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Figueira Júnior não disputará outro pleito


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

01/12/2008 | 07:01


A curta trajetória eletiva do vice-prefeito de São Caetano, Walter Figueira Júnior (PTB), terminará de forma prematura. Reeleito para o segundo mandato ao lado do prefeito José Auricchio Júnior (PTB), o petebista terá em seu currículo apenas duas eleições: a de 2004 e a deste ano - em ambas saiu vencedor. Isso porque Figueira Júnior não aspira nova empreitada nas urnas. "Não tenho pretensão nenhuma de cargo (eletivo)", ressalta o paulistano, de 62 anos. Se a trajetória em pleitos é breve, o percurso profissional é extenso. Foi o primeiro professor de Educação Física contratado pela Prefeitura, na década de 1960. Foi orientador de natação, assessor da Detur (Diretoria de Esportes e Turismo) e secretário de Esportes durante as duas últimas gestões de Luiz Tortorello(1997-2004). Em entrevista exclusiva ao Diário, Walter Figueira Júnior diz que o prefeito Auricchio tem "grande chance" de ser presidente do Consórcio Intermunicipal, ressalta que os 78,1% dos votos válidos conquistados pela chapa majoritária petebista credenciam o grupo a fazer o sucessor em 2012 e enfatiza que os desafios do próximo mandato serão "a reforma administrativa, passar pela crise financeira mundial e colocar em prática o plano de governo".

DIÁRIO - A aprovação de Auricchio na eleição traduz o momento pelo qual passa a administração?
FIGUEIRA JÚNIOR - A aprovação das urnas foi o reconhecimento do trabalho. Mostrou que queremos uma responsabilidade redobrada. A produtividade desses últimos anos foi grande e os próximos serão ainda mais dinâmicos. Cumprimos nossas metas. Faremos uma administração comprometida com a estrutura que já foi implantada. Sempre correspondendo às vontades da sociedade que nos recolocou nos cargos.

DIÁRIO - Qual função que o sr. exercerá no segundo mandato?
FIGUEIRA JÚNIOR - Como vice-prefeito, continuo apoiando Auricchio. Estamos plenamente de acordo com as propostas dele. Porque realmente é a modernização. Administrar exige cada vez mais atualização. Principalmente quando há o que chamamos de crise (global). Onde existe isso temos de reagir com trabalho progressista. O papel do vice é fazer os ouvidos da cidade e levar ao prefeito. E dar o respaldo para que tudo o que está sendo planejado possa de fato ser implementado.

DIÁRIO - O sr. já esteve à frente da Secretaria de Educação no início da gestão. Pretende ser secretário novamente?
FIGUEIRA JÚNIOR - Não, não espero nada. Devo cumprir meu papel de vice. Tenho de deixar o prefeito à vontade. Os homens de confiança dele serão os meus também. Isso ainda não foi discutido. Particularmente, não acho necessário. Na necessidade, estaremos presentes como vice. Não aguardamos e não propomos nada nesse sentido. Ele escolherá as pessoas certas para os cargos certos.

DIÁRIO - Auricchio deve ser o presidente do Consórcio Intermunicipal?
FIGUEIRA JÚNIOR - Óbvio que haverá mudança e a tendência é, apesar de ter processo eletivo, haver um acordo de cavalheiros. Acredito que Auricchio tem grande chance de liderar. Mas, antes, ele precisa ver a nossa casa, ver quanto que terá de serviço, nessa fase de secretarias, para poder se dividir entre o Consórcio e a Prefeitura. A hora que ele entrar na entidade, conhecendo o Auricchio como conheço, ele vai exercer uma proposta executiva semelhante com a que fez em São Caetano.

