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Indústrias do plástico terão produção menor


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

30/11/2012 | 07:00


As indústrias do plástico, que fazem peças e embalagens com esse material, deverão fechar o ano com retração no volume de produção frente a 2011. A queda, estimada em 0,9%, vai ocorrer apesar do crescimento de 6,4% no consumo desses itens no mercado interno em 2012, de acordo com estudo divulgado ontem pela Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

A explicação para isso é simples: tem havido a substituição da fabricação nacional pela importação. O levantamento da associação aponta que os produtos trazidos do Exterior, que correspondiam a 10% do que era consumido no País há dois anos, passaram a 12% de participação no mercado neste ano. "O crescimento (do consumo) foi capturado pela importação", observa o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho.

O segmento é considerado um termômetro da economia nacional, já que está presente em praticamente todas as atividades, seja como embalagem ou como componente de uma máquina, por exemplo. E essa indústria tem forte presença no Grande ABC, onde estima-se que haja mais de 500 empresas do ramo.

Assim como outras áreas da indústria, a fabricação do plástico também sofre com alta carga tributária, infraestrutura de logística (por exemplo, portos e rodovias) deficiente, juros altos e câmbio apreciado, assinala Roriz Coelho. Ele acrescenta que é preciso enfrentar aquelas questões que compõem o custo Brasil, em vez de reivindicar o aumento da alíquota de importação, para impedir a entrada de itens do Exterior.

EXPECTATIVA - Apesar da dificuldade de competir com o produto estrangeiro, a Abiplast traça cenário mais otimista para 2013. A perspectiva é de crescimento de 1% no volume de produção do segmento. Para o dirigente, diversas ações do governo devem ajudar a atividade, entre elas a desoneração da folha de pagamento, a queda dos juros e a depreciação do câmbio. "Mas ainda está valorizado", avalia. Para ele, o dólar a R$ R$ 2,30 seria melhor para dar mais competitividade aos fabricantes nacionais.

 

 



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Indústrias do plástico terão produção menor

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

30/11/2012 | 07:00


As indústrias do plástico, que fazem peças e embalagens com esse material, deverão fechar o ano com retração no volume de produção frente a 2011. A queda, estimada em 0,9%, vai ocorrer apesar do crescimento de 6,4% no consumo desses itens no mercado interno em 2012, de acordo com estudo divulgado ontem pela Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

A explicação para isso é simples: tem havido a substituição da fabricação nacional pela importação. O levantamento da associação aponta que os produtos trazidos do Exterior, que correspondiam a 10% do que era consumido no País há dois anos, passaram a 12% de participação no mercado neste ano. "O crescimento (do consumo) foi capturado pela importação", observa o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho.

O segmento é considerado um termômetro da economia nacional, já que está presente em praticamente todas as atividades, seja como embalagem ou como componente de uma máquina, por exemplo. E essa indústria tem forte presença no Grande ABC, onde estima-se que haja mais de 500 empresas do ramo.

Assim como outras áreas da indústria, a fabricação do plástico também sofre com alta carga tributária, infraestrutura de logística (por exemplo, portos e rodovias) deficiente, juros altos e câmbio apreciado, assinala Roriz Coelho. Ele acrescenta que é preciso enfrentar aquelas questões que compõem o custo Brasil, em vez de reivindicar o aumento da alíquota de importação, para impedir a entrada de itens do Exterior.

EXPECTATIVA - Apesar da dificuldade de competir com o produto estrangeiro, a Abiplast traça cenário mais otimista para 2013. A perspectiva é de crescimento de 1% no volume de produção do segmento. Para o dirigente, diversas ações do governo devem ajudar a atividade, entre elas a desoneração da folha de pagamento, a queda dos juros e a depreciação do câmbio. "Mas ainda está valorizado", avalia. Para ele, o dólar a R$ R$ 2,30 seria melhor para dar mais competitividade aos fabricantes nacionais.

 

 

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