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Concurso para diretores é empecilho para estatuto

Paço quer acabar com seleção de gestores de escolas; sindicato é contra a proposta


Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

18/10/2013 | 07:00


Ainda em discussão, o Estatuto dos Profissionais de Educação e do Magistério de São Bernardo está causando polêmica. O Sindserv (Sindicato dos Servidores) não concorda com alguns pontos da proposta apresentada pela Prefeitura.

O principal motivo de descontentamento diz respeito ao fim da realização de concurso público para contratação de diretores de escola, supervisores e coordenadores pedagógicos.

Pela nova regra, para ocupar esses cargos, os profissionais seriam remanejados da própria rede municipal de ensino e indicados pelo Paço. A realização de concurso público seria mantida apenas para a contratação de professores.

Na prática, a norma favoreceria a indicação de profissionais pela Secretaria de Educação, privilegiando apoiadores da titular da Pasta, Cleuza Repulho, que encontra resistência de muitas diretoras de escola.

Cleuza tem utilizado sua página no Facebook para justificar as normas do estatuto. Ontem ela mencionou que “cada profissional que tem direito à progressão (salarial) atrasada será adequado na letra em que deveria estar, depois 10% de aumento e em seguida realocado na nova tabela, sempre com valor igual ou maior”.

“Não podemos aceitar a proposta do jeito que está”, disse o presidente do Sindserv, Giovani Chagas. Segundo ele, a proposta do Estatuto da Educação está sendo analisada do ponto de vista econômico por técnicos do Dieese (Departamento Interestadual de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pelo departamento jurídico da entidade.

Por causa da insatisfação do Sindserv, a consolidação da peça final do estatuto continuará travada e sem previsão de ser encaminhada para votação na Câmara.

Na quarta-feira, um grupo de 20 professoras foi ao Legislativo protestar contra as mudanças que estão sendo projetadas pela administração municipal. O grupo criticou veementemente o plano apresentado durante reunião com os vereadores.

HISTÓRICO

A definição do Estatuto da Educação está sendo discutida desde o ano passado, mas o diálogo entre a Prefeitura e o sindicato não avança, mesmo com debates promovidos pela mesa de negociação permanente entre as duas partes, reaberta em março deste ano. Procurada, a gestão Luiz Marinho (PT) não se manifestou.



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Concurso para diretores é empecilho para estatuto

Paço quer acabar com seleção de gestores de escolas; sindicato é contra a proposta

Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

18/10/2013 | 07:00


Ainda em discussão, o Estatuto dos Profissionais de Educação e do Magistério de São Bernardo está causando polêmica. O Sindserv (Sindicato dos Servidores) não concorda com alguns pontos da proposta apresentada pela Prefeitura.

O principal motivo de descontentamento diz respeito ao fim da realização de concurso público para contratação de diretores de escola, supervisores e coordenadores pedagógicos.

Pela nova regra, para ocupar esses cargos, os profissionais seriam remanejados da própria rede municipal de ensino e indicados pelo Paço. A realização de concurso público seria mantida apenas para a contratação de professores.

Na prática, a norma favoreceria a indicação de profissionais pela Secretaria de Educação, privilegiando apoiadores da titular da Pasta, Cleuza Repulho, que encontra resistência de muitas diretoras de escola.

Cleuza tem utilizado sua página no Facebook para justificar as normas do estatuto. Ontem ela mencionou que “cada profissional que tem direito à progressão (salarial) atrasada será adequado na letra em que deveria estar, depois 10% de aumento e em seguida realocado na nova tabela, sempre com valor igual ou maior”.

“Não podemos aceitar a proposta do jeito que está”, disse o presidente do Sindserv, Giovani Chagas. Segundo ele, a proposta do Estatuto da Educação está sendo analisada do ponto de vista econômico por técnicos do Dieese (Departamento Interestadual de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pelo departamento jurídico da entidade.

Por causa da insatisfação do Sindserv, a consolidação da peça final do estatuto continuará travada e sem previsão de ser encaminhada para votação na Câmara.

Na quarta-feira, um grupo de 20 professoras foi ao Legislativo protestar contra as mudanças que estão sendo projetadas pela administração municipal. O grupo criticou veementemente o plano apresentado durante reunião com os vereadores.

HISTÓRICO

A definição do Estatuto da Educação está sendo discutida desde o ano passado, mas o diálogo entre a Prefeitura e o sindicato não avança, mesmo com debates promovidos pela mesa de negociação permanente entre as duas partes, reaberta em março deste ano. Procurada, a gestão Luiz Marinho (PT) não se manifestou.

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