DIÁRIO - Se isso ocorrer, o sr. vai ter responsabilidade ainda maior na administração.
FIGUEIRA JÚNIOR - Continuaremos juntos e o que ele considerar necessário estaremos prontos para fazer. Gosto de executar, nasci para executar. Não significa assumir secretaria, pois tem de ser sangue novo. E não é o mesmo significado de renovação dos atuais diretores. Tem muita gente nova que tem competência e deve continuar, mas é uma nova geração. Podemos ajudar, primeiro, no papel de vice. Segundo, com as experiências que a gente já passou. Procurar fomentar e alimentar as idéias do prefeito, que não serão nada diferentes do que ocorreu no primeiro mandado. Haverá novidades, sim, mas continuará a vontade de acertar no trabalho, com empenho. Os desafios serão se integrar à reforma administrativa, passar pela crise financeira mundial e colocar em prática o plano de governo que ele e o nosso grupo assumimos perante a comunidade. Serviço não vai faltar no segundo mandato. São Caetano realmente tem o nível muito alto. Atingimos um nível de qualidade de vida que não podemos nos dar ao luxo de parar. Para nós não tem o amanhã. É hoje e é agora. A medida que evoluímos e desenvolvemos os projetos, nossos amigos são-caetanenses têm nos cobrado cada vez mais.

DIÁRIO - Com toda essa exigência da sociedade, os 78,1% de votos válidos conquistados na eleição surpreenderam?
FIGUEIRA JÚNIOR - Pode parecer falta de humildade, mas para mim não foi surpresa. A cada visita que a gente fazia durante a campanha nós éramos recebidos de uma forma bastante inteligente, politizada, dentro de grupos familiares. Eles ouviam nosso recado. As propostas tinham de estar na ponta da língua, porque realmente sabiam perguntar. E, com isso, a campanha mostrou para nós que o prefeito e sua equipe trabalharam certinho, para a cidade e pela cidade. Isso foi uma vitória para caracterizar administração segura, transparente, responsável em relação ao poder público e em benefício ao povo.

DIÁRIO - Esse resultado credencia o grupo a fazer o sucessor em 2012?
FIGUEIRA JÚNIOR - Com certeza, pois está fazendo ressurgir uma liderança política. Durante esses quatro últimos anos, Auricchio mostrou seu trabalho não só para nossa cidade, mas também para toda a região.

DIÁRIO - Então o sr. não acredita em racha no grupo?
FIGUEIRA JÚNIOR - Tenho certeza que Auricchio montou uma competente articulação política. Tão favorável a ponto de poder conversar com tranqüilidade com os pretendentes futuros. Nós todos que estamos na classe política entendemos que com o povo não se brinca, não se negocia, não se faz barganha. Faz-se política inteligente, não política partidária ou personalizada. Faz-se campanha e um trabalho de liderança política. São Caetano se mantém fiel às pessoas que são responsáveis pela administração da cidade, como Auricchio.

DIÁRIO - Qual o futuro político do sr.? Pretende se candidatar a algum cargo eletivo após o segundo mandato como vice-prefeito?
FIGUEIRA JÚNIOR - Continuo sendo de grupo. Não tenho pretensão nenhuma de cargo (eletivo). Pretendo continuar crescendo com o PTB. Nosso parceiro Aidan Ravin venceu em Santo André, temos quatro vices na região. Temos de construir um futuro sólido. Vamos estar junto com o grupo trabalhando. O que nosso partido pleitear iremos ao encontro. O esporte me ensinou muito. Não se chega a lugar nenhum sem visão, amor e responsabilidade voltada para suas propostas. Unidos sempre venceremos.

DIÁRIO - O futuro prefeito deve ser do PTB, que comanda a cidade desde 1982?
FIGUEIRA JÚNIOR - Isso é uma coisa para se conversar mais para frente. Falta muita coisa para acertar até lá. Uma coisa nós entendemos: temos de continuar fazendo política séria, responsável, progressista, para o povo de São Caetano. Temos uma longa história, força máxima da Câmara (cinco dos 11 vereadores são petebistas). A tendência é o PTB ser o carro-chefe da articulação política.



