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Previsão de R$ 773,4 mi passa em São Caetano


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

24/11/2010 | 07:08


Como era calculado pela conjectura exposta nos corredores do Legislativo, o orçamento de 2011 de São Caetano foi aprovado ontem pelos vereadores, em primeira votação, só que levantando questões pontuais que repercutiram no plenário como o baixo crescimento proporcional em relação ao ano anterior e o tão questionado 100% de remanejamento. A peça no valor total de R$ 773,4 milhões teve o menor acréscimo entre as cidades do Grande ABC, 3,8% se comparado com o exercício de 2010.

O líder do governo na Câmara, vereador Paulo Bottura (PTB), defendeu a matéria com a justificativa de que o prefeito José Auricchio Júnior (PTB) está agindo com os pés no chão. "Hoje a realidade é diferente. Os critérios de previsão são pautados por funcionários de carreira capacitados. Dentro do contexto de arrecadação iremos buscar os mesmos valores. Superestimar e depois não conseguir cumprir é que seria ruim. Referente ao remanejamento, existe os investimentos exigidos por lei afiançados na Constituição, então não é tudo que se pode alterar. Fica a cargo de emergência", avaliou o petebista.

Para o petista Edgar Nóbrega, a peça orçamentária pode ser considerada obra de ficção devido a estimativa despretensiosa. "Podemos trabalhar com a realidade. O orçamento não pode ser apenas exercício de feijão com arroz. Poderíamos ser arrojados, já que a economia está em franca ascensão no Brasil."

O parlamentar Fábio Palácio (PR) ponderou que colocar os valores acima não garante o investimento na cidade. "No ano passado, por exemplo, executamos 10% a menos do que foi previsto justamente por conta da crise que prejudicou a economia. Em 2009 a arrecadação foi baixa e sentimos o reflexo. As outras cidades da região que tiveram percentual maior se devem às aplicações do governo federal. E as prefeituras do PT ficam em vantagem por conta disso. Se São Bernardo não tivesse recebido todo o montante da União teria deficit."

Segundo o republicano, a maior mudança no município em relação ao remanejamento foi caracterizada na transição de estrutura administrativa da Prefeitura. "Na época da alteração de diretorias para secretarias houve 22% de remanejamento da aplicação da verba para executar essa reforma."

De acordo com o oposicionista Gilberto Costa (PP), ele fará cerca de 30 emendas para serem discutidas em plenário em razão da falta de confiança do chefe do Executivo municipal. "O orçamento mostra que não há gestão, existem muitos programas atrasados. A secretária de Finanças Sonia Aparecida Nogueira) não veio nos apresentar a peça na semana passada e nem procurou esclarecer pontos duvidosos que pretendíamos abordar. Nos deixaram sem resposta alguma", reclamou.

Na sessão de terça-feira o projeto entrará para avaliação em segunda discussão e votação.



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Previsão de R$ 773,4 mi passa em São Caetano

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

24/11/2010 | 07:08


Como era calculado pela conjectura exposta nos corredores do Legislativo, o orçamento de 2011 de São Caetano foi aprovado ontem pelos vereadores, em primeira votação, só que levantando questões pontuais que repercutiram no plenário como o baixo crescimento proporcional em relação ao ano anterior e o tão questionado 100% de remanejamento. A peça no valor total de R$ 773,4 milhões teve o menor acréscimo entre as cidades do Grande ABC, 3,8% se comparado com o exercício de 2010.

O líder do governo na Câmara, vereador Paulo Bottura (PTB), defendeu a matéria com a justificativa de que o prefeito José Auricchio Júnior (PTB) está agindo com os pés no chão. "Hoje a realidade é diferente. Os critérios de previsão são pautados por funcionários de carreira capacitados. Dentro do contexto de arrecadação iremos buscar os mesmos valores. Superestimar e depois não conseguir cumprir é que seria ruim. Referente ao remanejamento, existe os investimentos exigidos por lei afiançados na Constituição, então não é tudo que se pode alterar. Fica a cargo de emergência", avaliou o petebista.

Para o petista Edgar Nóbrega, a peça orçamentária pode ser considerada obra de ficção devido a estimativa despretensiosa. "Podemos trabalhar com a realidade. O orçamento não pode ser apenas exercício de feijão com arroz. Poderíamos ser arrojados, já que a economia está em franca ascensão no Brasil."

O parlamentar Fábio Palácio (PR) ponderou que colocar os valores acima não garante o investimento na cidade. "No ano passado, por exemplo, executamos 10% a menos do que foi previsto justamente por conta da crise que prejudicou a economia. Em 2009 a arrecadação foi baixa e sentimos o reflexo. As outras cidades da região que tiveram percentual maior se devem às aplicações do governo federal. E as prefeituras do PT ficam em vantagem por conta disso. Se São Bernardo não tivesse recebido todo o montante da União teria deficit."

Segundo o republicano, a maior mudança no município em relação ao remanejamento foi caracterizada na transição de estrutura administrativa da Prefeitura. "Na época da alteração de diretorias para secretarias houve 22% de remanejamento da aplicação da verba para executar essa reforma."

De acordo com o oposicionista Gilberto Costa (PP), ele fará cerca de 30 emendas para serem discutidas em plenário em razão da falta de confiança do chefe do Executivo municipal. "O orçamento mostra que não há gestão, existem muitos programas atrasados. A secretária de Finanças Sonia Aparecida Nogueira) não veio nos apresentar a peça na semana passada e nem procurou esclarecer pontos duvidosos que pretendíamos abordar. Nos deixaram sem resposta alguma", reclamou.

Na sessão de terça-feira o projeto entrará para avaliação em segunda discussão e votação.

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