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Empresas contra a corrupção

Recentemente alçado à condição de sexta maior economia do mundo, o Brasil passou pelas últimas duas décadas por período...


Dgabc

30/07/2012 | 00:00


Artigo

Empresas contra a corrupção

Recentemente alçado à condição de sexta maior economia do mundo, o Brasil passou pelas últimas duas décadas por período de estabilidade, crescimento e desenvolvimento social. Com grandes reservas de recursos naturais e expressivo potencial de ascensão, o País a cada dia se torna mais atraente aos investimentos estrangeiros. O desejo nacional de se estabelecer como um dos grandes players mundiais de fato fez com que o combate à corrupção se transformasse em um dos objetivos. Tornar-se potência mundial exige necessariamente manter a "casa limpa" e criar cultura sustentável anticorrupção.

O Brasil tem baixo desempenho em relação aos índices de corrupção internacionais (apesar de ser o país melhor avaliado neste quesito entre os integrantes do BRIC, que inclui Rússia, Índia e China), mas as maiores empresas estão determinadas a evitar máculas em sua reputação ocasionadas por escândalos. A integridade corporativa é tida como fator essencial para se obter destaque internacional. Códigos de conduta, que até recentemente eram adotados somente por multinacionais, agora estão entre práticas fortemente difundidas em empresas brasileiras.

Claro que a adoção de códigos e o estabelecimento de políticas e procedimentos de comportamento desejáveis são fatores importantes para o sucesso dos esforços corporativos destinados a evitar desvios éticos. Porém é essencial que os administradores sejam capazes de convencer pelo exemplo, demonstrando inequivocamente a partir de mensagens consistentes e unificadas que os princípios éticos fazem parte do chamado tone at the top.

A adoção de sistemas de monitoramento das funções corporativas está em ascensão, e hoje podemos dizer que o Brasil tem uma versão não oficial da lei Sarbanes-Oxley, instituída nos Estados Unidos para estabelecer a criação de sistemas de auditoria e de segurança mais confiáveis nas corporações. Algumas empresas monitoram inclusive e-mails pessoais de seus colaboradores para evitar problemas.

Vale lembrar que, há poucos anos, pagar propina era atitude aceita em muitos países, podendo, inclusive, ser contabilmente registrada como despesa pelas empresas. Porém essa realidade mudou muito, especialmente em razão dos sistemas de controles impostos por governos, órgãos reguladores e pelas instituições financeiras globais.

Humberto Salicetti é sócio-líder da área de Forensic da KPMG no Brasil.

Palavra do Leitor

Segurança

Não é possível ter um policial em cada esquina. Mas dá para manter dois policiais com motos, permanentemente rodando pelas ruas. A PM ganha em agilidade, mobilidade e o ‘elemento surpresa' ficará a seu favor e contra o bandido. Se a justificativa é que faltam policiais canhotos suficientes para as motos, que possuem aceleração na direita, então que se faça algum tipo de acordo com a montadora fabricante para que se inverta a manopla de aceleração para a esquerda nas motos a serem adquiridas pelo governo.

Charles França, São Bernardo

IPI

A intenção da presidente Dilma, de acabar com a redução de IPI em alguns setores produtivos, mostra claramente a incapacidade dela de administrar o País. Somos um dos países com mais impostos do mundo. Desde a Era FHC, passando por Lula, todos mostraram incompetência quando não conseguiram fazer as reformas fiscal e tributária. Agora, em clima eleitoreiro, a dona Dilma faz pressão dizendo que vai acabar com tal redução. Aí faz charminho e anuncia a manutenção da alíquota reduzida e passa a imagem de grande feito do desgoverno, pois até agora o País continua se endividando com o cabidão de empregos dos cumpanheiru no Planalto.

Ailton Gomes, Ribeirão Pires

Violência

A escalada da violência em São Paulo (Artigo, dia 28) deve ser de fato objeto de discussão. O autor entretanto, ao falar sobre os ‘párias', estratificou equivocadamente a sociedade brasileira. Pária, na Índia, é o nome dado aos sem casta e excluídos da sociedade. Na Constituição brasileira todos são iguais perante a lei, portanto não há ‘párias' em nosso País. Diversas são as variáveis pelas quais se pode explicar a escalada da violência, ou seja, os motivos não se resumem no contrabando de armas, tráfico de drogas e falta de ‘controle social'. O principal deles, a causa não só da violência, talvez seja a democracia ‘frouxa' que aterrissou no País após o regime militar. E aí concordo com o autor: o povo brasileiro engoliu Sarney, elegeu Collor, FHC e depois Lula, que elegeu Dilma. Deu no que deu.

