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Lula vai atuar em crise no Cone Sul



26/04/2006 | 00:09


O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe pediu terça-feira a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter a crise que enfrenta com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a convencê-lo a não deixar a CAN (Comunidade Andina de Nações). Lula, que se reúne hoje com Chávez, em São Paulo, foi diplomático e acenou com a disposição de colaborar para a melhoria do relacionamento entre os países da região.

Lula não tem interesse em pedir a Chávez que ele continue na Comunidade Andina, até porque a Venezuela entrou, recentemente, para o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e os dois blocos têm interesses completamente distintos. A posição brasileira, em torno da polêmica, é definida por um interesse específico e uma preocupação: que essa crise entre os diversos países da região não atrapalhe existência da Casa (Comunidade Sul Americana de Nações), idealizada pelo Brasil, que contempla o sonho de Lula de ter um continente integrado.

Na declaração dada terça-feira, em Brasília, o presidente colombiano falou do importante papel que Lula desempenha na região. Por isso, o pedido para que intervenha com o objetivo de acalmar Chávez em relação aos vizinhos, à presença na Comunidade Andina e para tentar reduzir os ataques do venezuelano aos Estados Unidos, parceiro preferencial da Colômbia. Na fala, Uribe ressaltou, por exemplo, que o acordo entre a Colômbia e os Estados Unidos não prejudica as relações dos países que integram a Comunidade Andina. Embora Chávez tenha decidido deixar mesmo a Comunidade Andina, ele continua jogando para a platéia, ao declarar que se a Colômbia e o Peru desistirem do acordo de livre comércio que tem com os Estados Unidos, a Venezuela permanece no CAN.

Para justificar a tese de que as boas relações com os norte-americanos não são impeditivas para um entendimento entre os países na região, Uribe lembrou que, se a Venezuela pode vender petróleo para os Estados Unidos, por que a Colômbia não pode vender os produtos agropecuários para os norte-americanos? Uribe acentuou ainda que, se a Bolívia se sentir prejudicada com o acordo colombiano com os Estados Unidos, a Colômbia pode encontrar uma forma de compensá-la.

Uribe contou ainda que, no esforço de melhorar as relações na região, telefonou para Chávez falando da importância de retomarem os entendimentos entre os dois países e a necessidade de serem realizadas novas reuniões bilaterais. "Esperamos que as relações entre Venezuela e Estados Unidos se harmonizem", comentou Uribe.

Mas, nas declarações de terça-feira, o presidente da Colômbia não deixou de alfinetar Chávez, ao afirmar que "mais importante do que o debate ideológico de governo é comprometer-se com o combate à pobreza".

Crise – Uma das crises diplomáticas que atingiu a região é a que se estabeleceu entre os cinco países da CAN: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador. Esta é a maior desde a criação do bloco, em 1969, e se intensificou na semana passada, quando Chávez anunciou que estava saindo do bloco em protesto contra o tratado de livre comércio que a Colômbia e o Peru negociam com os Estados Unidos. Mas segunda-feira Chávez declarou que pode reconsiderar a saída da Venezuela da CAN se a Colômbia e o Peru reconsiderarem o tratado com os Estados Unidos.



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