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Fim de parceria com Caixa deixa 700 atletas órfãos em S.Bernardo

Divulgação/PMSBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Contratos somam R$ 2,6 milhões e mantinham equipes de ginástica, de atletismo e os equipamentos


Anderson Fattori

09/05/2018 | 07:00


A não renovação do contrato de São Bernardo com a Caixa deve interferir na vida de pelo menos 700 atletas que usam as dependências dos centros de ginástica e de atletismo, que funcionam no terreno do antigo clube da Volks, no Jardim Irajá. O banco avisou que não tem mais interesse em seguir com a parceria e isso inclui os naming rights (nomes) dos equipamentos. Caso não encontre outro parceiro, a cidade teria de custear sozinha os projetos.

Os contratos somam, no total, R$ 2,6 milhões. O primeiro a vencer é o dos naming rights dos ginásios, que tem custo de R$ 1,8 milhão e termina em junho. Em agosto encerra o outro contrato, no valor de R$ 800 mil, usado para manter a equipe e para fazer melhorias nos equipamentos.

A Caixa alega que o rompimento com a cidade faz parte de “decisão estratégica e revisão orçamentária”. Em nota, a instituição financeira ainda diz que “não recebeu proposta por parte da Prefeitura de São Bernardo para renovação do vínculo e, por isso, remanejou os recursos para outros projetos.” O banco salienta que a decisão não tem relação com os recentes casos de abuso sexual cometidos pelo técnico Fernando de Carvalho Lopes, afastado da equipe são-bernardense em 2016, desde que surgiram as primeiras denúncias.

A decisão pode comprometer a participação de diversos atletas de São Bernardo que estão em pleno ciclo olímpico com foco nos Jogos de Tóquio, em 2020, entre eles os ginastas Diego Hypólito e Caio Souza, ambos atletas da Seleção Brasileira de Ginástica. O espaço são-bernardense, aliás, é cotado para servir de preparação para o time brasileiro nos meses que antecederem a viagem ao Japão.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de São Bernardo não tinha informado se havia sido comunicada da decisão da Caixa. Em nota enviada ao Diário, a Secretaria de Esporte e Lazer informou que “o contrato tem vigência até agosto deste ano. Até o momento, a administração não recebeu qualquer notificação oficial da empresa sobre a manutenção ou não do convênio”.


Goto tem até hoje para se explicar ao COB

Termina hoje o prazo para o coordenador técnico da Seleção Brasileira de Ginástica, Marcos Goto, apresentar justificativas ao processo aberto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) para averiguar as informações de que ele tinha conhecimentos dos supostos casos de abusos sexuais cometidos pelo ex-treinador Fernando de Carvalho Lopes.

A expectativa é a de que o treinador apresente suas explicações, juntamento com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) dentro do prazo, já que o COB não se convenceu do vídeo gravado por ele na semana passada.

Após as defesas, os cinco integrantes do conselho de ética irão se reunir para analisar o caso. Se entenderem que há necessidade de abertura de investigação, será nomeado um relator, que chamará os envolvidos para depor.

O caso será julgado de acordo com o que manda o código de ética do COB. No caso de prestadores de serviço do órgão, que é a situação de Goto, que tem os salários pagos pelo Comitê Olímpico, dependendo da gravidade de falta ou deslize ético, pode haver uma recomendação para que o funcionário seja desligado da entidade. 



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Fim de parceria com Caixa deixa 700 atletas órfãos em S.Bernardo

Contratos somam R$ 2,6 milhões e mantinham equipes de ginástica, de atletismo e os equipamentos

Anderson Fattori

09/05/2018 | 07:00


A não renovação do contrato de São Bernardo com a Caixa deve interferir na vida de pelo menos 700 atletas que usam as dependências dos centros de ginástica e de atletismo, que funcionam no terreno do antigo clube da Volks, no Jardim Irajá. O banco avisou que não tem mais interesse em seguir com a parceria e isso inclui os naming rights (nomes) dos equipamentos. Caso não encontre outro parceiro, a cidade teria de custear sozinha os projetos.

Os contratos somam, no total, R$ 2,6 milhões. O primeiro a vencer é o dos naming rights dos ginásios, que tem custo de R$ 1,8 milhão e termina em junho. Em agosto encerra o outro contrato, no valor de R$ 800 mil, usado para manter a equipe e para fazer melhorias nos equipamentos.

A Caixa alega que o rompimento com a cidade faz parte de “decisão estratégica e revisão orçamentária”. Em nota, a instituição financeira ainda diz que “não recebeu proposta por parte da Prefeitura de São Bernardo para renovação do vínculo e, por isso, remanejou os recursos para outros projetos.” O banco salienta que a decisão não tem relação com os recentes casos de abuso sexual cometidos pelo técnico Fernando de Carvalho Lopes, afastado da equipe são-bernardense em 2016, desde que surgiram as primeiras denúncias.

A decisão pode comprometer a participação de diversos atletas de São Bernardo que estão em pleno ciclo olímpico com foco nos Jogos de Tóquio, em 2020, entre eles os ginastas Diego Hypólito e Caio Souza, ambos atletas da Seleção Brasileira de Ginástica. O espaço são-bernardense, aliás, é cotado para servir de preparação para o time brasileiro nos meses que antecederem a viagem ao Japão.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de São Bernardo não tinha informado se havia sido comunicada da decisão da Caixa. Em nota enviada ao Diário, a Secretaria de Esporte e Lazer informou que “o contrato tem vigência até agosto deste ano. Até o momento, a administração não recebeu qualquer notificação oficial da empresa sobre a manutenção ou não do convênio”.


Goto tem até hoje para se explicar ao COB

Termina hoje o prazo para o coordenador técnico da Seleção Brasileira de Ginástica, Marcos Goto, apresentar justificativas ao processo aberto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) para averiguar as informações de que ele tinha conhecimentos dos supostos casos de abusos sexuais cometidos pelo ex-treinador Fernando de Carvalho Lopes.

A expectativa é a de que o treinador apresente suas explicações, juntamento com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) dentro do prazo, já que o COB não se convenceu do vídeo gravado por ele na semana passada.

Após as defesas, os cinco integrantes do conselho de ética irão se reunir para analisar o caso. Se entenderem que há necessidade de abertura de investigação, será nomeado um relator, que chamará os envolvidos para depor.

O caso será julgado de acordo com o que manda o código de ética do COB. No caso de prestadores de serviço do órgão, que é a situação de Goto, que tem os salários pagos pelo Comitê Olímpico, dependendo da gravidade de falta ou deslize ético, pode haver uma recomendação para que o funcionário seja desligado da entidade. 

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