerão cortes.De acordo com Volpi, a 7ª edição do Festival do Chocolate perdeu R$ 200 mil. "Cortamos shows que teríamos até para pagar a primeira e a segunda parcelas (da dívida."

A Pasta de Infraestrutura Urbana será outra que terá seu Orçamento reduzido. "É uma secretaria cara, porque compra areia, cimento, pedra, cal. Com certeza será das mais afetadas", pontuou. Hoje à tarde todos os secretários se reunirão com o prefeito para apresentar custos a serem abatidos.

A contenção imediata ocorre porque a primeira parcela será paga até quinta-feira. "Essa dívida não pode ser empurrada com a barriga e nem ser protelada. Dívida pública sofre juros altíssimos, pois tem encargos diferentes da vida particular", explicou. Para o caso do Pasep, os juros aplicados serão da taxa Selic (12,25% ao ano).

Assim que o primeiro pagamento for efetuado, a Prefeitura poderá entrar com pedido para resgatar sua Certidão Negativa de Débitos. Sem este documento, a administração fica impossibilitada de receber recursos dos governos estadual e federal. "Esperamos que dez dias após o pagamento tenhamos a certidão", disse Volpi.

Há dois aportes sendo aguardados: R$ 14 milhões provenientes do governo estadual (R$ 11 milhões para hospital municipal e R$ 3 milhões para o hotel escola) e outros R$ 3 milhões do governo federal exclusivamente para construção de muros de arrimo em áreas afetadas pelas chuvas no verão do ano passado.

Mesmo com situação complicada, o prefeito declarou que não há motivos para desespero. "Apesar de sangrarmos neste ano, a cidade está viável financeiramente dentro dos limites. Isso atrapalha, mas não joga o município no buraco", tranquilizou o chefe do Executivo.

 

Aposentados ganham reposição salarial de 6,41%

 

Os aposentados e pensionistas de Ribeirão Pires receberão reposição salarial de 6,41% a partir de 1º de julho. O anúncio foi feito ontem pelo prefeito da cidade, Clóvis Volpi (PV). O percentual corresponde à inflação do ano passado.

Ao todo serão beneficiados 293 servidores. Volpi ressaltou que a medida só pôde ser feita porque o caixa do Instituto Municipal de Previdência de Ribeirão Pires está com superavit de R$ 14 milhões. "Tudo isso é possível porque as finanças do Imprerp estão sadias. Nem eu esperava que pudéssemos fazer esse reajuste", declarou o chefe do Executivo.

O impacto financeiro será de R$ 28 mil mensais. A Prefeitura não arcará com o aumento, tendo em vista que o Imprerp é uma entidade independente do Poder Executivo.

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