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Educação, inovação e qualificação

Na semana passada, participei do Colóquio Educação Profissional e Inovação, no auditório da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Brasília


Cláudio Conz

19/08/2010 | 00:00


Na semana passada, participei do Colóquio Educação Profissional e Inovação, no auditório da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Brasília, organizado pelo Observatório da Equidade do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), da Presidência da República. Participaram do encontro empresários, representantes dos Ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação além de diretores de associações setoriais, como é o caso da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que presido. Ao todo, cerca de 300 pessoas participaram do evento.

O principal objetivo deste encontro, foi de aprofundar as discussões a propósito dos rumos da educação profissional, técnica e tecnológica no Brasil, diante das perspectivas econômicas e sociais do País, com foco nos desafios para a formação de trabalhadores para a sociedade do conhecimento e para a inovação.

Durante o evento, foram apresentadas as linhas gerais propostas pelos mais de 4.000 participantes da 4ª CNCTI (Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação), que foi realizada em maio. Na ocasião, foram sugeridos quatro desafios aos participantes: o de manter o investimentos em CT&I, liderando a expansão econômica do País para assegurar a estabilidade e defletir as pressões inflacionárias; fortalecer a capacidade de inovação das empresas brasileiras; ampliar as exportações de manufaturados e diminuir a dependência da importação de itens estratégicos com produção local compartilhada; e ampliar a capacidade de formação de recursos humanos e a infraestrutura da pesquisa científica e tecnológica.

O projeto apoia o estabelecimento de políticas públicas e ações que promovam igualdade na sociedade. Este observatório identifica as desigualdades no ensino e formula propostas para melhorar o nível de escolaridade e também o desempenho do sistema educacional. Para o Conselho da República, do qual faço parte, precisamos criar uma política de formação profissional para deixar de ser um País exportador de produtos primários e podermos desenvolver produção de maior valor agregado.

Um dos principais temas propostos no colóquio foi que a formação profissional precisa estar atenta à inovação e aos avanços tecnológicos. Penso que precisamos sim formar engenheiros e pesquisadores que vão desenvolver novas tecnologias, mas não podemos nos esquecer do pessoal na outra ponta da cadeia: os profissionais de chão de fábrica e os operários. Para o nosso setor da construção, um dos campeões em acidentes de trabalho, qualificar este profissional é fundamental e este também foi um assunto discutido durante o evento.

No dia-a-dia, vivenciamos na prática a falta de mão de obra qualificada, que acaba acarretando diversos problemas tanto para o setor da construção, como para outros setores da economia nacional. Muitas vezes, o que vemos é que o aluno sai da escola sem condições de entrar para o mercado de trabalho. O Ensino Básico é insuficiente, precisamos preparar melhor nossos jovens, para gerar emprego e renda. O que acontece é que existem vagas que acabam não sendo preenchidas por falta de qualificação. Temos de promover cursos de capacitação alinhados às demandas do mercado.

Não tenho dúvidas de que a qualidade da educação é um dos pilares do crescimento sustentado. Para alcançarmos uma educação de qualidade, é preciso aprofundarmos o debate sobre a importância do fortalecimento e de uma maior articulação das políticas públicas e privadas de formação de trabalhadores e os rumos desejáveis para suprir as demandas que emergirão no processo de desenvolvimento nacional.

Temos grandes desafios pela frente, para todos os setores da nossa economia. Vemos nosso País crescendo e precisamos dar conta de tudo que ainda vem por aí. Acredito que o setor do qual faço parte, o da construção civil, tem papel fundamental no cenário que vem se desenhando. Teremos uma Copa do Mundo aqui em 2014 e uma Olimpíada em 2016. Como vamos nos preparar para isso? A qualificação tem de ser imediata para que possamos atingir nossos objetivos. É de fundamental importância que toda a sociedade civil se comprometa para que o Brasil continue crescendo com responsabilidade, aproveitando as oportunidades e fazendo bonito. É hora de colocar tudo isso em prática e trabalhar muito.



