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Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vida e obra de Irmã Dulce são retratadas
em versão cinematográfica que estreia dia 27


Gustavo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

18/11/2014 | 07:00


No momento em que a famosa franquia Marvel soma rios de dinheiro com filmes de super-heróis fictícios, uma verdadeira heroína dá as caras nas telonas Irmã Dulce é o título da obra de Vicente Amorim com previsão de estrear nos cinemas paulistas dia 27. O Diário já conferiu o longa-metragem sobre a vida da missionária e freira Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes.

Irmã Dulce – conhecida também por ‘anjo bom da Bahia’ – já atendia doentes no portão de casa quando tinha 13 anos. A baiana, que morreu em 1992 aos 78 anos, sempre se lembrava emocionada dos ensinamentos da mãe (papel de Glória Pires), com quem distribuiu pães aos mais necessitados pela primeira vez. Depois de um tempo, porém, começou a não se contentar mais em ajudar os pobres com água e comida na rua. Ela sentia a necessidade de melhorar de forma mais efetiva a vida de todos os doentes e famintos.

Mesmo quebrando as regras da instituição a qual pertencia, não se intimidou e saiu às ruas de madrugada, invadiu uma casa vazia para dar abrigo aos sem-teto e até transformou o galinheiro do convento em um ambulatório, que não demorou para virar o Hospital Santo Antônio, localizado em Salvador. “A irmã Dulce está viva até hoje e é isso o que mais fascina. O trabalho dela continua com milhares de pessoas sendo ajudadas por dia. O hospital cresce cada vez mais”, diz Bianca Comparato, atriz que vive a freira em sua fase mais jovem.

O maior mérito do novo filme nacional é exatamente o que a artista menciona. O longa emociona do começo ao fim ao mostrar as obras deixadas por Dulce, com interpretação impressionante de Bianca e de Regina Braga, que vive a feira na fase adulta. As duas contam que se dedicaram até a última gota para fazer o trabalho da forma mais fiel possível. Os trejeitos, o modo de falar e até a forma de andar da Irmã são feitos com perfeição. “Ensaiamos muito juntas, trocando ideias e até com uma fazendo o papel da outra. Perguntava para Bianca de tudo, como, por exemplo, a forma que Dulce se referia a Deus”, diz Regina. “Eu respondia: ‘Apontando para cima’”, completa Bianca.

As atrizes ainda protagonizam história de amor entre Dulce e seu filho de coração, João. O garoto é deixado na porta do convento por sua família e, mesmo com a ajuda da freira, o rapaz vira personagem de um homicídio. Após sair da cadeia (para qual se entregou, a pedidos da ‘mãe’), une todos os moradores da região para tentar fazer com que a irmã realize um sonho: conhecer o papa João Paulo II. “Na verdade, não existe o João. Ele é uma união de vários casos. Dulce atendeu diversos garotos daquela maneira”, explica o diretor Vicente Amorim.

Irmã Dulce também sofria de doença respiratória sem cura e tinha de lidar com a mídia e com os políticos, ponto abordado de forma eficiente pelo diretor, que não deixou de tocar nesses assuntos, mas não fez de nenhum deles o seu foco. “Quis trazer o lado humano da Irmã Dulce que, independentemente da religião, foi uma mulher maravilhosa. Quando se faz biografia, aliás, só há uma fórmula para o sucesso: ser fiel ao caminho do coração do personagem”, finaliza Vicente. 

Outros filmes já eternizaram figuras da Igreja Católica nas telonas - A trajetória de amor e bondade da brasileira Irmã Dulce não é a primeira nem será a última a ser contata nos cinemas. Muitos outros perfis semelhantes já entraram em cartaz no mundo. Em 2003, o filme Madre Teresa foi feito para a televisão com a história de Inês Gonxha Bojaxhiu ou Madre Teresa de Calcutá (interpretada por Olivia Hussey) nascida em Skopja. Aos 21 anos, mudou seu nome para Teresa e ingressou em um convento em Calcutá, na Índia. Onze anos depois deixou o local para trabalhar nos bairros mais pobres da cidade, onde fundou, em 1946, a Congregação das Missionárias da Caridade. A vida da freira, que foi Prêmio Nobel da Paz em 1979 e morreu em 1997, aos 87 anos, deve também ganhar versão para os cinemas sob responsabilidade da Flame Venturas e Origin Entertainment, ainda sem datas de início das gravações.

O papa João Paulo II também teve a sua história contada em projeto que leva o nome do papa e foi feito especialmente para a TV. Com os atores Cary Elwes e Jon Voight dividindo o papel principal, o filme – lançado em 2005 – mostra um pouco o lado do cristão que adorava esportes e amava a juventude. Mostra a vida de João Paulo II desde seu nascimento até a sua morte, em 2005. Outro telefilme sobre o polonês Karol Wojtyla foi feito em 1984, mas sem tanta repercussão. Nesta versão, o papel é do ator Albert Finney. Irmão Sol, Irmã Lua(1972), de Franco Zeffirelli, por sua vez, foca na encenação das vidas de São Francisco de Assis e Santa Clara, a figura de papa Inocêncio III (Alec Guinness) tem papel de destaque.



