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São Caetano tem 3ª
melhor renda do País


Leone Farias
Vinicius Gorczeski

28/06/2011 | 07:07


Depois de liderar o ranking de cidade com o maior Índice de Desenvolvimento Humano do País, São Caetano superou metrópoles de peso e alcançou a terceira maior renda média per capita do Brasil, com R$ 1.864,28. Só perde para Niterói e Florianópolis, com R$ 2.064,30 e R$ 1.975,50, respectivamente.

Os ganhos em São Caetano representam os maiores valores no Estado. A Capital está na sexta posição no Estado e em 16° no País, com renda média de R$ 1.499,57. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas.

Para o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, o alto IDH, aliado a níveis elevados de educação e alta expectativa de vida - 87,2 anos - contribuíram para impulsionar os rendimentos médios do cidadão são-caetanense. Tanto que a Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, melhor nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica para alunos de 5ª a 8ª séries, fica na cidade.

"Não é só renda que ajudou. O próprio tamanho do município, que ao contrário dos 18 milhões de habitantes de São Paulo, onde proporcionalmente é difícil manter níveis altos, em São Caetano há boas escolas, hospitais, programas urbanos", disse, destacando o fato de a cidade comportar a montadora General Motors ter influenciado.

O município teve ainda maior peso na pesquisa quando se analisa o cenário econômico onde está inserido. "O Estado de São Paulo teve crescimento baixo nos últimos oito anos. O contexto desse resultado não foi favorável."

POLÍTICAS PÚBLICAS

Para o prefeito José Auricchio Júnior, a boa colocação no ranking é fruto da política pública de desenvolvimento sustentado, instituída desde sua primeira administração municipal, na gestão passada. Ele destaca que, apesar de obstáculos, como pequenas extensão territorial, a Prefeitura soube fortalecer a área de serviços sem perder de vista o ramo industrial. Além disso, impulsionou o desenvolvimento da Saúde, Educação e a proteção social.

O prefeito acrescenta que a cidade colhe frutos pela distribuição de renda realizada com essas ações da administração. "Não adianta arrecadar e concentrar renda."

Sobre tendências, Auricchio vê com bons olhos o futuro. "Na medida em que atingimos esses objetivos, a ideia é continuar tendo atrativos para valorizar ainda mais a cidade e sua população", sustenta.

Entre as estratégias para o desenvolvimento, ele destacou a atração de empresas de serviços de alto valor agregado, limpos e não poluentes. "Há boas perspectivas, por exemplo, com o empreendimento do Espaço Cerâmica, que já começa a se desdobrar em geração de empregos e em potencial arrecadatório", diz.

Outro exemplo é o centro tecnológico da GM, que vende serviços para outras plantas da montadora e para outras empresas. Também lembrou da Casas Bahia, que tem sede na cidade e tem atraído outras companhias a se alocarem para o município.

GRANDE ABC

Considerando as cidades da região, Santo André figura a segunda melhor renda per capita (R$ 1.244,74), 30° lugar no ranking do Brasil e 12° no Estado. Em nível nacional, São Bernardo fica na 45ª posição (R$ 1.175,58) e em 18° estadual. Ribeirão Pires figura com R$ 867,07, Mauá tem renda de R$ 704,02, Diadema tem renda média por pessoa de R$ 685,71 e Rio Grande é a lanterna do Grande ABC, com renda de R$ 592,69.



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São Caetano tem 3ª
melhor renda do País

Leone Farias
Vinicius Gorczeski

28/06/2011 | 07:07


Depois de liderar o ranking de cidade com o maior Índice de Desenvolvimento Humano do País, São Caetano superou metrópoles de peso e alcançou a terceira maior renda média per capita do Brasil, com R$ 1.864,28. Só perde para Niterói e Florianópolis, com R$ 2.064,30 e R$ 1.975,50, respectivamente.

Os ganhos em São Caetano representam os maiores valores no Estado. A Capital está na sexta posição no Estado e em 16° no País, com renda média de R$ 1.499,57. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas.

Para o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, o alto IDH, aliado a níveis elevados de educação e alta expectativa de vida - 87,2 anos - contribuíram para impulsionar os rendimentos médios do cidadão são-caetanense. Tanto que a Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, melhor nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica para alunos de 5ª a 8ª séries, fica na cidade.

"Não é só renda que ajudou. O próprio tamanho do município, que ao contrário dos 18 milhões de habitantes de São Paulo, onde proporcionalmente é difícil manter níveis altos, em São Caetano há boas escolas, hospitais, programas urbanos", disse, destacando o fato de a cidade comportar a montadora General Motors ter influenciado.

O município teve ainda maior peso na pesquisa quando se analisa o cenário econômico onde está inserido. "O Estado de São Paulo teve crescimento baixo nos últimos oito anos. O contexto desse resultado não foi favorável."

POLÍTICAS PÚBLICAS

Para o prefeito José Auricchio Júnior, a boa colocação no ranking é fruto da política pública de desenvolvimento sustentado, instituída desde sua primeira administração municipal, na gestão passada. Ele destaca que, apesar de obstáculos, como pequenas extensão territorial, a Prefeitura soube fortalecer a área de serviços sem perder de vista o ramo industrial. Além disso, impulsionou o desenvolvimento da Saúde, Educação e a proteção social.

O prefeito acrescenta que a cidade colhe frutos pela distribuição de renda realizada com essas ações da administração. "Não adianta arrecadar e concentrar renda."

Sobre tendências, Auricchio vê com bons olhos o futuro. "Na medida em que atingimos esses objetivos, a ideia é continuar tendo atrativos para valorizar ainda mais a cidade e sua população", sustenta.

Entre as estratégias para o desenvolvimento, ele destacou a atração de empresas de serviços de alto valor agregado, limpos e não poluentes. "Há boas perspectivas, por exemplo, com o empreendimento do Espaço Cerâmica, que já começa a se desdobrar em geração de empregos e em potencial arrecadatório", diz.

Outro exemplo é o centro tecnológico da GM, que vende serviços para outras plantas da montadora e para outras empresas. Também lembrou da Casas Bahia, que tem sede na cidade e tem atraído outras companhias a se alocarem para o município.

GRANDE ABC

Considerando as cidades da região, Santo André figura a segunda melhor renda per capita (R$ 1.244,74), 30° lugar no ranking do Brasil e 12° no Estado. Em nível nacional, São Bernardo fica na 45ª posição (R$ 1.175,58) e em 18° estadual. Ribeirão Pires figura com R$ 867,07, Mauá tem renda de R$ 704,02, Diadema tem renda média por pessoa de R$ 685,71 e Rio Grande é a lanterna do Grande ABC, com renda de R$ 592,69.

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