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'Marca Tortorello' corre risco de extinção

Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

01/12/2008 | 07:00


O futuro político da família Tortorello está em risco em São Caetano. Após o fracasso nas eleições deste ano por parte dos integrantes que levam o sobrenome do prefeito que por três vezes conduziu os destinos da cidade, o resgate da representatividade de Luiz Tortorello (que morreu em 2004) é uma grande incógnita.

Nem mesmo o feito de levar São Caetano ao patamar de município com o melhor índice de qualidade de vida do Brasil fez com que as candidaturas de Jayme Tortorello (do PT e irmão de Luiz) a prefeito e de Marquinho Tortorello (PPS, filho) ganhassem o respaldo da população da cidade.

Na empreitada rumo ao Palácio da Cerâmica, Jayme obteve apenas 13% dos votos válidos (10.388). O ex-deputado estadual, em busca por uma cadeira no Legislativo municipal angariou 1.104 eleitores, sendo o segundo mais votado do partido que preside.

Além de ser notório nas urnas, o enfraquecimento da marca Tortorello também é visível na cidade. Obras realizadas por Luiz Tortorello ao longo dos 12 anos de administração ou foram paralisadas ou degradam com o tempo.

A revitalização dos cortiços, programa denominado João de Barro, não foi levado à frente pelo atual chefe do Executivo, José Auricchio Júnior (PTB). O letreiro que recepcionava os visitantes na entrada da cidade pela Avenida Guido Aliberti já não existe mais. "A única coisa que Auricchio fez foi acabar com o que meu irmão fez", acusa Jayme Tortorello. Por meio da assessoria, o petebista ressaltou que "essa relação não existe".

Até mesmo a paixão esportiva de Tortorello, a AD São Caetano, passa por momentos delicados e continuará na Série B do Campeonato Brasileiro - quando era prefeito, o Azulão chegou à final da Libertadores e foi campeão paulista.

Restam poucas marcas do gestor público que tornou a cidade reconhecida internacionalmente pelos altos indicadores conquistados principalmente na Educação. Algumas caixas d'água em forma de T em prédios públicos, a fachada da Fundação das Artes, também com a letra inicial do prefeito, são alguns dos sinais que lembram a passagem de Luiz Tortorello pela cidade.

Após sua morte, recebeu algumas homenagens. Dentre elas a denominação de três locais: um viaduto (que liga as avenidas Guido Aliberti e dos Estados), uma praça (antiga 1º de Maio) e um espaço para eventos na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Dessa forma, os feitos do político recordista de votos válidos na história de São Caetano - alcançou 78,21% dos votos válidos (63.509) na eleição de 2000 -, vereador em Matão e São Joaquim da Barra, e também deputado estadual, deverão ficar somente na memória dos são-caetanenses.



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'Marca Tortorello' corre risco de extinção

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

01/12/2008 | 07:00


O futuro político da família Tortorello está em risco em São Caetano. Após o fracasso nas eleições deste ano por parte dos integrantes que levam o sobrenome do prefeito que por três vezes conduziu os destinos da cidade, o resgate da representatividade de Luiz Tortorello (que morreu em 2004) é uma grande incógnita.

Nem mesmo o feito de levar São Caetano ao patamar de município com o melhor índice de qualidade de vida do Brasil fez com que as candidaturas de Jayme Tortorello (do PT e irmão de Luiz) a prefeito e de Marquinho Tortorello (PPS, filho) ganhassem o respaldo da população da cidade.

Na empreitada rumo ao Palácio da Cerâmica, Jayme obteve apenas 13% dos votos válidos (10.388). O ex-deputado estadual, em busca por uma cadeira no Legislativo municipal angariou 1.104 eleitores, sendo o segundo mais votado do partido que preside.

Além de ser notório nas urnas, o enfraquecimento da marca Tortorello também é visível na cidade. Obras realizadas por Luiz Tortorello ao longo dos 12 anos de administração ou foram paralisadas ou degradam com o tempo.

A revitalização dos cortiços, programa denominado João de Barro, não foi levado à frente pelo atual chefe do Executivo, José Auricchio Júnior (PTB). O letreiro que recepcionava os visitantes na entrada da cidade pela Avenida Guido Aliberti já não existe mais. "A única coisa que Auricchio fez foi acabar com o que meu irmão fez", acusa Jayme Tortorello. Por meio da assessoria, o petebista ressaltou que "essa relação não existe".

Até mesmo a paixão esportiva de Tortorello, a AD São Caetano, passa por momentos delicados e continuará na Série B do Campeonato Brasileiro - quando era prefeito, o Azulão chegou à final da Libertadores e foi campeão paulista.

Restam poucas marcas do gestor público que tornou a cidade reconhecida internacionalmente pelos altos indicadores conquistados principalmente na Educação. Algumas caixas d'água em forma de T em prédios públicos, a fachada da Fundação das Artes, também com a letra inicial do prefeito, são alguns dos sinais que lembram a passagem de Luiz Tortorello pela cidade.

Após sua morte, recebeu algumas homenagens. Dentre elas a denominação de três locais: um viaduto (que liga as avenidas Guido Aliberti e dos Estados), uma praça (antiga 1º de Maio) e um espaço para eventos na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Dessa forma, os feitos do político recordista de votos válidos na história de São Caetano - alcançou 78,21% dos votos válidos (63.509) na eleição de 2000 -, vereador em Matão e São Joaquim da Barra, e também deputado estadual, deverão ficar somente na memória dos são-caetanenses.

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