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Beata ganha os cinemas brasileiros

Vida e obra de Irmã Dulce são retratadas
em versão cinematográfica que estreia dia 27

Gustavo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

18/11/2014 | 07:00


No momento em que a famosa franquia Marvel soma rios de dinheiro com filmes de super-heróis fictícios, uma verdadeira heroína dá as caras nas telonas Irmã Dulce é o título da obra de Vicente Amorim com previsão de estrear nos cinemas paulistas dia 27. O Diário já conferiu o longa-metragem sobre a vida da missionária e freira Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes.

Irmã Dulce – conhecida também por ‘anjo bom da Bahia’ – já atendia doentes no portão de casa quando tinha 13 anos. A baiana, que morreu em 1992 aos 78 anos, sempre se lembrava emocionada dos ensinamentos da mãe (papel de Glória Pires), com quem distribuiu pães aos mais necessitados pela primeira vez. Depois de um tempo, porém, começou a não se contentar mais em ajudar os pobres com água e comida na rua. Ela sentia a necessidade de melhorar de forma mais efetiva a vida de todos os doentes e famintos.

Mesmo quebrando as regras da instituição a qual pertencia, não se intimidou e saiu às ruas de madrugada, invadiu uma casa vazia para dar abrigo aos sem-teto e até transformou o galinheiro do convento em um ambulatório, que não demorou para virar o Hospital Santo Antônio, localizado em Salvador. “A irmã Dulce está viva até hoje e é isso o que mais fascina. O trabalho dela continua com milhares de pessoas sendo ajudadas por dia. O hospital cresce cada vez mais”, diz Bianca Comparato, atriz que vive a freira em sua fase mais jovem.

O maior mérito do novo filme nacional é exatamente o que a artista menciona. O longa emociona do começo ao fim ao mostrar as obras deixadas por Dulce, com interpretação impressionante de Bianca e de Regina Braga, que vive a feira na fase adulta. As duas contam que se dedicaram até a última gota para fazer o trabalho da forma mais fiel possível. Os trejeitos, o modo de falar e até a forma de andar da Irmã são feitos com perfeição. “Ensaiamos muito juntas, trocando ideias e até com uma fazendo o papel da outra. Perguntava para Bianca de tudo, como, por exemplo, a forma que Dulce se referia a Deus”, diz Regina. “Eu respondia: ‘Apontando para cima’”, completa Bianca.

As atrizes ainda protagonizam história de amor entre Dulce e seu filho de coração, João. O garoto é deixado na porta do convento por sua família e, mesmo com a ajuda da freira, o rapaz vira personagem de um homicídio. Após sair da cadeia (para qual se entregou, a pedidos da ‘mãe’), une todos os moradores da região para tentar fazer com que a irmã realize um sonho: conhecer o papa João Paulo II. “Na verdade, não existe o João. Ele é uma união de vários casos. Dulce atendeu diversos garotos daquela maneira”, explica o diretor Vicente Amorim.

Irmã Dulce também sofria de doença respiratória sem cura e tinha de lidar com a mídia e com os políticos, ponto abordado de forma eficiente pelo diretor, que não deixou de tocar nesses assuntos, mas não fez de nenhum deles o seu foco. “Quis trazer o lado humano da Irmã Dulce que, independentemente da religião, foi uma mulher maravilhosa. Quando se faz biografia, aliás, só há uma fórmula para o sucesso: ser fiel ao caminho do coração do personagem”, finaliza Vicente. 

Outros filmes já eternizaram figuras da Igreja Católica nas telonas - A trajetória de amor e bondade da brasileira Irmã Dulce não é a primeira nem será a última a ser contata nos cinemas. Muitos outros perfis semelhantes já entraram em cartaz no mundo. Em 2003, o filme Madre Teresa foi feito para a televisão com a história de Inês Gonxha Bojaxhiu ou Madre Teresa de Calcutá (interpretada por Olivia Hussey) nascida em Skopja. Aos 21 anos, mudou seu nome para Teresa e ingressou em um convento em Calcutá, na Índia. Onze anos depois deixou o local para trabalhar nos bairros mais pobres da cidade, onde fundou, em 1946, a Congregação das Missionárias da Caridade. A vida da freira, que foi Prêmio Nobel da Paz em 1979 e morreu em 1997, aos 87 anos, deve também ganhar versão para os cinemas sob responsabilidade da Flame Venturas e Origin Entertainment, ainda sem datas de início das gravações.

O papa João Paulo II também teve a sua história contada em projeto que leva o nome do papa e foi feito especialmente para a TV. Com os atores Cary Elwes e Jon Voight dividindo o papel principal, o filme – lançado em 2005 – mostra um pouco o lado do cristão que adorava esportes e amava a juventude. Mostra a vida de João Paulo II desde seu nascimento até a sua morte, em 2005. Outro telefilme sobre o polonês Karol Wojtyla foi feito em 1984, mas sem tanta repercussão. Nesta versão, o papel é do ator Albert Finney. Irmão Sol, Irmã Lua(1972), de Franco Zeffirelli, por sua vez, foca na encenação das vidas de São Francisco de Assis e Santa Clara, a figura de papa Inocêncio III (Alec Guinness) tem papel de destaque.

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