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MPF indica superfaturamento de contratos para financiar Marinho

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Procuradoria aponta que acordos com Flasa e Cronacon abasteceram campanha do petista


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

19/11/2017 | 07:00


 Ex-prefeito de São Bernardo e hoje presidente estadual do PT, Luiz Marinho está na iminência de ser denunciado pela terceira vez pelo MPF (Ministério Público Federal) em investigação iniciada com a Operação Hefesta, que apurou desvio de recursos na construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador. A Procuradoria revelou que contratos com a Construtora Cronacon e Flasa Engenharia e Construções foram superfaturados para financiar a campanha à reeleição de Marinho em 2012.

Na denúncia apresentada pelo MPF na semana passada à Justiça Federal, acusando Marinho de integrar esquema de fraude na licitação para a obra do museu, as procuradoras Fabiana Rodrigues de Sousa Bortz e Raquel Cristina Rezende Silvestre, do MPF em São Bernardo, declararam que as duas empreiteiras assinaram “contratos milionários” com a Prefeitura de São Bernardo para, futuramente, abastecer financeiramente o projeto eleitoral de Marinho.

Segundo elas, os donos da Cronacon, Eduardo dos Santos e Gilberto Esguedalho, e da Flasa, Carlos Alberto Aragão dos Santos e Flávio Aragão dos Santos, se associaram a Marinho de forma “espúria” para superfaturar os acordos de obras públicas. “A propina, travestida de doação eleitoral, seria recompensada com os lucros advindos da contratação pelo poder público, nestes incluídos os valores recebidos por serviços não executados e executados com sobrepreço”, disseram as procuradoras.

O MPF listou dez licitações vencidas pela Cronacon ou pela Flasa que, somadas, giraram R$ 142,9 milhões. Entre as obras estão conjuntos habitacionais no Jardim Silvina, no Jardim Colina, no Oleoduto, no Capelinha; creches no Parque São Bernardo e no Ferrazópolis, quadras esportivas nas Emebs Aluísio de Azevedo e Cora Coralina e CEU Regina Rocco Casa, além do Museu do Trabalho e do Trabalhador. 

Ainda conforme a peça protocolada na Justiça Federal, o MPF declarou que o próprio TCE (Tribunal de Contas do Estado) considerou irregulares duas concorrências vencidas pela Cronacon ou pela Flasa, o que já suspeitaria um direcionamento a favor das empresas. “A inclusão de exigências de qualificação técnica relativa a itens que não poderiam ser caracterizados como parcelas de maior relevância,  eis que referido dispositivo foi responsável direto pela inabilitação de nada menos do que cinco das oito proponentes que acorreram à disputa”.

Na prestação de contas da campanha à reeleição de Marinho em 2012 não constam doações oficiais da Cronacon ou da Flasa.

Marinho, por nota, informou que “tem absoluta convicção da lisura do processo de licitação e obra e do Museu do Trabalho e do Trabalhador”. “E estranho que não tenha sido notificado pela Justiça antes da informação ser divulgada pela imprensa.”



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