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Setor alimentício em alta


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

14/06/2009 | 08:01


 

Em meio à crise global, indústrias e empresas de serviços do Grande ABC ligadas ao setor alimentício têm sobressaído no cenário econômico, registrando resultados superiores aos alcançados em 2008.

Dentre as companhias que participam, a partir da segunda-feira, da Fispal Food Service e da Fispal Tecnologia - feiras que, em conjunto, constituem o quarto maior evento mundial do segmento -, em São Paulo, há motivos para comemorar.

"O mercado continua muito comprador", resumiu o gerente geral da Eletro Metalúrgica Edanca, José Tucci. Fabricante de chapas para lanches e estufas para salgados, a empresa de São Bernardo projeta incremento de pelo menos 5% nas vendas neste ano.

A Edanca trabalha com revendedores que fazem a distribuição em todo o Brasil e conta com a participação na Fispal Food Service para ampliar contatos. Um dos objetivos é também alcançar o mercado Externo. "Temos meta de exportar, já temos clientes prospectados na América Cental", afirmou o gerente.

Com o foco na região, a distribuidora de polpas de frutas Conquista Foods, de Santo André, estima crescimento ainda maior, da ordem de 50%. "A crise não chegou pra gente", afirmou o empresário Hemetério Novais Souto Neto. A companhia atende supermercados, bares e restaurantes e prevê passar de vendas mensais de 50 toneladas de polpas em 2008, para 100 toneladas/mês no fim deste ano.

Outra empresa que atende restaurantes, a All Cooks, também registra desempenho em alta. Aberta há apenas dois anos, essa indústria de Santo André produz equipamentos para cozinhas industriais - linhas de cocção, caldeirões e balcões - fatura R$ 400 mil por mês. "Até por conta dos investimentos, esperamos chegar a R$ 1 milhão mensal até o fim do ano", assinalou o proprietário, Gilmar Carlos Dias. A empresa investe R$ 2 milhões para ampliar a fábrica e adquirir novos maquinários.

Dias afirmou que as vendas deram freada, mas reagiram nos últimos 60 dias. Ele demonstrou otimismo. "O mercado de gastronomia costuma se aquecer a partir de julho", explicou.

CRÉDITO
Estimulado pelo crescimento do consumo das famílias - alta de 0,7% no País no primeiro trimestre, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) -, o setor segue em expansão, mas enfrenta desafios.

O gerente da Engefood, de São Caetano, José Carlos Dias Reis, observou que um dos fatores que atrapalham é o crédito, que ficou mais caro. Por conta disso, a companhia, que também atua no segmento de cozinhas industriais, passou a financiar pequenos clientes.

Reis destacou que, apesar da crise, as vendas devem crescer 5% neste ano. "Grandes companhias como Vale e Petrobras não brecaram investimentos (nessa área)", afirmou.

 



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Setor alimentício em alta

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

14/06/2009 | 08:01


 

Em meio à crise global, indústrias e empresas de serviços do Grande ABC ligadas ao setor alimentício têm sobressaído no cenário econômico, registrando resultados superiores aos alcançados em 2008.

Dentre as companhias que participam, a partir da segunda-feira, da Fispal Food Service e da Fispal Tecnologia - feiras que, em conjunto, constituem o quarto maior evento mundial do segmento -, em São Paulo, há motivos para comemorar.

"O mercado continua muito comprador", resumiu o gerente geral da Eletro Metalúrgica Edanca, José Tucci. Fabricante de chapas para lanches e estufas para salgados, a empresa de São Bernardo projeta incremento de pelo menos 5% nas vendas neste ano.

A Edanca trabalha com revendedores que fazem a distribuição em todo o Brasil e conta com a participação na Fispal Food Service para ampliar contatos. Um dos objetivos é também alcançar o mercado Externo. "Temos meta de exportar, já temos clientes prospectados na América Cental", afirmou o gerente.

Com o foco na região, a distribuidora de polpas de frutas Conquista Foods, de Santo André, estima crescimento ainda maior, da ordem de 50%. "A crise não chegou pra gente", afirmou o empresário Hemetério Novais Souto Neto. A companhia atende supermercados, bares e restaurantes e prevê passar de vendas mensais de 50 toneladas de polpas em 2008, para 100 toneladas/mês no fim deste ano.

Outra empresa que atende restaurantes, a All Cooks, também registra desempenho em alta. Aberta há apenas dois anos, essa indústria de Santo André produz equipamentos para cozinhas industriais - linhas de cocção, caldeirões e balcões - fatura R$ 400 mil por mês. "Até por conta dos investimentos, esperamos chegar a R$ 1 milhão mensal até o fim do ano", assinalou o proprietário, Gilmar Carlos Dias. A empresa investe R$ 2 milhões para ampliar a fábrica e adquirir novos maquinários.

Dias afirmou que as vendas deram freada, mas reagiram nos últimos 60 dias. Ele demonstrou otimismo. "O mercado de gastronomia costuma se aquecer a partir de julho", explicou.

CRÉDITO
Estimulado pelo crescimento do consumo das famílias - alta de 0,7% no País no primeiro trimestre, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) -, o setor segue em expansão, mas enfrenta desafios.

O gerente da Engefood, de São Caetano, José Carlos Dias Reis, observou que um dos fatores que atrapalham é o crédito, que ficou mais caro. Por conta disso, a companhia, que também atua no segmento de cozinhas industriais, passou a financiar pequenos clientes.

Reis destacou que, apesar da crise, as vendas devem crescer 5% neste ano. "Grandes companhias como Vale e Petrobras não brecaram investimentos (nessa área)", afirmou.

 

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