Aimardi Perez de Oliveira, São Bernardo

Política

Eu, que acompanho a política desde o tempo do Juscelino Kubitschek e do Jânio Quadros, não consigo compreender a insanidade que fazem com o nosso País. Vemos a cada eleição muitas pessoas sem nenhum conhecimento político e interesse partidário acharem que voto é brincadeira. Acham que nada irá acontecer se votarem, por exemplo, em pessoa totalmente despreparada. Pensam que assim estarão mostrando insatisfação quando, na verdade, estão prejudicando e denegrindo os cargos legislativos do País. Somos obrigados a votar, mas o voto é secreto e temos o direito de votar nulo.

Ivanir de Lima, São Bernardo

Teatro

Fomos assistir à peça Miss Brasil sou Eu no Teatro Municipal de Santo André, no sábado dia 14, às 21h. Ao chegar, fomos avisados de que haveria pequeno atraso. Tudo bem, vamos esperar. Só que levou mais de uma hora, ninguém explicava nada. Conversando com um e outro, descobrimos que, devido à grande procura, foi aberta outra sessão às 19h, quando houve falta de luz e, como não havia eletricista de plantão, tiveram de ir buscar um em Rio Grande da Serra. O mais importante é que não faltou luz na cidade e sim no teatro. O problema é falta de manutenção. Não ter eletricista de plantão é falta total de respeito ao público. O saguão lotado, muita gente em pé, o café fechado. Ainda bem que tinha banheiro. Fico com dó dos atores, que não têm culpa de nada. Devolveram nosso dinheiro sem problemas, viemos embora, pois já era muito tarde, todo mundo com fome, uma pena.

Catarina e Amauri Cabrino, Santo André

Biblioteca

Estou perplexo com a situação de abandono em que se encontra a Biblioteca Municipal de Santo André. Sou usuário do espaço há seis anos e nunca isso aconteceu antes: no primeiro andar, setor de periódicos e Telecentro, foram extintas as assinaturas de dois jornais. Dois terminais de computadores onde eram feitas as consultas do acervo foram deasativados. A iluminação quase inexiste, devido à falta de manutenção. Só estou aguardando o dia em que a Biblioteca vai encerrar as atividades.

Pedro Stempliuc, Santo André



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Empresas contra a corrupção

Recentemente alçado à condição de sexta maior economia do mundo, o Brasil passou pelas últimas duas décadas por período...

Dgabc

30/07/2012 | 00:00


Artigo

Empresas contra a corrupção

Recentemente alçado à condição de sexta maior economia do mundo, o Brasil passou pelas últimas duas décadas por período de estabilidade, crescimento e desenvolvimento social. Com grandes reservas de recursos naturais e expressivo potencial de ascensão, o País a cada dia se torna mais atraente aos investimentos estrangeiros. O desejo nacional de se estabelecer como um dos grandes players mundiais de fato fez com que o combate à corrupção se transformasse em um dos objetivos. Tornar-se potência mundial exige necessariamente manter a "casa limpa" e criar cultura sustentável anticorrupção.

O Brasil tem baixo desempenho em relação aos índices de corrupção internacionais (apesar de ser o país melhor avaliado neste quesito entre os integrantes do BRIC, que inclui Rússia, Índia e China), mas as maiores empresas estão determinadas a evitar máculas em sua reputação ocasionadas por escândalos. A integridade corporativa é tida como fator essencial para se obter destaque internacional. Códigos de conduta, que até recentemente eram adotados somente por multinacionais, agora estão entre práticas fortemente difundidas em empresas brasileiras.

Claro que a adoção de códigos e o estabelecimento de políticas e procedimentos de comportamento desejáveis são fatores importantes para o sucesso dos esforços corporativos destinados a evitar desvios éticos. Porém é essencial que os administradores sejam capazes de convencer pelo exemplo, demonstrando inequivocamente a partir de mensagens consistentes e unificadas que os princípios éticos fazem parte do chamado tone at the top.

A adoção de sistemas de monitoramento das funções corporativas está em ascensão, e hoje podemos dizer que o Brasil tem uma versão não oficial da lei Sarbanes-Oxley, instituída nos Estados Unidos para estabelecer a criação de sistemas de auditoria e de segurança mais confiáveis nas corporações. Algumas empresas monitoram inclusive e-mails pessoais de seus colaboradores para evitar problemas.

Vale lembrar que, há poucos anos, pagar propina era atitude aceita em muitos países, podendo, inclusive, ser contabilmente registrada como despesa pelas empresas. Porém essa realidade mudou muito, especialmente em razão dos sistemas de controles impostos por governos, órgãos reguladores e pelas instituições financeiras globais.