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Educação, inovação e qualificação

Na semana passada, participei do Colóquio Educação Profissional e Inovação, no auditório da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Brasília

Cláudio Conz

19/08/2010 | 00:00


Na semana passada, participei do Colóquio Educação Profissional e Inovação, no auditório da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Brasília, organizado pelo Observatório da Equidade do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), da Presidência da República. Participaram do encontro empresários, representantes dos Ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação além de diretores de associações setoriais, como é o caso da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que presido. Ao todo, cerca de 300 pessoas participaram do evento.

O principal objetivo deste encontro, foi de aprofundar as discussões a propósito dos rumos da educação profissional, técnica e tecnológica no Brasil, diante das perspectivas econômicas e sociais do País, com foco nos desafios para a formação de trabalhadores para a sociedade do conhecimento e para a inovação.

Durante o evento, foram apresentadas as linhas gerais propostas pelos mais de 4.000 participantes da 4ª CNCTI (Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação), que foi realizada em maio. Na ocasião, foram sugeridos quatro desafios aos participantes: o de manter o investimentos em CT&I, liderando a expansão econômica do País para assegurar a estabilidade e defletir as pressões inflacionárias; fortalecer a capacidade de inovação das empresas brasileiras; ampliar as exportações de manufaturados e diminuir a dependência da importação de itens estratégicos com produção local compartilhada; e ampliar a capacidade de formação de recursos humanos e a infraestrutura da pesquisa científica e tecnológica.

O projeto apoia o estabelecimento de políticas públicas e ações que promovam igualdade na sociedade. Este observatório identifica as desigualdades no ensino e formula propostas para melhorar o nível de escolaridade e também o desempenho do sistema educacional. Para o Conselho da República, do qual faço parte, precisamos criar uma política de formação profissional para deixar de ser um País exportador de produtos primários e podermos desenvolver produção de maior valor agregado.

Um dos principais temas propostos no colóquio foi que a formação profissional precisa estar atenta à inovação e aos avanços tecnológicos. Penso que precisamos sim formar engenheiros e pesquisadores que vão desenvolver novas tecnologias, mas não podemos nos esquecer do pessoal na outra ponta da cadeia: os profissionais de chão de fábrica e os operários. Para o nosso setor da construção, um dos campeões em acidentes de trabalho, qualificar este profissional é fundamental e este também foi um assunto discutido durante o evento.

No dia-a-dia, vivenciamos na prática a falta de mão de obra qualificada, que acaba acarretando diversos problemas tanto para o setor da construção, como para outros setores da economia nacional. Muitas vezes, o que vemos é que o aluno sai da escola sem condições de entrar para o mercado de trabalho. O Ensino Básico é insuficiente, precisamos preparar melhor nossos jovens, para gerar emprego e renda. O que acontece é que existem vagas que acabam não sendo preenchidas por falta de qualificação. Temos de promover cursos de capacitação alinhados às demandas do mercado.

Não tenho dúvidas de que a qualidade da educação é um dos pilares do crescimento sustentado. Para alcançarmos uma educação de qualidade, é preciso aprofundarmos o debate sobre a importância do fortalecimento e de uma maior articulação das políticas públicas e privadas de formação de trabalhadores e os rumos desejáveis para suprir as demandas que emergirão no processo de desenvolvimento nacional.

Temos grandes desafios pela frente, para todos os setores da nossa economia. Vemos nosso País crescendo e precisamos dar conta de tudo que ainda vem por aí. Acredito que o setor do qual faço parte, o da construção civil, tem papel fundamental no cenário que vem se desenhando. Teremos uma Copa do Mundo aqui em 2014 e uma Olimpíada em 2016. Como vamos nos preparar para isso? A qualificação tem de ser imediata para que possamos atingir nossos objetivos. É de fundamental importância que toda a sociedade civil se comprometa para que o Brasil continue crescendo com responsabilidade, aproveitando as oportunidades e fazendo bonito. É hora de colocar tudo isso em prática e trabalhar muito.

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