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Figueira Júnior não disputará outro pleito

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

01/12/2008 | 07:01


A curta trajetória eletiva do vice-prefeito de São Caetano, Walter Figueira Júnior (PTB), terminará de forma prematura. Reeleito para o segundo mandato ao lado do prefeito José Auricchio Júnior (PTB), o petebista terá em seu currículo apenas duas eleições: a de 2004 e a deste ano - em ambas saiu vencedor. Isso porque Figueira Júnior não aspira nova empreitada nas urnas. "Não tenho pretensão nenhuma de cargo (eletivo)", ressalta o paulistano, de 62 anos. Se a trajetória em pleitos é breve, o percurso profissional é extenso. Foi o primeiro professor de Educação Física contratado pela Prefeitura, na década de 1960. Foi orientador de natação, assessor da Detur (Diretoria de Esportes e Turismo) e secretário de Esportes durante as duas últimas gestões de Luiz Tortorello(1997-2004). Em entrevista exclusiva ao Diário, Walter Figueira Júnior diz que o prefeito Auricchio tem "grande chance" de ser presidente do Consórcio Intermunicipal, ressalta que os 78,1% dos votos válidos conquistados pela chapa majoritária petebista credenciam o grupo a fazer o sucessor em 2012 e enfatiza que os desafios do próximo mandato serão "a reforma administrativa, passar pela crise financeira mundial e colocar em prática o plano de governo".

DIÁRIO - A aprovação de Auricchio na eleição traduz o momento pelo qual passa a administração?
FIGUEIRA JÚNIOR - A aprovação das urnas foi o reconhecimento do trabalho. Mostrou que queremos uma responsabilidade redobrada. A produtividade desses últimos anos foi grande e os próximos serão ainda mais dinâmicos. Cumprimos nossas metas. Faremos uma administração comprometida com a estrutura que já foi implantada. Sempre correspondendo às vontades da sociedade que nos recolocou nos cargos.

DIÁRIO - Qual função que o sr. exercerá no segundo mandato?
FIGUEIRA JÚNIOR - Como vice-prefeito, continuo apoiando Auricchio. Estamos plenamente de acordo com as propostas dele. Porque realmente é a modernização. Administrar exige cada vez mais atualização. Principalmente quando há o que chamamos de crise (global). Onde existe isso temos de reagir com trabalho progressista. O papel do vice é fazer os ouvidos da cidade e levar ao prefeito. E dar o respaldo para que tudo o que está sendo planejado possa de fato ser implementado.

DIÁRIO - O sr. já esteve à frente da Secretaria de Educação no início da gestão. Pretende ser secretário novamente?
FIGUEIRA JÚNIOR - Não, não espero nada. Devo cumprir meu papel de vice. Tenho de deixar o prefeito à vontade. Os homens de confiança dele serão os meus também. Isso ainda não foi discutido. Particularmente, não acho necessário. Na necessidade, estaremos presentes como vice. Não aguardamos e não propomos nada nesse sentido. Ele escolherá as pessoas certas para os cargos certos.

DIÁRIO - Auricchio deve ser o presidente do Consórcio Intermunicipal?
FIGUEIRA JÚNIOR - Óbvio que haverá mudança e a tendência é, apesar de ter processo eletivo, haver um acordo de cavalheiros. Acredito que Auricchio tem grande chance de liderar. Mas, antes, ele precisa ver a nossa casa, ver quanto que terá de serviço, nessa fase de secretarias, para poder se dividir entre o Consórcio e a Prefeitura. A hora que ele entrar na entidade, conhecendo o Auricchio como conheço, ele vai exercer uma proposta executiva semelhante com a que fez em São Caetano.

