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Na região, 449 pessoas aguardam cirurgia bariátrica

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Intervenção é recomendada para quem tem IMC maior que 35 e doenças associadas à obesidade


Yago Delbuoni
Especial para o Diário

12/10/2015 | 07:00


O Grande ABC tem pelo menos 449 pessoas na fila de espera para realizar cirurgia bariátrica. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o País tem 10 milhões de obesos, sendo que são realizadas 88 mil intervenções cirúrgicas anualmente. Deste total, o SUS (Sistema Único de Saúde) é responsável por 8% a 10% dos procedimentos.

Segundo dados do governo estadual, foram feitas 129 cirurgias do tipo no Grande ABC entre janeiro de 2014 e agosto de 2015.

O vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Marçal Rossi, disse que a intervenção não tem finalidade estética. “O paciente deve passar por controle médico, endocrinologista, nutricionista e psicólogo. Ele precisa tentar fazer todos os caminhos antes da cirurgia. Brinco com os meus pacientes dizendo: ‘sou o fim da linha’.”

O procedimento cirúrgico é recomendando para pessoas cujo IMC (Índice de Massa Corpórea) – correspondente ao peso dividido pela altura ao quadrado –, é maior que 35 com doenças associadas, como diabetes, hipertensão arterial, esteatose hepática e apneia. Nos casos em que o índice ultrapassa 40, a cirurgia é aconselhada de imediato.

O médico mencionou que o problema da obesidade é um efeito da vida moderna. “Muitos precisam comer rápido e não fazem dieta equilibrada. É necessário ter alimentação correta, com mais qualidade e menos quantidade”, aconselha.

A assistente administrativa e moradora de São Caetano Vanessa Bonadio, 37 anos, passou pela cirurgia bariátrica como recurso para o emagrecimento. Funcionária da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Vanessa contou que se submeteu ao procedimento no dia 13 de fevereiro de 2013, e que, de lá para cá, perdeu 44 quilos. “A cirurgia cortou 1,5 metro de intestino e mais da metade do meu estômago.”

Antes da intervenção, Vanessa pesava 121 quilos. “Ficava envergonhada. Na hora de comprar roupa, não tinha. Vivia com medo de quebrar as cadeiras de plástico. Quando era gorda, servia de ponto de referência para as pessoas na rua.”

Vanessa contou que, até a cirurgia, tentou recorrer a outros recursos para o emagrecimento, sem obter êxito. “Busquei todos os tipos de dieta, até a da lua, mas fiquei parecendo uma lua cheia mesmo”, brincou. “Além disso, tentei tomar shakes, mas não resolveu.”

Vanessa contou que a cirurgia ajuda a fazer mais exercícios. “Sempre gostei muito de dançar e fazer atividades físicas como body combat, zumba e dança vaneira. Antes, me cansava muito rápido. Agora me sinto muito mais disposta.”

A intervenção foi feita pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e ela passou dois anos na fila antes de ser atendida.

Outra que precisou partir para a mesa de cirurgia foi a coordenadora da unidade de Saúde da Vila Guiomar Elaine Cristina Pires de Oliveira, 44. Ela passou pelo procedimento no dia 20 de agosto de 2014 e, de lá para cá, eliminou 47 quilos.

Depois de ser mãe, Elaine não conseguiu perder peso. “Fiz acompanhamento com uma nutricionista, atividade física, dieta. Por questão metabólica, depois da gravidez, o metabolismo ficou lento e não emagrecia mais.”

A principal motivação para Elaine partir para a cirurgia foi a filha de sete anos. “Para acompanhar o ritmo dela, precisei ficar mais magra. Gosto de brincar com minha menina. Senti que não estava conseguindo acompanhá-la por causa do peso.”

Elaine disse que a intervenção mudou sua alimentação. “Antes da cirurgia, fiz reeducação alimentar, que não rendeu resultado positivo. Agora, mudei a quantidade de alimentos ingeridos. Consumo bem menos e como mais vezes por dia. Preciso tomar suplemento nutricional, como proteína e vitamina, porque a cirurgia reduz a absorção de nutrientes.”

Elaine citou as principais diferenças em seu cotidiano após a mudança. “Até o meu humor melhorou e tenho mais disposição para realizar atividades”. A coordenadora da unidade de Saúde contou ainda que sofreu efeitos colaterais. “Tive poucas vezes dumping (reação exacerbada do organismo com a ingestão de doces e carboidratos). Dá taquicardia, sudorese e sensação de desmaio. O fundamental é mudar o hábito alimentar, do contrário, não adianta fazer cirurgia.”  



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