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Indústrias da região sofrem com a falta de crédito

Cerca de 80% das empresas sentem que acesso a empréstimos continua difícil por conta da crise


Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

27/02/2009 | 08:19


O crédito mantém-se entre os principais obstáculos impostos pela crise financeira. Segundo levantamento da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, 80% das indústrias da região consideram o acesso a empréstimos muito difícil.

"O custo do dinheiro segue em alta em relação aos padrões do começo do ano passado", afirma o secretário executivo da agência, Fausto Cestari. Em algumas modalidades, o aumento chegou a 50% e as medidas do governo não têm trazido forte alívio. No Grande ABC, os reflexos da crise são ainda maiores, tendo em vista a importância dos setores automobilístico, industrial e de bens de capital na região. "Se não pegou o Brasil de forma homogênea, aqui essa falta de crédito tem feito grande estrago", explica Cestari.

O seminário O ABC do diálogo e do desenvolvimento, que contará com a presença de representantes do governo federal, das prefeituras municipais e dos setores empresarial e trabalhista, promete avaliar impactos e estudar saídas para a região. "Teremos discussões emergenciais. No mínimo, formaremos visão mais homogênea da questão regional."

Valter Moura, presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), aponta que já existe uma vontade política para reversão do cenário. "Com conversas, conseguiremos estancar essa situação negativa", acredita. "Tudo depende do entendimento entre todos os agentes econômicos."

No entanto, segundo o diretor do Sebrae-SP, Milton Dallari, não bastam discussões. Hoje, a maior dificuldade não está no custo do crédito na região, mas na vontade de instituições financeiras de emprestar. "Para o micro e pequeno empresário sempre foi difícil. Hoje, eles estão à deriva do processo". Para ele, faltam medidas objetivas que ofereçam o crédito em condições adequadas ao pequeno empreendedor. "Os bancos ainda estão ‘com o pé atrás'. Falta determinar quem fornecerá e como será concedido o crédito."

Apesar das dificuldades apontadas pelos setores produtivos e comerciais, fontes do mercado financeiro afirmam que já existe uma queda no custo do crédito. No entanto, o número de contratos de empréstimo fechados segue restrito em relação ao início do ano passado, comprovando o receio dos empresários.

‘Precisamos de medidas preventivas', diz a Acisbec

Para o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura, o seminário que será realizado dias 11 e 12 vem em bom momento.

"O Brasil está em posição menos desconfortável do que outros países, mas precisamos de medidas preventivas para que a crise não nos pegue ‘de calça curta'", afirmou.

O dirigente avalia que algumas decisões que foram tomadas pelo governo federal ajudam, como a ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego. "Mas as taxas de juros continuam muito altas e pagamos impostos excessivos", disse Moura.

Ainda de acordo com o presidente da Acisbec, seria importante também que houvesse um pacto entre empresários e trabalhadores para superar esse momento de dificuldades da economia global. (Leone Farias)

Secretários de Desenvolvimento discutem saídas para a crise

A proteção ao emprego na região começou a movimentar o primeiro escalão das prefeituras das sete cidades do Grande ABC.

Quinta-feira, secretários de Desenvolvimento Econômico da região, entre representantes de outros setores, reuniram-se a fim de propor medidas para combater os reflexos negativos da crise financeira.

No encontro, os secretários definiram os pontos que necessitam de mais atenção. "A prioridade é encontrar saídas para a indústria automobilística, que foi o setor que teve mais perdas com a crise, depois disso vem o sistema financeiro e por último a construção civil", afirmou Vanderlei Antônio Retondo, secretário de Santo André.

Os itens apontados serão transmitidos aos prefeitos e posteriormente discutidos durante o seminário, que está previsto para os dias 11 e 12 do próximo mês. (Tauana Marin)



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Indústrias da região sofrem com a falta de crédito

Cerca de 80% das empresas sentem que acesso a empréstimos continua difícil por conta da crise

Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

27/02/2009 | 08:19


O crédito mantém-se entre os principais obstáculos impostos pela crise financeira. Segundo levantamento da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, 80% das indústrias da região consideram o acesso a empréstimos muito difícil.

"O custo do dinheiro segue em alta em relação aos padrões do começo do ano passado", afirma o secretário executivo da agência, Fausto Cestari. Em algumas modalidades, o aumento chegou a 50% e as medidas do governo não têm trazido forte alívio. No Grande ABC, os reflexos da crise são ainda maiores, tendo em vista a importância dos setores automobilístico, industrial e de bens de capital na região. "Se não pegou o Brasil de forma homogênea, aqui essa falta de crédito tem feito grande estrago", explica Cestari.

O seminário O ABC do diálogo e do desenvolvimento, que contará com a presença de representantes do governo federal, das prefeituras municipais e dos setores empresarial e trabalhista, promete avaliar impactos e estudar saídas para a região. "Teremos discussões emergenciais. No mínimo, formaremos visão mais homogênea da questão regional."

Valter Moura, presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), aponta que já existe uma vontade política para reversão do cenário. "Com conversas, conseguiremos estancar essa situação negativa", acredita. "Tudo depende do entendimento entre todos os agentes econômicos."

No entanto, segundo o diretor do Sebrae-SP, Milton Dallari, não bastam discussões. Hoje, a maior dificuldade não está no custo do crédito na região, mas na vontade de instituições financeiras de emprestar. "Para o micro e pequeno empresário sempre foi difícil. Hoje, eles estão à deriva do processo". Para ele, faltam medidas objetivas que ofereçam o crédito em condições adequadas ao pequeno empreendedor. "Os bancos ainda estão ‘com o pé atrás'. Falta determinar quem fornecerá e como será concedido o crédito."

Apesar das dificuldades apontadas pelos setores produtivos e comerciais, fontes do mercado financeiro afirmam que já existe uma queda no custo do crédito. No entanto, o número de contratos de empréstimo fechados segue restrito em relação ao início do ano passado, comprovando o receio dos empresários.

‘Precisamos de medidas preventivas', diz a Acisbec

Para o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura, o seminário que será realizado dias 11 e 12 vem em bom momento.

"O Brasil está em posição menos desconfortável do que outros países, mas precisamos de medidas preventivas para que a crise não nos pegue ‘de calça curta'", afirmou.

O dirigente avalia que algumas decisões que foram tomadas pelo governo federal ajudam, como a ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego. "Mas as taxas de juros continuam muito altas e pagamos impostos excessivos", disse Moura.

Ainda de acordo com o presidente da Acisbec, seria importante também que houvesse um pacto entre empresários e trabalhadores para superar esse momento de dificuldades da economia global. (Leone Farias)

Secretários de Desenvolvimento discutem saídas para a crise

A proteção ao emprego na região começou a movimentar o primeiro escalão das prefeituras das sete cidades do Grande ABC.

Quinta-feira, secretários de Desenvolvimento Econômico da região, entre representantes de outros setores, reuniram-se a fim de propor medidas para combater os reflexos negativos da crise financeira.

No encontro, os secretários definiram os pontos que necessitam de mais atenção. "A prioridade é encontrar saídas para a indústria automobilística, que foi o setor que teve mais perdas com a crise, depois disso vem o sistema financeiro e por último a construção civil", afirmou Vanderlei Antônio Retondo, secretário de Santo André.

Os itens apontados serão transmitidos aos prefeitos e posteriormente discutidos durante o seminário, que está previsto para os dias 11 e 12 do próximo mês. (Tauana Marin)

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