DIÁRIO - Se isso ocorrer, o sr. vai ter responsabilidade ainda maior na administração.
FIGUEIRA JÚNIOR - Continuaremos juntos e o que ele considerar necessário estaremos prontos para fazer. Gosto de executar, nasci para executar. Não significa assumir secretaria, pois tem de ser sangue novo. E não é o mesmo significado de renovação dos atuais diretores. Tem muita gente nova que tem competência e deve continuar, mas é uma nova geração. Podemos ajudar, primeiro, no papel de vice. Segundo, com as experiências que a gente já passou. Procurar fomentar e alimentar as idéias do prefeito, que não serão nada diferentes do que ocorreu no primeiro mandado. Haverá novidades, sim, mas continuará a vontade de acertar no trabalho, com empenho. Os desafios serão se integrar à reforma administrativa, passar pela crise financeira mundial e colocar em prática o plano de governo que ele e o nosso grupo assumimos perante a comunidade. Serviço não vai faltar no segundo mandato. São Caetano realmente tem o nível muito alto. Atingimos um nível de qualidade de vida que não podemos nos dar ao luxo de parar. Para nós não tem o amanhã. É hoje e é agora. A medida que evoluímos e desenvolvemos os projetos, nossos amigos são-caetanenses têm nos cobrado cada vez mais.

DIÁRIO - Com toda essa exigência da sociedade, os 78,1% de votos válidos conquistados na eleição surpreenderam?
FIGUEIRA JÚNIOR - Pode parecer falta de humildade, mas para mim não foi surpresa. A cada visita que a gente fazia durante a campanha nós éramos recebidos de uma forma bastante inteligente, politizada, dentro de grupos familiares. Eles ouviam nosso recado. As propostas tinham de estar na ponta da língua, porque realmente sabiam perguntar. E, com isso, a campanha mostrou para nós que o prefeito e sua equipe trabalharam certinho, para a cidade e pela cidade. Isso foi uma vitória para caracterizar administração segura, transparente, responsável em relação ao poder público e em benefício ao povo.

DIÁRIO - Esse resultado credencia o grupo a fazer o sucessor em 2012?
FIGUEIRA JÚNIOR - Com certeza, pois está fazendo ressurgir uma liderança política. Durante esses quatro últimos anos, Auricchio mostrou seu trabalho não só para nossa cidade, mas também para toda a região.

DIÁRIO - Então o sr. não acredita em racha no grupo?
FIGUEIRA JÚNIOR - Tenho certeza que Auricchio montou uma competente articulação política. Tão favorável a ponto de poder conversar com tranqüilidade com os pretendentes futuros. Nós todos que estamos na classe política entendemos que com o povo não se brinca, não se negocia, não se faz barganha. Faz-se política inteligente, não política partidária ou personalizada. Faz-se campanha e um trabalho de liderança política. São Caetano se mantém fiel às pessoas que são responsáveis pela administração da cidade, como Auricchio.

DIÁRIO - Qual o futuro político do sr.? Pretende se candidatar a algum cargo eletivo após o segundo mandato como vice-prefeito?
FIGUEIRA JÚNIOR - Continuo sendo de grupo. Não tenho pretensão nenhuma de cargo (eletivo). Pretendo continuar crescendo com o PTB. Nosso parceiro Aidan Ravin venceu em Santo André, temos quatro vices na região. Temos de construir um futuro sólido. Vamos estar junto com o grupo trabalhando. O que nosso partido pleitear iremos ao encontro. O esporte me ensinou muito. Não se chega a lugar nenhum sem visão, amor e responsabilidade voltada para suas propostas. Unidos sempre venceremos.

DIÁRIO - O futuro prefeito deve ser do PTB, que comanda a cidade desde 1982?
FIGUEIRA JÚNIOR - Isso é uma coisa para se conversar mais para frente. Falta muita coisa para acertar até lá. Uma coisa nós entendemos: temos de continuar fazendo política séria, responsável, progressista, para o povo de São Caetano. Temos uma longa história, força máxima da Câmara (cinco dos 11 vereadores são petebistas). A tendência é o PTB ser o carro-chefe da articulação política.

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