Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 9 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Reali se organiza para quitar reajuste a servidores


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

19/11/2012 | 07:00


A administração do prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), se estrutura para pagar a última parcela do reajuste aos servidores públicos. O acordo firmado em agosto do ano passado previu aumento de 12,46% nos salários dos funcionários, mas parcelado em cinco bimestres, sendo que a última etapa estava condicionada à capacidade financeira da Prefeitura.

"A tendência maior é que consigamos pagar a última parcela. Todos os esforços estão sendo feitos para isso", disse o chefe de Gabinete, Osvaldo Misso (PT). O valor da última parcela é de 1,46%. As outras quatro foram quitadas sem registro de problemas.

Dados da última audiência pública da Secretaria de Finanças sobre o segundo quadrimestre mostram que a situação econômica da administração não está confortável. Nos últimos 12 meses, a despesa com servidores atingiu 51,09% da receita corrente líquida do Executivo, percentual muito próximo do limite prudencial estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A folha salarial consumiu R$ 387,7 milhões dos cofres públicos. A projeção para o item prudencial é de R$ 389,3 milhões. O teto legal para gastos com funcionalismo é de 54% da receita corrente líquida - a estimativa é de R$ 409,8 milhões.

O engessamento das contas públicas foi a principal justificativa do governo Reali para não oferecer aumentos reais aos salários dos servidores. A queda de braço entre Prefeitura e o Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) teve início em fevereiro do ano passado, com a primeira recusa da proposta ínfima de reajuste salarial.

Em abril, o Sindema declarou greve geral nos serviços municipais. A paralisação durou 23 dias - a maior da história da cidade - e só teve fim após o Executivo obter vitória no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Os cerca de 7.000 servidores só aceitaram a proposta cinco meses depois a determinação do TRT. Além dos 12,46% de reajuste fracionados em cinco parcelas, o governo deu R$ 400.

 

PLANO DE CARGOS

Segundo item de discussão do funcionalismo, o PCCV (Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos) não vai sair do papel até o fim da gestão Reali. O item chegou até a ser discutido por integrantes do governo e representantes do Sindema, mas ficou em segundo plano devido à eleição municipal.

Caberá ao prefeito eleito, Lauro Michels (PV), reconduzir as negociações. O verde prometeu durante a campanha implementar o PCCV para aumentar salários de médicos e professores da rede pública.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Reali se organiza para quitar reajuste a servidores

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

19/11/2012 | 07:00


A administração do prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), se estrutura para pagar a última parcela do reajuste aos servidores públicos. O acordo firmado em agosto do ano passado previu aumento de 12,46% nos salários dos funcionários, mas parcelado em cinco bimestres, sendo que a última etapa estava condicionada à capacidade financeira da Prefeitura.

"A tendência maior é que consigamos pagar a última parcela. Todos os esforços estão sendo feitos para isso", disse o chefe de Gabinete, Osvaldo Misso (PT). O valor da última parcela é de 1,46%. As outras quatro foram quitadas sem registro de problemas.

Dados da última audiência pública da Secretaria de Finanças sobre o segundo quadrimestre mostram que a situação econômica da administração não está confortável. Nos últimos 12 meses, a despesa com servidores atingiu 51,09% da receita corrente líquida do Executivo, percentual muito próximo do limite prudencial estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A folha salarial consumiu R$ 387,7 milhões dos cofres públicos. A projeção para o item prudencial é de R$ 389,3 milhões. O teto legal para gastos com funcionalismo é de 54% da receita corrente líquida - a estimativa é de R$ 409,8 milhões.

O engessamento das contas públicas foi a principal justificativa do governo Reali para não oferecer aumentos reais aos salários dos servidores. A queda de braço entre Prefeitura e o Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) teve início em fevereiro do ano passado, com a primeira recusa da proposta ínfima de reajuste salarial.

Em abril, o Sindema declarou greve geral nos serviços municipais. A paralisação durou 23 dias - a maior da história da cidade - e só teve fim após o Executivo obter vitória no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Os cerca de 7.000 servidores só aceitaram a proposta cinco meses depois a determinação do TRT. Além dos 12,46% de reajuste fracionados em cinco parcelas, o governo deu R$ 400.

 

PLANO DE CARGOS

Segundo item de discussão do funcionalismo, o PCCV (Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos) não vai sair do papel até o fim da gestão Reali. O item chegou até a ser discutido por integrantes do governo e representantes do Sindema, mas ficou em segundo plano devido à eleição municipal.

Caberá ao prefeito eleito, Lauro Michels (PV), reconduzir as negociações. O verde prometeu durante a campanha implementar o PCCV para aumentar salários de médicos e professores da rede pública.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;