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Tempo para anúncio de pacote abala construção civil


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

21/02/2009 | 07:00


 A falta de definição por parte do governo federal, que há três meses sinaliza um pacote de apoio à construção civil, atrapalhou os números do setor em janeiro. O índice de vendas Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) apontou queda de 5,68% nas vendas de materiais de construção em janeiro, em relação a dezembro.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 15,72%.

No acumulado de 12 meses até janeiro, o índice de vendas acumula crescimento de 11,02% e a expectativa da Abramat é que as vendas em 2009 cresçam 5%, se o governo anunciar ainda no primeiro trimestre o pacote de ajuda ao setor.

Para o presidente da Abramat, Melvyn Fox, houve redução da demanda pelo consumidor final no período, mas a principal causa foi a queda das encomendas pelo varejo. "Como uma das medidas em estudo pelo governo prevê a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os materiais, as lojas preferiram reduzir estoques com o preço antigo, para refazê-los após o anúncio da medida", afirmou.

A expectativa do setor era de que as medidas fossem anunciadas já em janeiro, mas a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta semana que o pacote só deverá ser lançado daqui um mês.

VAGAS - Em janeiro também houve queda no número de empregos do setor, de 2,71% em relação a dezembro e de 4,08% em relação a janeiro de 2008. Entre janeiro e fevereiro, disse Fox, as indústrias de materiais de construção demitiram em torno de 20 mil pessoas. "Houve uma queda um pouco acima do normal para a época e é possível que haja mais demissões se não houver uma reversão no quadro atual de demanda", avaliou.

Segundo o executivo, as vendas em fevereiro também dão sinais de queda em comparação com o mesmo mês do ano passado. Conforme a pesquisa de sondagem da entidade, em fevereiro, as indústrias operaram com 79% da capacidade instalada ocupada, contra 82% em janeiro e 81% em dezembro.

Neste mês, conforme a pesquisa Termômetro Abramat, as indústrias estão mais pessimistas em relação ao desempenho do setor. "O índice havia melhorado em dezembro, quando o governo falou que lançaria o pacote. Com essa demora, os empresários estão perdendo o ânimo", afirmou Fox.

O índice de intenção de investimentos do setor também se reduziu, para 36% em fevereiro, ante 38% em janeiro e 56% em dezembro.



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Tempo para anúncio de pacote abala construção civil

Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

21/02/2009 | 07:00


 A falta de definição por parte do governo federal, que há três meses sinaliza um pacote de apoio à construção civil, atrapalhou os números do setor em janeiro. O índice de vendas Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) apontou queda de 5,68% nas vendas de materiais de construção em janeiro, em relação a dezembro.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 15,72%.

No acumulado de 12 meses até janeiro, o índice de vendas acumula crescimento de 11,02% e a expectativa da Abramat é que as vendas em 2009 cresçam 5%, se o governo anunciar ainda no primeiro trimestre o pacote de ajuda ao setor.

Para o presidente da Abramat, Melvyn Fox, houve redução da demanda pelo consumidor final no período, mas a principal causa foi a queda das encomendas pelo varejo. "Como uma das medidas em estudo pelo governo prevê a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os materiais, as lojas preferiram reduzir estoques com o preço antigo, para refazê-los após o anúncio da medida", afirmou.

A expectativa do setor era de que as medidas fossem anunciadas já em janeiro, mas a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta semana que o pacote só deverá ser lançado daqui um mês.

VAGAS - Em janeiro também houve queda no número de empregos do setor, de 2,71% em relação a dezembro e de 4,08% em relação a janeiro de 2008. Entre janeiro e fevereiro, disse Fox, as indústrias de materiais de construção demitiram em torno de 20 mil pessoas. "Houve uma queda um pouco acima do normal para a época e é possível que haja mais demissões se não houver uma reversão no quadro atual de demanda", avaliou.

Segundo o executivo, as vendas em fevereiro também dão sinais de queda em comparação com o mesmo mês do ano passado. Conforme a pesquisa de sondagem da entidade, em fevereiro, as indústrias operaram com 79% da capacidade instalada ocupada, contra 82% em janeiro e 81% em dezembro.

Neste mês, conforme a pesquisa Termômetro Abramat, as indústrias estão mais pessimistas em relação ao desempenho do setor. "O índice havia melhorado em dezembro, quando o governo falou que lançaria o pacote. Com essa demora, os empresários estão perdendo o ânimo", afirmou Fox.

O índice de intenção de investimentos do setor também se reduziu, para 36% em fevereiro, ante 38% em janeiro e 56% em dezembro.

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