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Aumento nos casos de Covid-19 no País põe futebol em xeque

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Comentarista e especialista sugerem paralisação das competições após surtos em clubes; médicos enxergam reflexo do crescimento pelo Brasil


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

19/11/2020 | 01:28


Os números de novos casos de Covid-19 vêm aumentando nos últimos dias em todo o País, especialmente no Grande ABC e na Capital. Depois de período de baixas nos índices, os afrouxamentos nas cinco regiões provocaram crescimento do contágio nos brasileiros e, consequentemente, maior demanda de internações nos hospitais. E tal situação acaba se refletindo no futebol, que vive um boom de infectados.

Palmeiras, Santos, Coritiba e Atlético-MG são os times que mais foram desfalcados no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil em razão de jogadores que testaram positivo após estarem sujeitos a ônibus, aeroportos, aviões, hotéis, estádios, vestiários e outros locais. Só no Verdão foram 15 casos confirmados. No Peixe, 11 (mais o técnico Cuca), no Coxa, nove (além do diretor Paulo Pelaipe, ex-São Caetano) e no Galo, seis (o técnico Jorge Sampaoli aumenta a lista). No futebol regional, o São Bernardo FC foi o mais afetado e teve pelo menos 19 pessoas infectadas entre jogadores e comissão técnica – incluindo o comandante Marcelo Veiga –, seguindo bastante desfalcado na Copa Paulista.

Tudo isso levantou a possibilidade de nova paralisação do futebol brasileiro. O comentarista e ex-jogador Casagrande foi um destes defensores da interrupção das atividades. “Se continuar dessa forma, não vai dar certo”, acredita Casão.

“O futebol e todas as atividades coletivas precisam inovar e pensar em ajustes que mostrem evolução na organização e no modo de competir. Não adianta só voltar a ter jogos. Precisa fazer no momento certo, com segurança e respeito pela população vulnerável do País e pelos profissionais de saúde ainda desgastados pelos sacrifícios do semestre passado”, aponta a epidemiologista, especialista em dinâmica em transmissão de doenças infecciosas e professora de Medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Adélia Marçal dos Santos.

Segundo ela, durante a prática do esporte, os riscos são ainda maiores. “A respiração forçada durante a atividade física e proximidade entre os atletas torna impossível evitar a transmissão mesmo em ambiente aberto, como os gramados. A saída rápida do ar aumenta a quantidade de vírus expelido a cada respiração.” Isto posto, a especialista enxerga possível falha no protocolo pré-jogo. “Os testes com PCR em pessoas assintomáticas dois a três dias antes dos jogos não são suficientes para detectar portadores do vírus no dia do jogo. A probabilidade de detecção é muito baixa.”

Médico do Água Santa, Natan Madeira avalia que as medidas que vêm sendo tomadas nas competições futebolísticas são suficientes e que esse crescimento nos casos não deve proporcionar a interrupção dos campeonatos. “Não acredito que deva ser paralisado. Temos que analisar as condições do nosso sistema de saúde. Se tivermos como tratar pacientes, atletas, pessoas em geral, não deve ser paralisado. É necessário ter o retorno da consciência de que ainda estamos numa pandemia e são necessárias medidas preventivas, cuidados. Parece que as pessoas perderam o medo da doença”, considera ele, que não crê em volta precoce do esporte.

Opinião similar tem o médico Fabio Luiz Novi. “Não vejo aumento (exclusivo) no futebol, mas aumento geral, e o futebol é reflexo. Nos primeiros momentos (da pandemia) se tomavam atitudes que hoje não são tomadas para o controle”, diz o doutor. “O que fica claro e é evidente é que a gente só consegue administrar se tiver barreiras, que são óbvias: máscara, álcool gel e distanciamento. Todo o protocolo (do futebol paulista e brasileiro) é muito bem feito, bem organizado, tudo seguido à risca, é rígido, mas o futebol é uma célula nesse mecanismo todo”, conclui. 



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