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Número de greves no País aumenta 24% em 2011


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

30/11/2012 | 07:00


Os protestos por melhores salários e condições de trabalho têm aumentado por todo o País. Levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) aponta que em 2011 foram registradas 554 greves, número 24% maior que o de 2010, quando foram realizadas 446 paralisações. Os dados da série de greves revelam que o total de ocorrências cadastradas em 2011 é o maior verificado desde 1997 (631 paralisações).

Para o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, as mobilizações estão relacionadas à conjuntura econômica do País. O ano de 2010 foi um período de crescimento significativo para o Brasil. O PIB (Produto Interno Bruto) aumentou 7,5%, liderado pelo crescimento da indústria e do comércio. Nesse ambiente de expansão da economia e do emprego, 95,6% das negociações acompanhadas pelo Dieese conquistaram aumentos iguais ou acima da inflação.

Já em 2011 teve o contexto internacional desfavorável, fruto do aprofundamento da crise nos países europeus e também nos Estados Unidos. "O cenário se projetou nas mesas de negociação, fazendo com que o acordo entre patrões e trabalhadores fosse firmado com mais dificuldades, em meio a paralisações."

Segundo Oliveira, a greve é sempre um risco para a categoria. "No caso das empresas privadas, principalmente, as pessoas podem ter dias descontados, serem demitidas meses depois. É a última tentativa para conseguir melhores condições e garantir os direitos já adquiridos".

Em 2011, a greve dos bancários marcou a história. Foram 21 dias de paralisação em todo o País. No Grande ABC não foi diferente. Na época (outubro), 300 bancários da região aprovaram reajuste de 9%, na base do sindicato regional. Em 2010, foram 14 dias em greve.

Em 2011 outra paralisação que ficou marcada foi a dos trabalhadores dos Correios. A Justiça colocou fim a 28 dias de mobilização. Os funcionários tiveram ganhos reais de R$ 80 e ficaram insatisfeitos com a decisão do Tribunal Superior do Trabalho. Em 2010, não houve greve.

De acordo com o estudo, a demanda por reajuste salarial continua a ser a principal reivindicação, seguida por elaboração ou implantação de plano de cargos e salários.

As paralisações dos trabalhadores da esfera pública continuam prevalecendo e representam cerca de 60% do total anual de greves.



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Número de greves no País aumenta 24% em 2011

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

30/11/2012 | 07:00


Os protestos por melhores salários e condições de trabalho têm aumentado por todo o País. Levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) aponta que em 2011 foram registradas 554 greves, número 24% maior que o de 2010, quando foram realizadas 446 paralisações. Os dados da série de greves revelam que o total de ocorrências cadastradas em 2011 é o maior verificado desde 1997 (631 paralisações).

Para o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, as mobilizações estão relacionadas à conjuntura econômica do País. O ano de 2010 foi um período de crescimento significativo para o Brasil. O PIB (Produto Interno Bruto) aumentou 7,5%, liderado pelo crescimento da indústria e do comércio. Nesse ambiente de expansão da economia e do emprego, 95,6% das negociações acompanhadas pelo Dieese conquistaram aumentos iguais ou acima da inflação.

Já em 2011 teve o contexto internacional desfavorável, fruto do aprofundamento da crise nos países europeus e também nos Estados Unidos. "O cenário se projetou nas mesas de negociação, fazendo com que o acordo entre patrões e trabalhadores fosse firmado com mais dificuldades, em meio a paralisações."

Segundo Oliveira, a greve é sempre um risco para a categoria. "No caso das empresas privadas, principalmente, as pessoas podem ter dias descontados, serem demitidas meses depois. É a última tentativa para conseguir melhores condições e garantir os direitos já adquiridos".

Em 2011, a greve dos bancários marcou a história. Foram 21 dias de paralisação em todo o País. No Grande ABC não foi diferente. Na época (outubro), 300 bancários da região aprovaram reajuste de 9%, na base do sindicato regional. Em 2010, foram 14 dias em greve.

Em 2011 outra paralisação que ficou marcada foi a dos trabalhadores dos Correios. A Justiça colocou fim a 28 dias de mobilização. Os funcionários tiveram ganhos reais de R$ 80 e ficaram insatisfeitos com a decisão do Tribunal Superior do Trabalho. Em 2010, não houve greve.

De acordo com o estudo, a demanda por reajuste salarial continua a ser a principal reivindicação, seguida por elaboração ou implantação de plano de cargos e salários.

As paralisações dos trabalhadores da esfera pública continuam prevalecendo e representam cerca de 60% do total anual de greves.

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