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Com amor pelo ofício, profissionais de
biblioteca vão muito além das tarefas comuns


Vinícius Castelli

10/04/2016 | 07:00


Quando a gente se coloca no lugar do outro, com um pouco de cuidado e delicadeza, tudo pode parecer diferente. Um novo universo, uma nova maneira de lidar com as coisas, principalmente quando o assunto é o ser humano, podem surgir e ganhar outra dimensão.

E é exatamente isso o que faz a agente de biblioteca Cristiane Rufino. Na labuta há 12 anos, ela é responsável por cuidar do acervo Braille da Biblioteca Monteiro Lobato – que deve passar por reforma ainda neste ano –, em São Bernardo, e que agora está na Biblioteca Guimarães Rosa (Avenida João Firmino, 900), enquanto o antigo local não fica pronto.

Mas o trabalho de Cristiane não se resume a cuidar das obras em Braille, casos de O Pequeno Príncipe, 50 Tons de Cinza, Comer, Rezar, Amar e O Futuro da Humanidade, entre outros títulos disponíveis. Vai muito além.

Deficiente visual, a agente de 36 anos teve deslocamento de retina aos 15. Então, precisou se instalar em novo universo. Conseguiu se reinventar e seguiu em frente. Diante das dificuldades que passou, faz questão de ajudar pessoas que vivem o mesmo que ela. “Por eu ter a deficiência, tenho de ir atrás da informação. Tudo é uma troca. As pessoas que me procuram passam por um momento novo da vida delas e isso tem de ser respeitado.Tudo é muito difícil”, diz.

Mãe de dois filhos, Cristiane não para. Além de cuidar do acervo Braille, conta com a ajuda da diretora do local, Eliana Sposaro, e da encarregada de serviços de biblioteca, Sebastiana Souza. Além da inclusão social por meio dos livros Braille, e dos que são chamados audiolivros, o espaço oferece oficinas como a Brailando, que vai do dia 25 a 29, das 13h30 às 16h30. A ideia do projeto é apresentar ao público não deficiente visual os fundamentos da escrita Braille. As inscrições devem ser feitas pelo telefone 4125-1059 e a participação é gratuita.

Em meio à digitação de textos, sim, o espaço consegue fazer impressão em Braille, e de resolver coisas pelo telefone, Cristiane conta que quando as pessoas chegam para as oficinas e descobrem que quem ministra é alguém com deficiência visual, é uma surpresa. E ela se coloca à disposição para tirar qualquer dúvida, não só sobre o universo literário em Braille ou o alfabeto, mas sobre como é a vida de alguém com deficiência visual. “Quando as pessoas chegam aqui é a hora de esclarecer dúvidas e ter um olhar diferente para as pessoas com deficiência”, encerra.


Deficiência visual é tema de mostra
Mergulhar no universo do próximo e tentar entender como o outro vive podem ser experiências enriquecedoras. Para quem quiser saber mais a respeito de deficiência visual, a Fundação Dorina para Cegos, que completou 70 anos dia 11 de março e trabalha com a inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, apresenta a exposição Sentir a DiVERsidade.

O resultado do trabalho é atração na cidade de São Paulo e toma conta, até dia 24, do CEU Butantã com entrada gratuita. Durante a experiência, os visitantes poderão ter acesso a painéis, fotos e objetos que explicam a história de pessoas com deficiência visual e a luta delas. Entre os recursos oferecidos para a experimentação estão audiodescrição, videolibras, folhetos e textos em tinta-Braille também são opções para o público.

Sentir a DiVERsidade –Exposição – No CEU Butantã – Av. Eng. Heitor Antônio Eiras García, 1.728. São Paulo. Até dia 24. Informações: 5087-0955 e aprendendocm@fundacaodorina.org.br. Entrada gratuita. 



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biblioteca vão muito além das tarefas comuns

Vinícius Castelli

10/04/2016 | 07:00


Quando a gente se coloca no lugar do outro, com um pouco de cuidado e delicadeza, tudo pode parecer diferente. Um novo universo, uma nova maneira de lidar com as coisas, principalmente quando o assunto é o ser humano, podem surgir e ganhar outra dimensão.

E é exatamente isso o que faz a agente de biblioteca Cristiane Rufino. Na labuta há 12 anos, ela é responsável por cuidar do acervo Braille da Biblioteca Monteiro Lobato – que deve passar por reforma ainda neste ano –, em São Bernardo, e que agora está na Biblioteca Guimarães Rosa (Avenida João Firmino, 900), enquanto o antigo local não fica pronto.

Mas o trabalho de Cristiane não se resume a cuidar das obras em Braille, casos de O Pequeno Príncipe, 50 Tons de Cinza, Comer, Rezar, Amar e O Futuro da Humanidade, entre outros títulos disponíveis. Vai muito além.

Deficiente visual, a agente de 36 anos teve deslocamento de retina aos 15. Então, precisou se instalar em novo universo. Conseguiu se reinventar e seguiu em frente. Diante das dificuldades que passou, faz questão de ajudar pessoas que vivem o mesmo que ela. “Por eu ter a deficiência, tenho de ir atrás da informação. Tudo é uma troca. As pessoas que me procuram passam por um momento novo da vida delas e isso tem de ser respeitado.Tudo é muito difícil”, diz.

Mãe de dois filhos, Cristiane não para. Além de cuidar do acervo Braille, conta com a ajuda da diretora do local, Eliana Sposaro, e da encarregada de serviços de biblioteca, Sebastiana Souza. Além da inclusão social por meio dos livros Braille, e dos que são chamados audiolivros, o espaço oferece oficinas como a Brailando, que vai do dia 25 a 29, das 13h30 às 16h30. A ideia do projeto é apresentar ao público não deficiente visual os fundamentos da escrita Braille. As inscrições devem ser feitas pelo telefone 4125-1059 e a participação é gratuita.

Em meio à digitação de textos, sim, o espaço consegue fazer impressão em Braille, e de resolver coisas pelo telefone, Cristiane conta que quando as pessoas chegam para as oficinas e descobrem que quem ministra é alguém com deficiência visual, é uma surpresa. E ela se coloca à disposição para tirar qualquer dúvida, não só sobre o universo literário em Braille ou o alfabeto, mas sobre como é a vida de alguém com deficiência visual. “Quando as pessoas chegam aqui é a hora de esclarecer dúvidas e ter um olhar diferente para as pessoas com deficiência”, encerra.


Deficiência visual é tema de mostra
Mergulhar no universo do próximo e tentar entender como o outro vive podem ser experiências enriquecedoras. Para quem quiser saber mais a respeito de deficiência visual, a Fundação Dorina para Cegos, que completou 70 anos dia 11 de março e trabalha com a inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, apresenta a exposição Sentir a DiVERsidade.

O resultado do trabalho é atração na cidade de São Paulo e toma conta, até dia 24, do CEU Butantã com entrada gratuita. Durante a experiência, os visitantes poderão ter acesso a painéis, fotos e objetos que explicam a história de pessoas com deficiência visual e a luta delas. Entre os recursos oferecidos para a experimentação estão audiodescrição, videolibras, folhetos e textos em tinta-Braille também são opções para o público.

Sentir a DiVERsidade –Exposição – No CEU Butantã – Av. Eng. Heitor Antônio Eiras García, 1.728. São Paulo. Até dia 24. Informações: 5087-0955 e aprendendocm@fundacaodorina.org.br. Entrada gratuita. 

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