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Diniz Lopes quer viaduto em área que seria Febem


Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

27/07/2005 | 08:19


A Prefeitura de Mauá deve indicar nesta quinta-feira um novo local para a construção da Febem (Fundação para o Bem-Estar do Menor) no município. Descontente com a escolha do governo do Estado – o prédio seria erguido num terreno ao lado da estação de trem Capuava–, o prefeito interino Diniz Lopes (PL), se reuniu nesta terça-feira com a presidente da entidade, Berenice Maria Gianella, e solicitou a mudança de endereço. Lopes alega que a instalação da unidade na área vizinha à estação atrapalha o projeto viário da Prefeitura, que pretende erguer ali um viaduto.

Há uma semana, o governo anunciou a construção da unidade em Mauá – a primeira no Grande ABC – e abriu licitação para executar a obra. No pacote de ampliação do sistema, outros oito centros para menores infratores serão implementados – em Ferraz de Vasconcelos, Piracicaba, Praia Grande, Itapetininga e na capital. A Prefeitura e o Consórcio Intermunicipal não foram consultados antes da decisão e não tinham sido comunicados oficialmente até a última sexta-feira.

O prefeito interino diz que não se opõe à construção da unidade em Mauá. Mas reclama por não ter sido consultado. "Somos parceiros do governo estadual e queremos uma Febem em nosso município. Vamos nos responsabilizar por nossos menores infratores. Mas a decisão do governo do Estado não pode gerar prejuízo para a cidade. Temos outros planos para aquele terreno", afirma Lopes.

O anúncio de Mauá como primeira cidade contar uma unidade da Febem vai na contramão dos acordos firmados entre o governo e o Movimento Criança Prioridade 1, do Consórcio. Na última lista, acertada em maio com representantes das sete cidades, Santo André, São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires eram os municípios mais cotados para receber os centros para menores infratores. Por enquanto, não há previsão para a construção de outras unidades na região.

A área indicada pelo Estado foi doada pela CPTM (Companhia Paulista e Transportes Metropolitanos) e fica ao lado da estação Capuava do trem, na avenida Rosa Kasinski, cercada de indústrias. Ali, a Prefeitura pretende construir um viaduto que cruze a linha férrea e desafogue o trânsito provocado pela grande circulação de caminhões. "Vamos construir o viaduto, mesmo que com recursos próprios. Mas estamos buscando verba do Estado e até do governo federal. Por isso, vamos indicar outro terreno", diz Lopes.

De acordo com a Febem, a área para a construção do centro deve medir cerca de 3,5 mil m². Um dos terrenos cogitados pela Prefeitura é a localizado ao lado do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, na avenida Papa João XXIII, no bairro Sertãozinho. O prédio, orçado em R$ 2,7 milhões, terá capacidade para abrigar 40 menores e o governo garante que só receberá internos do próprio município.

A mudança de endereço, de acordo com a Febem, não deve atrasar o cronograma de implementação da unidade. Em 23 de agosto, o governo anuncia a empresa vencedora do processo de licitação, que terá 100 dias para executar a obra, prevista para ser concluída em dezembro.

Além de aceitar a reivindicação da Prefeitura, sobre o novo local do prédio, a Febem ainda vai intermediar as negociações com a Secretaria Estadual de Transportes. A presidente da entidade, Berenice Maria Gianella, deve pedir pessoalmente ao secretário Dario Rais Lopes que libere a verba para a construção do viaduto na avenida Rosa Kasinski.



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Diniz Lopes quer viaduto em área que seria Febem

Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

27/07/2005 | 08:19


A Prefeitura de Mauá deve indicar nesta quinta-feira um novo local para a construção da Febem (Fundação para o Bem-Estar do Menor) no município. Descontente com a escolha do governo do Estado – o prédio seria erguido num terreno ao lado da estação de trem Capuava–, o prefeito interino Diniz Lopes (PL), se reuniu nesta terça-feira com a presidente da entidade, Berenice Maria Gianella, e solicitou a mudança de endereço. Lopes alega que a instalação da unidade na área vizinha à estação atrapalha o projeto viário da Prefeitura, que pretende erguer ali um viaduto.

Há uma semana, o governo anunciou a construção da unidade em Mauá – a primeira no Grande ABC – e abriu licitação para executar a obra. No pacote de ampliação do sistema, outros oito centros para menores infratores serão implementados – em Ferraz de Vasconcelos, Piracicaba, Praia Grande, Itapetininga e na capital. A Prefeitura e o Consórcio Intermunicipal não foram consultados antes da decisão e não tinham sido comunicados oficialmente até a última sexta-feira.

O prefeito interino diz que não se opõe à construção da unidade em Mauá. Mas reclama por não ter sido consultado. "Somos parceiros do governo estadual e queremos uma Febem em nosso município. Vamos nos responsabilizar por nossos menores infratores. Mas a decisão do governo do Estado não pode gerar prejuízo para a cidade. Temos outros planos para aquele terreno", afirma Lopes.

O anúncio de Mauá como primeira cidade contar uma unidade da Febem vai na contramão dos acordos firmados entre o governo e o Movimento Criança Prioridade 1, do Consórcio. Na última lista, acertada em maio com representantes das sete cidades, Santo André, São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires eram os municípios mais cotados para receber os centros para menores infratores. Por enquanto, não há previsão para a construção de outras unidades na região.

A área indicada pelo Estado foi doada pela CPTM (Companhia Paulista e Transportes Metropolitanos) e fica ao lado da estação Capuava do trem, na avenida Rosa Kasinski, cercada de indústrias. Ali, a Prefeitura pretende construir um viaduto que cruze a linha férrea e desafogue o trânsito provocado pela grande circulação de caminhões. "Vamos construir o viaduto, mesmo que com recursos próprios. Mas estamos buscando verba do Estado e até do governo federal. Por isso, vamos indicar outro terreno", diz Lopes.

De acordo com a Febem, a área para a construção do centro deve medir cerca de 3,5 mil m². Um dos terrenos cogitados pela Prefeitura é a localizado ao lado do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, na avenida Papa João XXIII, no bairro Sertãozinho. O prédio, orçado em R$ 2,7 milhões, terá capacidade para abrigar 40 menores e o governo garante que só receberá internos do próprio município.

A mudança de endereço, de acordo com a Febem, não deve atrasar o cronograma de implementação da unidade. Em 23 de agosto, o governo anuncia a empresa vencedora do processo de licitação, que terá 100 dias para executar a obra, prevista para ser concluída em dezembro.

Além de aceitar a reivindicação da Prefeitura, sobre o novo local do prédio, a Febem ainda vai intermediar as negociações com a Secretaria Estadual de Transportes. A presidente da entidade, Berenice Maria Gianella, deve pedir pessoalmente ao secretário Dario Rais Lopes que libere a verba para a construção do viaduto na avenida Rosa Kasinski.

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