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Bamba Junio Barreto recicla samba


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

01/09/2005 | 08:37


Sempre com um pé no passado e outro bem fincado no futuro, o samba se recicla nas mãos de artistas que se alimentam das mais diversas influências. Um exemplo significativo dessa renovação no cenário dos bambas é o cantor e compositor Junio Barreto. O músico vive uma fase de conquistas importantes, após quase 20 anos de intensa batalha, iniciada em Pernambuco, o Estado em que nasceu.

Sucesso absoluto na casa de shows paulistana Grazie a Dio, ele já demarcou território em outro palco da capital, o do Blen Blen, onde faz show nesta sexta-feira e cumpre temporada até o fim de outubro. As apresentações ocorrem sempre às sextas-feiras, às 23h, e os ingressos vão de R$ 12,50 a R$ 25.

A lista de ilustres admiradores do trabalho de Barreto, inclui o conterrâneo Lenine e as divas Gal Costa, Maria Bethânia e Maria Rita, que já encomendaram músicas para seus próximos discos. Bebendo na fonte da poesia de Guimarães Rosa e Manoel de Barros, faz sambas com elementos pop, como o psicodelismo e as batidas eletrônicas, que preserva os laços da convivência com os representantes da geração mangue beat.

"Esse movimento foi um tapa para mim", explica Barreto, que começou a carreira artística como compositor de um grupo dark com influências dos ingleses Echo & The Bunnymen e Smiths. "Eu já adorava a música brasileira desde a infância. Ela estava escondida em mim e o movimento fez com que ressurgisse essa vontade de colocar elementos brasileiros na música", afirma. Apesar de não tocar nenhum instrumento, o músico elabora harmonias sofisticadas, com a ajuda dos integrantes da banda de apoio que o acompanhou nas gravações de seu primeiro disco, produzido no ano passado de forma independente e distribuído pela Tratore. Nove das dez faixas do álbum têm a assinatura dele, exceto A Mesma Rosa Amarela, letra do poeta Carlos Pena Filho musicada por Capiba. Outros destaques ficam por conta das dançantes Qual É Mago?, Se Vê que Vai Cair Deita de Vez e Amigos Bons, feita em parceria com os companheiros do mangue Otto e Bactéria.

Dono de uma voz suave e jeitão tranqüilo, Barreto faz um samba que poderia ser chamado de lisérgico, cheio de nuances que instigam o ouvinte. Fala para o mundo a partir de sua tribo, sem perder a identidade. "Vou criando a melodia na cabeça e passo para os músicos solfejando. Acho que as harmonias são mais elaboradas justamente por isso. Se tocasse algum instrumento, elas seriam mais simples", brinca o compositor.

Junio Barreto – Show. Nesta sexta-feira, às 23h, no Blen Blen – r. Inácio Pereira da Rocha, 520, São Paulo. Tel.: 3815-4999. Ingr.: R$ 12,50 (até às 23h) e R$ 25 (após as 23h). Até 28 de outubro.



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Bamba Junio Barreto recicla samba

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

01/09/2005 | 08:37


Sempre com um pé no passado e outro bem fincado no futuro, o samba se recicla nas mãos de artistas que se alimentam das mais diversas influências. Um exemplo significativo dessa renovação no cenário dos bambas é o cantor e compositor Junio Barreto. O músico vive uma fase de conquistas importantes, após quase 20 anos de intensa batalha, iniciada em Pernambuco, o Estado em que nasceu.

Sucesso absoluto na casa de shows paulistana Grazie a Dio, ele já demarcou território em outro palco da capital, o do Blen Blen, onde faz show nesta sexta-feira e cumpre temporada até o fim de outubro. As apresentações ocorrem sempre às sextas-feiras, às 23h, e os ingressos vão de R$ 12,50 a R$ 25.

A lista de ilustres admiradores do trabalho de Barreto, inclui o conterrâneo Lenine e as divas Gal Costa, Maria Bethânia e Maria Rita, que já encomendaram músicas para seus próximos discos. Bebendo na fonte da poesia de Guimarães Rosa e Manoel de Barros, faz sambas com elementos pop, como o psicodelismo e as batidas eletrônicas, que preserva os laços da convivência com os representantes da geração mangue beat.

"Esse movimento foi um tapa para mim", explica Barreto, que começou a carreira artística como compositor de um grupo dark com influências dos ingleses Echo & The Bunnymen e Smiths. "Eu já adorava a música brasileira desde a infância. Ela estava escondida em mim e o movimento fez com que ressurgisse essa vontade de colocar elementos brasileiros na música", afirma. Apesar de não tocar nenhum instrumento, o músico elabora harmonias sofisticadas, com a ajuda dos integrantes da banda de apoio que o acompanhou nas gravações de seu primeiro disco, produzido no ano passado de forma independente e distribuído pela Tratore. Nove das dez faixas do álbum têm a assinatura dele, exceto A Mesma Rosa Amarela, letra do poeta Carlos Pena Filho musicada por Capiba. Outros destaques ficam por conta das dançantes Qual É Mago?, Se Vê que Vai Cair Deita de Vez e Amigos Bons, feita em parceria com os companheiros do mangue Otto e Bactéria.

Dono de uma voz suave e jeitão tranqüilo, Barreto faz um samba que poderia ser chamado de lisérgico, cheio de nuances que instigam o ouvinte. Fala para o mundo a partir de sua tribo, sem perder a identidade. "Vou criando a melodia na cabeça e passo para os músicos solfejando. Acho que as harmonias são mais elaboradas justamente por isso. Se tocasse algum instrumento, elas seriam mais simples", brinca o compositor.

Junio Barreto – Show. Nesta sexta-feira, às 23h, no Blen Blen – r. Inácio Pereira da Rocha, 520, São Paulo. Tel.: 3815-4999. Ingr.: R$ 12,50 (até às 23h) e R$ 25 (após as 23h). Até 28 de outubro.

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