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Bairro Mauá, em S.Caetano, vira alvo de assaltantes


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

02/09/2005 | 08:06


Uma onda de assaltos aterroriza o bairro Mauá, em São Caetano. Em uma breve visita às ruas do bairro, a reportagem identificou pelo menos seis vítimas de roubo. As polícias Militar e Civil reconhecem o problema e prometem que os moradores voltarão a se sentir seguros em suas casas. No primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, São Caetano teve aumento de 44,37% nos roubos de veículos.

O Astra do empresário J.L.P., 59 anos, foi levado na última sexta-feira, dia 26. Mas não foi só isso. Além de jóias, dinheiro e aparelhos domésticos, o aposentado e sua mulher, de 56 anos, perderam de vez o sossego. Depois de ser espancada pelos assaltantes, a mulher de P. se recusa a voltar para a residência. "Minha esposa tem síndrome do pânico, que, com o assalto, piorou de vez", afirma o empresário.

Antes de entrarem na casa de P., os assaltantes invadiram a residência do vizinho J.A., 58 anos. "Eles devem ter nos confundido com o vizinho. Chamaram minha mulher pelo nome da mulher dele. Daqui levaram dinheiro, computador e outras coisas. Depois, trancaram todo mundo no banheiro e invadiram a casa vizinha", conta o aposentado J.A.. É o terceiro assalto em um ano na casa dele.

Além de serem vítimas de assaltos, o aposentado A. e o empresário P. têm outra coisa em comum: moram na mesma rua, a Rio Grande da Serra. A rua, de poucos quarteirões, nos últimos 20 dias, teve quatro assaltos, três dos quais incluíram roubo de veículos. Na média, o número corresponde ao dobro de roubos e furtos de carros em 2004 em outra Rio Grande da Serra, a cidade. O município da região teve cerca de duas ocorrências por mês no ano passado. Esse ano, o número subiu para cerca de quatro casos por mês. A média de furtos de roubos de veículos em São Caetano é de 194 ao mês.

Na rua Rio Grande da Serra, o aumento do número de roubos mudou a rotina dos moradores. O oficial da reserva Hyderval Giacomini, 70, nunca teve seu carro roubado. "Eu que sou militar fico sempre alerta quando chego em casa. Se precisar, dou uma ou duas voltas no quarteirão. Mas a violência aqui está demais", reclama. A vizinha de Giacomini, Cleuza Duran, 59, não teve a mesma sorte. Viu o carro do genro ser levado da porta da sua casa. "Daqui de dentro, vi os ladrões chegarem armados e levarem o carro. Agora, por precaução, a gente lava a calçada de dentro do portão", conta Cleuza.

No bairro Mauá, os roubos não são privilégio dos moradores da rua Rio Grande da Serra. Na última segunda-feira, a vítima foi a filha de Eunice Cavalcanti, 72 anos, moradora da rua Carmine Perrela. "E não é a primeira vez. É o segundo carro que a minha filha perde. As duas vezes ela estava com criança no carro", afirma Eunice.

Várias casas da rua têm cercas elétricas, interfones, muros altos. "Mas não adianta nada. Quando eles querem levar, levam de qualquer jeito", conclui a dona-de-casa Eunice.

A Polícia Militar admite que a situação no bairro Mauá é grave. Para tentar diminuir os assaltos, a corporação pretende aumentar o número de viaturas e homens da PM circulando pelo bairro. "Pretendemos também aumentar os bloqueios, que afastam os criminosos e também acabam acarretando em prisões", afirma o capitão Hélvio Garcia Leal, CPA-M6.

O delegado titular da cidade, Adilson Aquino, também reconhece o problema no bairro. "O crime não é estático. Se você reprime em algum ponto, os criminosos acabam migrando para outro", afirma o delegado. Para ele, o bairro Mauá também tem características que facilitam a ação dos criminosos. Entre as razões apontadas, está o fato de que o bairo fica na divisa da cidade com São Bernardo, próxima à avenida Guido Aliberti.

Para combater os furtos e roubos na área, o delegado afirma que investirá em investigação e rondas preventivas. Ele não descarta a possibilidade de que os crimes sejam praticados por uma mesma quadrilha.



