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Mudança no Hospital da Mulher gera polêmica em Sto.André


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

02/02/2009 | 07:00


A Secretaria de Saúde de Santo André desmente, mas a possibilidade de o Hospital da Mulher receber homens tem provocado polêmica entre organizações que defendem os direitos do gênero feminino. A publicação de portaria que credencia a unidade a realizar vasectomias acendeu ainda mais a discussão.

Presidente do Clube de Mães, Valdinéia Santos Cruz coordenou a distribuição de uma carta aberta ao secretário municipal de Saúde, Leonardo Carlos de Oliveira. A informação publicada pelo Diário no dia 21 de que a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) seria aberta aos homens provocou a reação. "São 52 entidades que estão atentas ao processo e que não vão abrir mão dessa conquista."

Valdinéia lembra que, durante a campanha eleitoral, o prefeito Aidan Ravin (PTB) prometeu um hospital geral no Segundo Distrito, região onde está instalado o Hospital da Mulher. A liberação dos leitos de UTI é vista como uma possível brecha para a transformação da unidade por completo. "Ele tem dado abertura para que ocorra essa mudança."

Coordenadora do Movimento de Mulheres Negras de Santo André, Neusa de Oliveira diz que o Hospital da Mulher não pode se transformar no CHM (Centro Hospitalar Municipal). "É especializado, diferenciado. Não pode banalizar. Por que não se reestrutura o antigo hospital?"

As representantes das entidades dos direitos da mulher ressaltam que o espaço recebe muitas vítimas de violência doméstica. O atendimento exclusivo criaria uma atmosfera mais receptiva.

Diretora do Fé-Minina e da Assessoria e Formação Entre Nós, Cleide Alves dos Santos tem opinião mais moderada. Ela não vê descaracterização com a abertura da UTI e a realização de vasectomias. "O que não pode é virar hospital geral." Mulheres ouvidas pelo Diário nas ruas foram favoráveis à abertura parcial. "Do jeito que está precário o CHM, é positiva a liberação de vagas", afirma a auxiliar Roselene Moreira, 35 anos.

O secretário de Saúde explicou que três leitos de UTI serão exclusivos para mulheres, e, os demais, abertos segundo haja necessidade. Disse ainda que o credenciamento para vasectomias tem a única intenção de angariar recursos para o município e que, por serem simples, as intervenções podem ser feitas em outras unidades. "Nunca deixará de ser o Hospital da Mulher."



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Mudança no Hospital da Mulher gera polêmica em Sto.André

William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

02/02/2009 | 07:00


A Secretaria de Saúde de Santo André desmente, mas a possibilidade de o Hospital da Mulher receber homens tem provocado polêmica entre organizações que defendem os direitos do gênero feminino. A publicação de portaria que credencia a unidade a realizar vasectomias acendeu ainda mais a discussão.

Presidente do Clube de Mães, Valdinéia Santos Cruz coordenou a distribuição de uma carta aberta ao secretário municipal de Saúde, Leonardo Carlos de Oliveira. A informação publicada pelo Diário no dia 21 de que a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) seria aberta aos homens provocou a reação. "São 52 entidades que estão atentas ao processo e que não vão abrir mão dessa conquista."

Valdinéia lembra que, durante a campanha eleitoral, o prefeito Aidan Ravin (PTB) prometeu um hospital geral no Segundo Distrito, região onde está instalado o Hospital da Mulher. A liberação dos leitos de UTI é vista como uma possível brecha para a transformação da unidade por completo. "Ele tem dado abertura para que ocorra essa mudança."

Coordenadora do Movimento de Mulheres Negras de Santo André, Neusa de Oliveira diz que o Hospital da Mulher não pode se transformar no CHM (Centro Hospitalar Municipal). "É especializado, diferenciado. Não pode banalizar. Por que não se reestrutura o antigo hospital?"

As representantes das entidades dos direitos da mulher ressaltam que o espaço recebe muitas vítimas de violência doméstica. O atendimento exclusivo criaria uma atmosfera mais receptiva.

Diretora do Fé-Minina e da Assessoria e Formação Entre Nós, Cleide Alves dos Santos tem opinião mais moderada. Ela não vê descaracterização com a abertura da UTI e a realização de vasectomias. "O que não pode é virar hospital geral." Mulheres ouvidas pelo Diário nas ruas foram favoráveis à abertura parcial. "Do jeito que está precário o CHM, é positiva a liberação de vagas", afirma a auxiliar Roselene Moreira, 35 anos.

O secretário de Saúde explicou que três leitos de UTI serão exclusivos para mulheres, e, os demais, abertos segundo haja necessidade. Disse ainda que o credenciamento para vasectomias tem a única intenção de angariar recursos para o município e que, por serem simples, as intervenções podem ser feitas em outras unidades. "Nunca deixará de ser o Hospital da Mulher."

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