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Inverno é tempo de usar muito preto


Luciana Bugni
Do Diário do Grande ABC

19/01/2006 | 08:55


Ainda que uma ou outra peça apareça em tons claros, os floridos também dêem as caras na estação fria e alguma marca abuse das cores berrantes, o inverno é decididamente tempo de usar preto. As peças são incrementadas, misturam tecidos e são repletas de detalhes, como pôde ser notado no primeiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week, que aconteceu quarta-feira. O destaque do dia foi a apresentação da Rosa Chá, que trouxe o futebol brasileiro para a passarela, com direito a bateria de torcida organizada. A Zoomp fechou a noite, com peças em couro e brilho. As masculinas Ricardo Almeida e Mario Queiroz, com seus ternos escuros também se apresentaram.

Se é praxe que Ricardo Almeida abra os desfiles do evento paulistano, com seus famosos em elegantes ternos, nessa edição a coisa mudou de figura. Não que os ternos fossem menos elegantes, mas dessa vez se viu um pouco mais de pele do que o estilista costuma propor. Na sala de desfile, o cenário imitava uma oficina mecânica, onde moçoilos tatuados e seminus, esbanjando sensualidade, figuravam ao lado de pneus, correntes e um carro antigo.

A coleção de Uma, por Raquel Davidowicz, teve como inspiração os uniformes de guerra, leves, fluidos e, por que não, românticos.

O destaque da coleção de Patrícia Viera, estreante em passarelas paulistanas, é o couro. Dessa vez, para destacar a feminilidade, o tecido ganhou padronagens variadas e cortes de alfaiataria. O clima, porém, era de tédio fashion. A não ser pela temperatura no primeiro desfile da temporada realizado no Mam: uns 35 graus, sem o habitual (e agradável) ar condicionado das salas de desfile. A mesma temperatura brindou quem assistiu ao desfile de Mario Queiroz. Mas o estilista surpreendeu com cinturas altas masculinas e shorts que sobrepunham calças.

Alexandre Herchcovitch abusou do tafetá em sua coleção e apostou na transparência de tecidos fluidos, ora acompanhados por forros floridos, ora exibindo a lingerie. Aplicações em metal e tecido no barrado da saia preta deram peso à saia que foi destaque da apresentação. A Vide Bula, com inspiração gótica aproveitou o preto acompanhado de tons berrantes, como o vermelho e o verde limão.


Verde e amarelo – Tudo bem que é inverno, mas a temperatura alta do Brasil permite que a moda praia dê as caras na Fashion Week. Amir Slama abusou do ufanismo em sua Rosa Chá, sem deixar de lado o romantismo, em peças que mais lembravam lingerie. "É como se uma princesa acordasse em plena Copa do Mundo", disse. O futebol tupiniquim estava presente, do branco ao dourado, passando pelo verde e marinho e sutilmente combinado com o rosa. E, claro, na trilha, que misturava o erudito com a bateria das torcidas de São Paulo e Flamengo, num carnaval bem típico do Esporte Bretão.



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Inverno é tempo de usar muito preto

Luciana Bugni
Do Diário do Grande ABC

19/01/2006 | 08:55


Ainda que uma ou outra peça apareça em tons claros, os floridos também dêem as caras na estação fria e alguma marca abuse das cores berrantes, o inverno é decididamente tempo de usar preto. As peças são incrementadas, misturam tecidos e são repletas de detalhes, como pôde ser notado no primeiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week, que aconteceu quarta-feira. O destaque do dia foi a apresentação da Rosa Chá, que trouxe o futebol brasileiro para a passarela, com direito a bateria de torcida organizada. A Zoomp fechou a noite, com peças em couro e brilho. As masculinas Ricardo Almeida e Mario Queiroz, com seus ternos escuros também se apresentaram.

Se é praxe que Ricardo Almeida abra os desfiles do evento paulistano, com seus famosos em elegantes ternos, nessa edição a coisa mudou de figura. Não que os ternos fossem menos elegantes, mas dessa vez se viu um pouco mais de pele do que o estilista costuma propor. Na sala de desfile, o cenário imitava uma oficina mecânica, onde moçoilos tatuados e seminus, esbanjando sensualidade, figuravam ao lado de pneus, correntes e um carro antigo.

A coleção de Uma, por Raquel Davidowicz, teve como inspiração os uniformes de guerra, leves, fluidos e, por que não, românticos.

O destaque da coleção de Patrícia Viera, estreante em passarelas paulistanas, é o couro. Dessa vez, para destacar a feminilidade, o tecido ganhou padronagens variadas e cortes de alfaiataria. O clima, porém, era de tédio fashion. A não ser pela temperatura no primeiro desfile da temporada realizado no Mam: uns 35 graus, sem o habitual (e agradável) ar condicionado das salas de desfile. A mesma temperatura brindou quem assistiu ao desfile de Mario Queiroz. Mas o estilista surpreendeu com cinturas altas masculinas e shorts que sobrepunham calças.

Alexandre Herchcovitch abusou do tafetá em sua coleção e apostou na transparência de tecidos fluidos, ora acompanhados por forros floridos, ora exibindo a lingerie. Aplicações em metal e tecido no barrado da saia preta deram peso à saia que foi destaque da apresentação. A Vide Bula, com inspiração gótica aproveitou o preto acompanhado de tons berrantes, como o vermelho e o verde limão.


Verde e amarelo – Tudo bem que é inverno, mas a temperatura alta do Brasil permite que a moda praia dê as caras na Fashion Week. Amir Slama abusou do ufanismo em sua Rosa Chá, sem deixar de lado o romantismo, em peças que mais lembravam lingerie. "É como se uma princesa acordasse em plena Copa do Mundo", disse. O futebol tupiniquim estava presente, do branco ao dourado, passando pelo verde e marinho e sutilmente combinado com o rosa. E, claro, na trilha, que misturava o erudito com a bateria das torcidas de São Paulo e Flamengo, num carnaval bem típico do Esporte Bretão.

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