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Aidan deixa 40 mil pessoas sem Natal


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

29/11/2012 | 06:48


 

Com a derrota na eleição, o prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), interrompe a sequência da distribuição de cestas básicas a famílias carentes do município. O projeto Natal Solidário, firmado em parceria com entidades e empresas, direciona a iniciativa social aos munícipes cadastrados no fim de cada ano. Diante do cancelamento, cerca de 40 mil pessoas que seriam favorecidas pelo programa ficarão sem o benefício.

Nos três anos anteriores, o governo petebista concedeu a benfeitoria, sob responsabilidade do Fundo Social de Solidariedade, presidido pela primeira-dama, Denise Ravin. O revés nas urnas, porém, mudou o rumo administrativo. Nos bastidores, é forte a possibilidade de o projeto ter sido extinguido pelo fato de Aidan ter perdido o pleito de outubro, em especial, nas áreas periféricas da cidade, regiões necessitadas que definiram o processo em favor do PT.

Informações dão conta que há "ordens superiores" para o fim da concessão de cestas básicas. A Prefeitura nega a descontinuidade do programa social no último ano da gestão, alegando que permanecem inalteradas as ações do Fundo Social, "sempre em busca de doações". Por nota, a administração petebista justifica que, portanto, "está contemplado o Natal Solidário, iniciativa atrelada à captação de doações com parceiros".

Por outro lado, até ontem o Paço não havia dado início à campanha. Representantes de instituições - são mais de 40 cadastradas para arrecadação de doações -, que não quiseram se identificar, confirmaram que não houve qualquer pontapé para encaminhar o projeto neste ano, mesmo faltando menos de um mês para a festividade natalina. Em 2011, o programa começou a ser fomentado com três meses de antecedência. Inclusive, funcionários comissionados eram obrigados a atuar como voluntários no empacotamento das cestas.

Evitando entrar em embate, o prefeito eleito Carlos Grana (PT) adotou discurso brando. Segundo o petista, a decisão do adversário "não é sábia". "Se de fato isso ocorrer (cancelar benefício), temos de lamentar."

No ano passado, o PT protocolou representação no Ministério Público contra Aidan requerendo a apuração de suposta utilização da máquina pública para promoção pessoal. A ação denunciou que, junto ao benefício, foram entregues cartões personalizados contendo a caricatura do petebista vestido de Papai-Noel azul, em alusão à cor utilizada na campanha eleitoral.

 

Outras ações evidenciam relaxamento

 

Outras duas ações da administração Aidan Ravin comprovam o relaxamento do petebista no fim do mandato. A primeira diz respeito ao corte no pagamento de horas extras, referente ao mês de novembro. A Prefeitura, por meio do Departamento de Recursos Humanos, informou aos funcionários públicos que o posicionamento partiu da decisão de contingenciar 50% da cota, mesmo sem dialogar com o Sindserv (Sindicato dos Servidores).

O pagamento pela metade pode se transformar, segundo o diretor do Sindserv, Carlos Alberto Pavan, em banco de horas, sendo acrescentado em janeiro. Com a deliberação, o pagamento ficará sob responsabilidade do próximo prefeito, deixando o caixa do Paço livre para outras prioridades.

Para o dirigente, a decisão unilateral é falta de respeito com a categoria. "O episódio demonstra a incompetência do governo. Os servidores não têm de amargar pela derrota do prefeito (Aidan)."

O funcionalismo promete manifesto em frente à Prefeitura hoje à tarde, com apitaço, para cobrar mudança de postura da gestão petebista.

A segunda trata da falta de adesão ao programa nacional de combate à Aids. A ação ocorre até 1º de dezembro, Dia Mundial da prevenção. A Prefeitura, que não respondeu aos questionamentos da equipe do Diário, permanece sem os remédios para distribuição e kits para detecção do vírus HIV nas unidades de Saúde.

 

 



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Aidan deixa 40 mil pessoas sem Natal

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

29/11/2012 | 06:48


 

Com a derrota na eleição, o prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), interrompe a sequência da distribuição de cestas básicas a famílias carentes do município. O projeto Natal Solidário, firmado em parceria com entidades e empresas, direciona a iniciativa social aos munícipes cadastrados no fim de cada ano. Diante do cancelamento, cerca de 40 mil pessoas que seriam favorecidas pelo programa ficarão sem o benefício.

Nos três anos anteriores, o governo petebista concedeu a benfeitoria, sob responsabilidade do Fundo Social de Solidariedade, presidido pela primeira-dama, Denise Ravin. O revés nas urnas, porém, mudou o rumo administrativo. Nos bastidores, é forte a possibilidade de o projeto ter sido extinguido pelo fato de Aidan ter perdido o pleito de outubro, em especial, nas áreas periféricas da cidade, regiões necessitadas que definiram o processo em favor do PT.

Informações dão conta que há "ordens superiores" para o fim da concessão de cestas básicas. A Prefeitura nega a descontinuidade do programa social no último ano da gestão, alegando que permanecem inalteradas as ações do Fundo Social, "sempre em busca de doações". Por nota, a administração petebista justifica que, portanto, "está contemplado o Natal Solidário, iniciativa atrelada à captação de doações com parceiros".

Por outro lado, até ontem o Paço não havia dado início à campanha. Representantes de instituições - são mais de 40 cadastradas para arrecadação de doações -, que não quiseram se identificar, confirmaram que não houve qualquer pontapé para encaminhar o projeto neste ano, mesmo faltando menos de um mês para a festividade natalina. Em 2011, o programa começou a ser fomentado com três meses de antecedência. Inclusive, funcionários comissionados eram obrigados a atuar como voluntários no empacotamento das cestas.

Evitando entrar em embate, o prefeito eleito Carlos Grana (PT) adotou discurso brando. Segundo o petista, a decisão do adversário "não é sábia". "Se de fato isso ocorrer (cancelar benefício), temos de lamentar."

No ano passado, o PT protocolou representação no Ministério Público contra Aidan requerendo a apuração de suposta utilização da máquina pública para promoção pessoal. A ação denunciou que, junto ao benefício, foram entregues cartões personalizados contendo a caricatura do petebista vestido de Papai-Noel azul, em alusão à cor utilizada na campanha eleitoral.

 

Outras ações evidenciam relaxamento

 

Outras duas ações da administração Aidan Ravin comprovam o relaxamento do petebista no fim do mandato. A primeira diz respeito ao corte no pagamento de horas extras, referente ao mês de novembro. A Prefeitura, por meio do Departamento de Recursos Humanos, informou aos funcionários públicos que o posicionamento partiu da decisão de contingenciar 50% da cota, mesmo sem dialogar com o Sindserv (Sindicato dos Servidores).

O pagamento pela metade pode se transformar, segundo o diretor do Sindserv, Carlos Alberto Pavan, em banco de horas, sendo acrescentado em janeiro. Com a deliberação, o pagamento ficará sob responsabilidade do próximo prefeito, deixando o caixa do Paço livre para outras prioridades.

Para o dirigente, a decisão unilateral é falta de respeito com a categoria. "O episódio demonstra a incompetência do governo. Os servidores não têm de amargar pela derrota do prefeito (Aidan)."

O funcionalismo promete manifesto em frente à Prefeitura hoje à tarde, com apitaço, para cobrar mudança de postura da gestão petebista.

A segunda trata da falta de adesão ao programa nacional de combate à Aids. A ação ocorre até 1º de dezembro, Dia Mundial da prevenção. A Prefeitura, que não respondeu aos questionamentos da equipe do Diário, permanece sem os remédios para distribuição e kits para detecção do vírus HIV nas unidades de Saúde.

 

 

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