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Caixa confirma fraude em autenticações


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

07/06/2007 | 07:12


A Caixa Econômica Federal emitiu nesta semana os primeiros laudos confirmando que são falsas as guias entregues pela contadora Marinalva Ferreira do Amaral a escolas estaduais de São Bernardo. Com isso, ela deve ser indiciada pela Polícia Civil. Se confirmadas as fraudes em todas as unidades de ensino que a contadora atuava, ela pode responder por até 22 crimes de estelionato.

Marinalva, que não foi localizada pela reportagem, seria só uma peça em um esquema de fraude que atua por trás das APMs (Associações de Pais e Mestres). Contadores e cooperativas são suspeitos de falsificar autenticações bancárias e se apropriar do dinheiro destinado a encargos trabalhistas e tributos federais.

As cooperativas são usadas para suprir o déficit de pessoal nas escolas, e os contadores para calcular os tributos a serem pagos.

A Secretaria da Educação investiga todas as 83 APMs da Diretoria de Ensino de São Bernardo. A Pasta também afastou Ariomar Chaurais, vice-diretor da Escola Estadual Reverendo Omar Daibert. Ele é apontado como o homem por trás da Cootraserg (Cooperativa de Trabalho de Serviços Gerais da Grande São Paulo), que tem cerca de 50% do mercado de cooperativas em São Bernardo.

O Diário descobriu quarta-feira mais uma empresa ligada a ele. No mesmo endereço da Chaurais Assessoria Contábil e da Cootraserg, também atua a Chaurais Terceirização Empresarial, no nome de Anderson Chaurais, filho de Ariomar. Guias de tributos da empresa às quais a reportagem teve acesso apresentam, assim como as da Cootraserg, autenticações bancárias que não seguem os padrões das da Caixa Econômica Federal, cujo código consta nos pagamentos.

A Chaurais presta serviço parecido com o das cooperativas. A nota fiscal dada a uma das APMs cobra por “funcionários para prestação de mão-de-obra”. Segundo Anderson Chaurais, todos os pagamentos são feitos por meio de malotes, que saem lacrados da empresa. “Nunca comparei as autenticações. Eu as entrego às escolas e acabou. Não tinha motivo para desconfiar de nada”, afirma.


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