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Cesta básica sobe
R$ 19 na semana

Consumidor desembolsa R$ 381 por conjunto de itens;
proximidade do 13º mantém preços de alimentos em alta


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

26/11/2010 | 07:15


O consumidor do Grande ABC deve continuar a sentir o peso excessivo dos preços na hora de encher o carrinho do supermercado pelos próximos dias. Com o maior preço registrado no ano, a cesta sai, nesta semana por R$ 381,20 - R$ 19 a mais do que na semana anterior.

Pesquisa semanal realizada pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) mostra que dos 34 itens pesquisados, 22 registraram aumento no período, com alta geral de 5,46% em relação a semana anterior. Para o engenheiro agrônomo da companhia, Fábio Vezzá de Benedetto, o pagamento da primeira parcela do 13º, que acontece na próxima semana, deve contribuir para manter os preços nas alturas.

"É difícil cair, principalmente para as carnes. A demanda já está reprimida e as pessoas estão comprando menos carne do que gostariam. Quando receberem o 13º, a procura vai aumentar ainda mais e os preços também", alerta.

Nesta semana, a carne bovina registrou variação de 7,56% e o quilo do coxão mole já custa, em média, R$ 17,92. Com o produto em alta, a demanda do frango também cresceu, o que fez com que o item sofresse alteração no valor médio, com elevação de 7,22%.

"O tipo de carne escolhido e se ele será pego do açougue do supermercado ou das bandejas já selecionadas também influe no preço final", orienta ele, que ressalta que a diferença de valores entre os estabelecimentos pesquisados foi de até 46%.

Depois de dar sinais de recuperação, o feijão voltou à cena como vilão do preço alto. O grão foi encontrado nesta semana por até R$ 4,99 e sai, em média, por R$ 3,86, expansão de 2,12% ou R$ 0,08. "Foi algo pontual, mas a tendência é de que melhore a oferta nas próximas semanas", minimiza.

Após repetidas quedas, o pãozinho também voltou a subir e sai até 5,88% mais caro no período. No entanto, Benedetto avisa que outros produtos derivados do trigo tiveram queda e orienta que, neste caso, a pesquisa de preço também é a melhor saída. "Muitos mercados fazem promoções no preço do pão e outros têm valores muito maiores do que padarias. Isso dá diferença", diz.

O engenheiro aponta, no entanto, que o arroz e itens como bolachas, margarina e extrato de tomate tiveram variação negativa e ajudam a compensar a alta dos outros produtos.

HIGIENE E LIMPEZA - Mas não foram apenas os alimentos que sofreram alterações. Sem poder culpar a mudança climática ou a entressafra, os produtos de higiene e limpeza, todos, tiveram oscilação. Sabonete, sabão em barra, detergente e sabão em pó estão custando até 15,63% a mais nesta semana, segundo a pesquisa.

"Começou com o sabão em pó há pouco mais de um mês e agora atingiu os outros produtos. Isso é por conta da demanda e remarcação de preço mesmo", avisa o engenheiro.



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