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Economia local ganha R$ 166 milhões


Eric Fujita e Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

01/09/2005 | 08:25


O aumento salarial dos metalúrgicos das montadoras do Grande ABC introduzirá R$ 166 milhões na economia da região nos próximos 12 meses, segundo levantamento da subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT).

O reajuste obtido por esse segmento de metalúrgicos inclui recomposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional dos Preços ao Consumidor) mais aumento real de 3,7%, totalizando 9%.

A proposta, oferecida pelo Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), já foi aceita por mais de 40 mil metalúrgicos das montadoras instaladas na região. São Volkswagen, Ford, DaimlerChrysler – dona da marca Mercedes Benz – e Scania, todas em São Bernardo, e a General Motors, de São Caetano. A assinatura do acordo deverá acontecer na próxima terça-feira.

O Dieese fez o cálculo com base no salário médio dos metalúrgicos das montadoras do Grande ABC, de cerca de R$ 3,5 mil. A projeção inclui o reajuste aplicado também ao 13º salário desses trabalhadores. Além dos índices, o Dieese também se baseia no abono fixo de R$ 586 para quem ganha acima de R$ 6.523.

A injeção de mais dinheiro na economia causou euforia entre os sindicalistas. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (ligado à CUT), José Lopez Feijóo, disse que esse valor pode ser ampliado e chegar até a R$ 300 milhões se os outros setores ainda em negociação – autopeças, Grupo 9 e fundição – oferecerem os mesmos 3,7% de aumento real concedidos pelas montadoras.

"É um valor significativo para a economia local porque nos últimos anos está ocorrendo a recomposição do poder de compra", disse Feijóo, ao destacar que este foi o terceiro aumento real consecutivo nas montadoras. O mesmo discurso repetiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. "Estamos conseguindo repor as perdas dos últimos anos", afirmou.

Alívio – O presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura, acredita que o aporte extra de dinheiro na economia local, além de impulsionar o comércio, vaio "aliviar" a situação dos consumidores.

"Parte desses recursos deve ser empregada diretamente no consumo no Grande ABC e na Grande São Paulo, com impacto positivo no comércio da região. Outra parte deve ser gasta para a quitação de dívidas e redução do nível de endividamento dos trabalhadores, o que terá reflexos nas vendas de final de ano, provavelmente", afirmou.

O empresário lembra ainda que o "fator psicológico" do aumento salarial e da melhora no nível de emprego também exercem influência positiva. "Quando há demissões, os consumidores gastam menos, com receio do que irá acontecer. O mesmo processo ocorre num período aumento de contratações e melhorias de salário. O consumidor passa a ficar mais otimista", afirmou.



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Economia local ganha R$ 166 milhões

Eric Fujita e Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

01/09/2005 | 08:25


O aumento salarial dos metalúrgicos das montadoras do Grande ABC introduzirá R$ 166 milhões na economia da região nos próximos 12 meses, segundo levantamento da subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT).

O reajuste obtido por esse segmento de metalúrgicos inclui recomposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional dos Preços ao Consumidor) mais aumento real de 3,7%, totalizando 9%.

A proposta, oferecida pelo Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), já foi aceita por mais de 40 mil metalúrgicos das montadoras instaladas na região. São Volkswagen, Ford, DaimlerChrysler – dona da marca Mercedes Benz – e Scania, todas em São Bernardo, e a General Motors, de São Caetano. A assinatura do acordo deverá acontecer na próxima terça-feira.

O Dieese fez o cálculo com base no salário médio dos metalúrgicos das montadoras do Grande ABC, de cerca de R$ 3,5 mil. A projeção inclui o reajuste aplicado também ao 13º salário desses trabalhadores. Além dos índices, o Dieese também se baseia no abono fixo de R$ 586 para quem ganha acima de R$ 6.523.

A injeção de mais dinheiro na economia causou euforia entre os sindicalistas. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (ligado à CUT), José Lopez Feijóo, disse que esse valor pode ser ampliado e chegar até a R$ 300 milhões se os outros setores ainda em negociação – autopeças, Grupo 9 e fundição – oferecerem os mesmos 3,7% de aumento real concedidos pelas montadoras.

"É um valor significativo para a economia local porque nos últimos anos está ocorrendo a recomposição do poder de compra", disse Feijóo, ao destacar que este foi o terceiro aumento real consecutivo nas montadoras. O mesmo discurso repetiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. "Estamos conseguindo repor as perdas dos últimos anos", afirmou.

Alívio – O presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura, acredita que o aporte extra de dinheiro na economia local, além de impulsionar o comércio, vaio "aliviar" a situação dos consumidores.

"Parte desses recursos deve ser empregada diretamente no consumo no Grande ABC e na Grande São Paulo, com impacto positivo no comércio da região. Outra parte deve ser gasta para a quitação de dívidas e redução do nível de endividamento dos trabalhadores, o que terá reflexos nas vendas de final de ano, provavelmente", afirmou.

O empresário lembra ainda que o "fator psicológico" do aumento salarial e da melhora no nível de emprego também exercem influência positiva. "Quando há demissões, os consumidores gastam menos, com receio do que irá acontecer. O mesmo processo ocorre num período aumento de contratações e melhorias de salário. O consumidor passa a ficar mais otimista", afirmou.

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