Humberto Salicetti é sócio-líder da área de Forensic da KPMG no Brasil.

Palavra do Leitor

Segurança

Não é possível ter um policial em cada esquina. Mas dá para manter dois policiais com motos, permanentemente rodando pelas ruas. A PM ganha em agilidade, mobilidade e o ‘elemento surpresa' ficará a seu favor e contra o bandido. Se a justificativa é que faltam policiais canhotos suficientes para as motos, que possuem aceleração na direita, então que se faça algum tipo de acordo com a montadora fabricante para que se inverta a manopla de aceleração para a esquerda nas motos a serem adquiridas pelo governo.

Charles França, São Bernardo

IPI

A intenção da presidente Dilma, de acabar com a redução de IPI em alguns setores produtivos, mostra claramente a incapacidade dela de administrar o País. Somos um dos países com mais impostos do mundo. Desde a Era FHC, passando por Lula, todos mostraram incompetência quando não conseguiram fazer as reformas fiscal e tributária. Agora, em clima eleitoreiro, a dona Dilma faz pressão dizendo que vai acabar com tal redução. Aí faz charminho e anuncia a manutenção da alíquota reduzida e passa a imagem de grande feito do desgoverno, pois até agora o País continua se endividando com o cabidão de empregos dos cumpanheiru no Planalto.

Ailton Gomes, Ribeirão Pires

Violência

A escalada da violência em São Paulo (Artigo, dia 28) deve ser de fato objeto de discussão. O autor entretanto, ao falar sobre os ‘párias', estratificou equivocadamente a sociedade brasileira. Pária, na Índia, é o nome dado aos sem casta e excluídos da sociedade. Na Constituição brasileira todos são iguais perante a lei, portanto não há ‘párias' em nosso País. Diversas são as variáveis pelas quais se pode explicar a escalada da violência, ou seja, os motivos não se resumem no contrabando de armas, tráfico de drogas e falta de ‘controle social'. O principal deles, a causa não só da violência, talvez seja a democracia ‘frouxa' que aterrissou no País após o regime militar. E aí concordo com o autor: o povo brasileiro engoliu Sarney, elegeu Collor, FHC e depois Lula, que elegeu Dilma. Deu no que deu.

Aimardi Perez de Oliveira, São Bernardo

Política

Eu, que acompanho a política desde o tempo do Juscelino Kubitschek e do Jânio Quadros, não consigo compreender a insanidade que fazem com o nosso País. Vemos a cada eleição muitas pessoas sem nenhum conhecimento político e interesse partidário acharem que voto é brincadeira. Acham que nada irá acontecer se votarem, por exemplo, em pessoa totalmente despreparada. Pensam que assim estarão mostrando insatisfação quando, na verdade, estão prejudicando e denegrindo os cargos legislativos do País. Somos obrigados a votar, mas o voto é secreto e temos o direito de votar nulo.

Ivanir de Lima, São Bernardo

Teatro

Fomos assistir à peça Miss Brasil sou Eu no Teatro Municipal de Santo André, no sábado dia 14, às 21h. Ao chegar, fomos avisados de que haveria pequeno atraso. Tudo bem, vamos esperar. Só que levou mais de uma hora, ninguém explicava nada. Conversando com um e outro, descobrimos que, devido à grande procura, foi aberta outra sessão às 19h, quando houve falta de luz e, como não havia eletricista de plantão, tiveram de ir buscar um em Rio Grande da Serra. O mais importante é que não faltou luz na cidade e sim no teatro. O problema é falta de manutenção. Não ter eletricista de plantão é falta total de respeito ao público. O saguão lotado, muita gente em pé, o café fechado. Ainda bem que tinha banheiro. Fico com dó dos atores, que não têm culpa de nada. Devolveram nosso dinheiro sem problemas, viemos embora, pois já era muito tarde, todo mundo com fome, uma pena.

Catarina e Amauri Cabrino, Santo André

Biblioteca

Estou perplexo com a situação de abandono em que se encontra a Biblioteca Municipal de Santo André. Sou usuário do espaço há seis anos e nunca isso aconteceu antes: no primeiro andar, setor de periódicos e Telecentro, foram extintas as assinaturas de dois jornais. Dois terminais de computadores onde eram feitas as consultas do acervo foram deasativados. A iluminação quase inexiste, devido à falta de manutenção. Só estou aguardando o dia em que a Biblioteca vai encerrar as atividades.

Pedro Stempliuc, Santo André

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