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Bancada governista impede
Admir Ferro de falar do Sehal

Em São Bernardo, o requerimento do vereador foi rejeitado;
Sehal recebeu R$ 8,4 milhões para formação de profissionais


Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

22/11/2012 | 07:28


A bancada governista da Câmara de São Bernardo impediu ontem o vereador Admir Ferro (PSDB) de utilizar a tribuna para comentar as reportagens publicadas desde domingo pelo Diário, que revelam indícios de irregularidades no convênio firmado entre o Paço e o Sehal (Sindicato de Hotelaria e Alimentação do Grande ABC).

Ferro apresentou pedido para falar, mas a maioria governista vetou o pedido. "Nunca vi um requerimento desse tipo ser rejeitado na Câmara. Estão cerceando a liberdade de expressão", disse o tucano.

Para fazer uso da palavra, o oposicionista se amparou no artigo 146, inciso 10, do regimento interno da Casa, no qual os vereadores podem utilizar a tribuna "para tratar de assunto urgente e de interesse público, desde que aprovado pelo plenário, sem debates".

Entre 2010 e 2012, o Sehal recebeu da Prefeitura R$ 8,4 milhões para a formação de profissionais na área de alimentação, por meio do programa restaurante-escola. No primeiro ano do contrato o sindicato recebeu R$ 2,8 milhões. No ano seguinte o repasse foi de R$ 2,7 milhões. Neste ano, a entidade angariou R$ 2,8 milhões.

Apesar disso, os cursos práticos começaram apenas em julho, após a conclusão total da adaptação da cozinha para aulas, fato que intrigou a oposição. O sindicato justifica que o desenvolvimento do espaço do restaurante-escola ocorreu em etapas, com início de atividades em 2010. Por isso, a inauguração se deu em 2012, após o fim das obras.

O montante repassado ao Sehal é criticado pela oposição ao prefeito Luiz Marinho (PT). Ferro, inclusive, protocolou pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso.

O convênio visa desenvolver ações de formação, capacitação profissional e ocupacional para alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos) nas áreas de alimentação e eventos. Gratuitos, os cursos são realizados no Cenforpe.

DIVERGÊNCIAS

Desde que as supostas irregularidades no convênio entre a Prefeitura de São Bernardo e o sindicato vieram à tona, divergências de informações passadas pelos dois lados surgiram. Na semana passada, atendentes do sindicato ouvidas pelo Diário informaram que a administração municipal também mantinha convênio para treinamentos promovidos na sede da entidade (em que são cobradas taxas), o que foi desmentido pelo governo.

Ontem, a reportagem voltou a procurar as atendentes que, desta vez, argumentaram que não existe parceria com a Prefeitura.

Segundo a secretária de Educação, Cleuza Repulho, o convênio é exclusivo para cursos no Cenforpe. Atualmente, 3.400 alunos estariam passando por treinamento teórico e prático nos períodos da manhã, tarde e noite.

Anteontem, no último período, a equipe do Diário foi ao Cenforpe para checar a informação. Havia cerca de seis alunos que preparavam o espaço para receber um evento. Entretanto, haviam poucos alunos participando de aulas práticas.



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Bancada governista impede
Admir Ferro de falar do Sehal

Em São Bernardo, o requerimento do vereador foi rejeitado;
Sehal recebeu R$ 8,4 milhões para formação de profissionais

Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

22/11/2012 | 07:28


A bancada governista da Câmara de São Bernardo impediu ontem o vereador Admir Ferro (PSDB) de utilizar a tribuna para comentar as reportagens publicadas desde domingo pelo Diário, que revelam indícios de irregularidades no convênio firmado entre o Paço e o Sehal (Sindicato de Hotelaria e Alimentação do Grande ABC).

Ferro apresentou pedido para falar, mas a maioria governista vetou o pedido. "Nunca vi um requerimento desse tipo ser rejeitado na Câmara. Estão cerceando a liberdade de expressão", disse o tucano.

Para fazer uso da palavra, o oposicionista se amparou no artigo 146, inciso 10, do regimento interno da Casa, no qual os vereadores podem utilizar a tribuna "para tratar de assunto urgente e de interesse público, desde que aprovado pelo plenário, sem debates".

Entre 2010 e 2012, o Sehal recebeu da Prefeitura R$ 8,4 milhões para a formação de profissionais na área de alimentação, por meio do programa restaurante-escola. No primeiro ano do contrato o sindicato recebeu R$ 2,8 milhões. No ano seguinte o repasse foi de R$ 2,7 milhões. Neste ano, a entidade angariou R$ 2,8 milhões.

Apesar disso, os cursos práticos começaram apenas em julho, após a conclusão total da adaptação da cozinha para aulas, fato que intrigou a oposição. O sindicato justifica que o desenvolvimento do espaço do restaurante-escola ocorreu em etapas, com início de atividades em 2010. Por isso, a inauguração se deu em 2012, após o fim das obras.

O montante repassado ao Sehal é criticado pela oposição ao prefeito Luiz Marinho (PT). Ferro, inclusive, protocolou pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso.

O convênio visa desenvolver ações de formação, capacitação profissional e ocupacional para alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos) nas áreas de alimentação e eventos. Gratuitos, os cursos são realizados no Cenforpe.

DIVERGÊNCIAS

Desde que as supostas irregularidades no convênio entre a Prefeitura de São Bernardo e o sindicato vieram à tona, divergências de informações passadas pelos dois lados surgiram. Na semana passada, atendentes do sindicato ouvidas pelo Diário informaram que a administração municipal também mantinha convênio para treinamentos promovidos na sede da entidade (em que são cobradas taxas), o que foi desmentido pelo governo.

Ontem, a reportagem voltou a procurar as atendentes que, desta vez, argumentaram que não existe parceria com a Prefeitura.

Segundo a secretária de Educação, Cleuza Repulho, o convênio é exclusivo para cursos no Cenforpe. Atualmente, 3.400 alunos estariam passando por treinamento teórico e prático nos períodos da manhã, tarde e noite.

Anteontem, no último período, a equipe do Diário foi ao Cenforpe para checar a informação. Havia cerca de seis alunos que preparavam o espaço para receber um evento. Entretanto, haviam poucos alunos participando de aulas práticas.

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