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Bairro Mauá, em S.Caetano, vira alvo de assaltantes

Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

02/09/2005 | 08:06


Uma onda de assaltos aterroriza o bairro Mauá, em São Caetano. Em uma breve visita às ruas do bairro, a reportagem identificou pelo menos seis vítimas de roubo. As polícias Militar e Civil reconhecem o problema e prometem que os moradores voltarão a se sentir seguros em suas casas. No primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, São Caetano teve aumento de 44,37% nos roubos de veículos.

O Astra do empresário J.L.P., 59 anos, foi levado na última sexta-feira, dia 26. Mas não foi só isso. Além de jóias, dinheiro e aparelhos domésticos, o aposentado e sua mulher, de 56 anos, perderam de vez o sossego. Depois de ser espancada pelos assaltantes, a mulher de P. se recusa a voltar para a residência. "Minha esposa tem síndrome do pânico, que, com o assalto, piorou de vez", afirma o empresário.

Antes de entrarem na casa de P., os assaltantes invadiram a residência do vizinho J.A., 58 anos. "Eles devem ter nos confundido com o vizinho. Chamaram minha mulher pelo nome da mulher dele. Daqui levaram dinheiro, computador e outras coisas. Depois, trancaram todo mundo no banheiro e invadiram a casa vizinha", conta o aposentado J.A.. É o terceiro assalto em um ano na casa dele.

Além de serem vítimas de assaltos, o aposentado A. e o empresário P. têm outra coisa em comum: moram na mesma rua, a Rio Grande da Serra. A rua, de poucos quarteirões, nos últimos 20 dias, teve quatro assaltos, três dos quais incluíram roubo de veículos. Na média, o número corresponde ao dobro de roubos e furtos de carros em 2004 em outra Rio Grande da Serra, a cidade. O município da região teve cerca de duas ocorrências por mês no ano passado. Esse ano, o número subiu para cerca de quatro casos por mês. A média de furtos de roubos de veículos em São Caetano é de 194 ao mês.

Na rua Rio Grande da Serra, o aumento do número de roubos mudou a rotina dos moradores. O oficial da reserva Hyderval Giacomini, 70, nunca teve seu carro roubado. "Eu que sou militar fico sempre alerta quando chego em casa. Se precisar, dou uma ou duas voltas no quarteirão. Mas a violência aqui está demais", reclama. A vizinha de Giacomini, Cleuza Duran, 59, não teve a mesma sorte. Viu o carro do genro ser levado da porta da sua casa. "Daqui de dentro, vi os ladrões chegarem armados e levarem o carro. Agora, por precaução, a gente lava a calçada de dentro do portão", conta Cleuza.

No bairro Mauá, os roubos não são privilégio dos moradores da rua Rio Grande da Serra. Na última segunda-feira, a vítima foi a filha de Eunice Cavalcanti, 72 anos, moradora da rua Carmine Perrela. "E não é a primeira vez. É o segundo carro que a minha filha perde. As duas vezes ela estava com criança no carro", afirma Eunice.

Várias casas da rua têm cercas elétricas, interfones, muros altos. "Mas não adianta nada. Quando eles querem levar, levam de qualquer jeito", conclui a dona-de-casa Eunice.

A Polícia Militar admite que a situação no bairro Mauá é grave. Para tentar diminuir os assaltos, a corporação pretende aumentar o número de viaturas e homens da PM circulando pelo bairro. "Pretendemos também aumentar os bloqueios, que afastam os criminosos e também acabam acarretando em prisões", afirma o capitão Hélvio Garcia Leal, CPA-M6.

O delegado titular da cidade, Adilson Aquino, também reconhece o problema no bairro. "O crime não é estático. Se você reprime em algum ponto, os criminosos acabam migrando para outro", afirma o delegado. Para ele, o bairro Mauá também tem características que facilitam a ação dos criminosos. Entre as razões apontadas, está o fato de que o bairo fica na divisa da cidade com São Bernardo, próxima à avenida Guido Aliberti.

Para combater os furtos e roubos na área, o delegado afirma que investirá em investigação e rondas preventivas. Ele não descarta a possibilidade de que os crimes sejam praticados por uma mesma quadrilha.

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